” O revolucionário mais radical se torna um conservador no dia seguinte à revolução. “
Hannah Arendt.
Revista Galileu.globo.com
Marii Freire Pereira
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Imagem: Pinterest. noemie
Santarém, Pá 2 de outubro de 2020
” O revolucionário mais radical se torna um conservador no dia seguinte à revolução. “
Hannah Arendt.
Revista Galileu.globo.com
Marii Freire Pereira
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Santarém, Pá 2 de outubro de 2020

” Eu cheguei em frente ao portão
Meu cachorro me sorriu latindo
Minhas malas coloquei no chão
Eu voltei ( eu voltei)
Tudo estava igual como era antes
Quase nada se modificou
Acho que só eu mesmo mudei
E voltei ( e voltei)
Eu voltei agora pra ficar
Porque aqui, aqui é meu lugar
Eu voltei pras coisas que deixei
Eu voltei…”
Roberto Carlos. O portão
Fonte: LyricFind
Marii Freire Pereira
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Santarém, Pá 1 de outubro de 2020

” Você merece o melhor, o melhor.
Porque você é uma das poucas
pessoas neste mundo ruim que é
honesta consigo mesma, e isso é a
única coisa que realmente conta.
Frida Kahlo em:
Marii Freire Pereira
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Santarém, Pá 1 de outubro de 2020

Caem as folhas mortas sobre o lago;
Na penumbra outonal, não sei quem tece
As rendas do silêncio…Olha, anoitece!
Brumas longínquas do País do Vago…
Veludos…a ondear… Mistério mago…
Encantamento…A hora que não esquece,
A luz que a pouco e pouco desfalece,
Que lança em mim a bênção dum afago…
Outono dos crepúsculo dourados,
De purpuras, damascos e bocados!
Vestes a terra inteira de esplendor!
Outono dasvtardinhas silenciosas,
Das magnificas noites voluptuosas
Em que eu soluço a delirar de amor…
Florbela Espanca. Outonal. Florbela Espanca, Livro de Soror saudade, Charneca em flor, Reliquiae. L& PM POCKET. Porto Alegre, 2018
Marii Freire Pereira
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Santarém, Pá 1 de outubro de 2020

Somos todos juntos uma miscigenação
E não podemos fugir da nossa etnia
Índios, brancos, negros é mestiços
Nada de errado em seus princípios
O seu e o meu são iguais
Corre nas veias sem parar
Costumes, é folclore é tradição
Capoeira que rasga o chão
Samba que sai da favela acabada
É hip hop na minha embolada
[…]
Maracatu psicodélico
Capoeira da Pesada
Bumba meu rádio
Berimbau elétrico
Frevo, Samba e Cores
Cores unidas e alegria
Nada de errado em
[ nossa etnia.
Chico Science e Lucio Maia/ Grupo Nação Zumbi.
( http://letras.terra.com.br/ Nação-zumbi/ 77662) – Literatura brasileira: William Cereja e Thereza Cochar. Atual editora. São Paulo, 2013.
Marii Freire Pereira
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Imagem: Festa do Bomfim ( 1950) de Carybé. Arquivo Pessoal.
Santarém, Pá 1 de outubro de 2020

” Minha carta de alforria
não me deu fazendas
nem dinheiro no banco,
nem bigodes retorcidos.
Minha carta de alforria
costurou meus passos aos corredores da noite de minha pele.”
(Adão Ventura. In: Ítalo Mariconi.org. Vem melhores poemas brasileiros do século. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. p. 275 )
Literatura brasileira:William Cereja e Thereza Cochar. Atual editora. São Paulo: 2013
Marii Freire Pereira
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Santarém, Pá 1 de outubro de 2020

Uma sociedade que não discute seus atos, que não avalia a dimensão dos seus problemas, ela tem um futuro comprometido.
Quando se observa que numa sociedade existem pessoas perfeitamente normais, mas que têm acapacidade de cometer atos monstruosos, não porque seja ruim, mas por serem obediente as leis ou a ordens, vemos surgir aquilo que achamos de monstros, carrascos e outras denominações. Essas pessoas têm uma postura propícia a arrogância, agem como “loucos”, mas de loucos não tem nada. São normais. Elas, só não vêem maldade nos seus atos. Não questionam se é certo ou errado. Para elas é sempre certo. Agora, para o coletivo, nem sempre. Pode-se dizer por exemplo, que a partir desse tipo de perfil nasceram os ditadores, pessoas que se assemelham aos monstros da História. Gente que se você olhasse de perto, aparentemente eram normais, melhor dizendo ‘ são normais ‘ muitas inclusive ‘ aclamadas, com grandes qualidades entre o povo.
Imagine, se no passado, houveram tantos heróis, hoje não é diferente. Talvez, haja uma certa diferença. Mas, a verdade, é que esses ” heróis”, sim porque toda sociedade cria os seus heróis, fizeram com que pessoas inocentes pagassem o preço de seus interesses de forma perversa. Muitos por conta de suas reivindicações, ofereceram ao povo, nada menos que o menosprezo e do ódio. Inocentes pagaram com sangue a própria ignorância.
Pessoas que usaram posições, palavras éticas diante de milhares de multidões para defender erros imperdíveis diante da humanidade. Quanto abusos, miséria social contribuiram para desesperança e falta de sentido de vida de muitas pessoas? Para eles, que se aproveitam desse dessa negativa para dominar as pessoas, as suas atitudes sempre serão corretas. E para os que sofreram, os que foram perseguidos na história, será que foi? E os que hoje também sofrem perseguição, é correto?
Quem foram as vítimas do passado e Quem são as vítimas de hoje? Os ditadores sempre acataram como certo as suas decisões. Hitler foi um exemplo. O Nazismo deixou muitos filhos(…), muitos mortos, gente perseguida. Os Judeus foram pessoas que sofreram por não entender, por não saber distinguir ‘bondade de maldade’. E qual foi o preço? A tragédia, quantos morreram? Inúmeros. Quantas atrocidades viveram essas pessoas. “Carne humana em açougue!”, não tem como qualificar em palavras o significado desse tipo de situação.
A experiência mostra que a maior dificuldade das pessoas que sofreram perseguição no passado, é até aquelas de hoje, é não reconhecer aquilo que é visto como ‘imperfeição’, a falta de ressignificação dos valores, dos sentimento, é por aí vai. A busca por um lugar existencial. A ética, a moral, os julgamentos que surgem a partir disso, e que nem sempre se adequa às necessidades humanas, o valor de acordo com os sentimentos. Estamos falando a respeito de pessoas…
Eu poderia citar um exemplo de problema atual, em relação a isto, a Cracolãndia em São Paulo. Lá, as pessoas vivem e frequentam aquele lugar para usar drogas. O que foi feito para tirar aquelas pessoas de lá? O uso de um crivo sanitário ideológico de caráter reducionista. Resolveu o problema? Não. Sabe por que? Porque a questão relacionada as drogas é muito maior do que a realidade daquele lugar.
Em relação a essa questão, não se trata de impor a ética para ter como finalidade a banalização do que vivem aquelas pessoas. O problema é maior. A sociedade faz vista grossa porque não pode trabalhar o problema. Então, o que ela faz? Fragmenta é procurar solucionar ” parte” deste, que é sempre sem sucesso. E, se me perguntar por que aquelas pessoas estão ali, eu respondo: ” por inúmeros motivos “. Talvez, o primeiro deles seja não pensar […], e com isso são jugados com sentimentos negados a própria pessoa que representam. É uma parte sintomática que tem dificuldade de se reconhecer. Para eles, aquela situação não representa um problema. Já para outros, sim. Diferente deles que vivem aquela realidade, aos que estão de fora, aquilo tem o outro peso. Os que fazem as regras, procuram oferecer a sociedade uma vida harmoniosa. Mas, quem faz uso dessas regras, pode muito bem procurar invertê-las e usar a seu favor.
[…]
Os que se aproveitam da lei para realizar atos que considera-se monstruoso, se vêem como pessoa normais. E os que não reconhecem as suas faltas,as pessoas que têm uma certa dificuldade de compreender o ‘ certo e o errado, elas só recebem como aquilo que lhes oferecem como o correto, sem questionar. São pessoas destinadas a seguir quem se diz suposto a zelar pelo bem de todos. E muitas vezes, aí mora o perigo. É preciso ensinar as pessoas a pensar, questionar…sempre o que é o correto.
É fundamental que a sociedade prepare as pessoas para questionar, argumentar acerca dos fatos, porque nesse caso, ele não vai acatar tudo ” mastigado”. Ele vai saber perguntar o porquê de determinadas situações. É bom que o indivíduo receba diversas informações, mas questione até que ponto aquilo é correto. O ideal é que se reflita sobre o que tem dúvida. E não deixe para que o outro possa fazer um juízo de valor por ele. Um outro exemplo, temos o cenário político, quantos pagam pela própria ignorância? Muitas pessoas.
Ora, imagine, um cidadão que quer ascensão social, ele é capaz de fazer qualquer coisa para conseguir. Um político Faz uso da ética, da moral, de valores…de maneira distorcida para chegar onde quer. A nossa sociedade tem muita gente que tem dificuldades para enxergar isso. E se “peca “, quase sempre pelo mesmo motivo: não refletir corretamente. Há uma frase da Hannah Arendt que diz o seguinte: ” coloca-se valores na vida do outro, quando ele não representa muito daquilo que menosprezo. Neste caso, posso fazer uso disso como bem entender…”. Bondade e maldade é preciso saber identificar, como ela mesma afirma.
É importante construir uma sociedade, discutir, ” interagir “, com uma certa autonomia, porque isso dá a ela o custo e o preço da realidade. É aquilo que pode ser avaliado dentro da nossa sociedade contemporânea. Não pode falta discernimento, pois neste caso, sobram abusos.
Marii Freire Pereira
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Imagem: google. funchalnoticias.net
Santarém, Pá 30 de setembro de 200

[…]
Potenza della lirica dove ogni dramma é um falso
Che con un po’di trucco e con la mimica puoi
diventare un altro
Ma due occhi che ti guardano cosi vicini e veri
Ti fan scordare le parole confondono I pensieri
Cosi diventa tutto piccolo anche le notti là in
América
Ti volti e vedi la tua vita come la scia di un’elica
Ma si è la vita che finisce ma lui non ci pensò poi
tanto
Anzi si sentiva già felice e ricominciò il suo canto
Te voglio bene assai
Ma tanto, tanto bene assai
E una catena ormai
Che scioglie il sangue dint’ e vene sai…”
Lucio Dalla. Caruso.
m.letras.mus.br
Marii Freire Pereira
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Imagem: Pinterest. lannozzi Giuseppe- scrittore e giornalista
Santarém, Pá 30 de setembro de 2020

” O outono não está no ar, no amarelado das folhas caídas ou na tristeza do tempo.
…
Há um resquício de tristeza antecipada, uma mágoa vestida para viagem, no sentimento em que somos à difusão das coisas…”
Bernardo Soares. Livro do Desassossego.
Marii Freire Pereira
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Imagem: Pinterest. O que que eu ia falar?
Santarém, Pá 30 de setembro de 2020

[…]
Porque eu sou do tamanho que vejo
E não do tamanho da minha altura…”
(Alberto Caeiro. In: Fernando Pessoa. Obrigada poética. Rio de Janeiro: Aguilar, 1965. p. 208)
Literatura brasileira: William Cereja e Thereza Cochar. Atual editora. São Paulo, 2013
Marii Freire Pereira
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Imagem: Pinterest. Portugal. hardsadness
Santarém, Pá 29 de setembro de 2020

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