Fez-me observar a beleza do espetáculo, relembrou o objeto da luta, concluiu que os cães tinha fome; mas a privação do alimento era para os efeitos gerais da filosofia. Nem deixou de recordar que em algumas partes do globo o espetáculo é mais grandioso: as criaturas humanas é que disputam aos cães os ossos e outros manjares menos apetecíveis;luta que se complica muito, porque entra em ação a inteligência do homem, com todo o acúmulo de sagacidade que lhe deram os séculos”.
Machado de Assis , fragmento relacionado ao personagem Brás cubas e Quincas Borba. ( Idem, p. 160). Literatura brasileira: William Cereja e Thereza Cochar. 5 ed.reform. Atual. São Paulo, 2013
Gonçalves Dias. Canção do exílio. ( In: Gonçalves Dias. São Paulo: Educação, 1982. p. 11 – 2 Literatura Comentada)
Esse poema foi escrito em 1843 em Coimbra, onde Gonçalves estudava. Literatura brasileira: William Cereja e Thereza Cochar. 5ed.reform. Atual. São Paulo, 2013
O modus operandi da pós-modernidade por vezes deixa o homem desnudo de idéias. Talvez, por isso ele não esteja preparado para lidar com o racional.
Um dos traços que se vive hoje na sociedade reflete esse estado empobrecido de todos nós. A impressão que se tem é que há um despreparo para lidar como lado racional, o que faz por exemplo, criar a imagem de uma sociedade despreparada, aliás, de pessoas despreparadas até emocionalmente falando para lidar com os seus problemas.
Ora, certa vez, alguém me disse :” Marii, o seu blog parece um “consultório sentimental”. Bom! porque dentre outras coisas, isso me faz lembrar que trabalho muito a questão dos sentimentos. Quem trabalha esse lado voltado a psicologia, procura evidenciar a questão da ética nas relações. Eu escrevo muito sobre relacionamento interpessoal, então, preciso ter esse detalhe marcante. E também, vou exemplificar isso a você, de uma outra forma, eu procuro organizar melhor a minha maneira de pensar, porque isso me afasta de vitrines, compras, ruas cheias de gente ou querer por exemplo, explorar essa coisa da linguagem simbólica que tantos recorrem. A impressão que dá é a de que se tem muito mais pessoas que têm fixação pela imagem (falo isso de maneira geral), do que gente com uma mentalidade voltada mais ao racional digamos assim. Veja, a sociedade vive exatamente esse problema, a fala, o discurso e a interpretação, acabaram cedendo lugar a imagem, o que faz com que a grande maioria, acabe optando por ‘estradas secundárias’, e se perca nisso. Ora, eu não estou aqui para consertar ninguém. Escrevo sobre problemas.
Hoje, a pessoa valoriza mais o supérfluo, porque não deseja ter trabalho ” raciocinar “. Talvez, esse tenha sido o grande favorecimento para uma maioria, porque os problemas existem, como sempre existiram, mas poucos são aqueles que querem refletir, e o refletir aqui, não falo só a respeito da vida pessoal, que é uma outra situação, porque você convive com pessoas frustradas, vazias, angustiadas quase o tempo inteiro. Não, eu chamo atenção aqui para algo muito maior. Falo da incapacidade da informação, de pessoas que não valorizam o conhecimento, portanto, essas mesmas pessoas se deixam levar por qualquer coisa que ouvem ouvem vêem. Geralmente, essa é mais uma característica de pessoas que têm um conhecimento primário. E a sociedade de fato, tem ficado cada vez mais empobrecido em relação a isso. Note que a maioria, apela muito para a subjetividade, e dependo da situação que estejam vivendo, elas não sabem indentificar aquilo que as desfavorecem.
Quando o homem vive mais pelo desejo do que pela consciência, ele tem uma maior probabilidade de viver a sua incompletude, ou seja, aquela sensação de impotência de esvaziamento de si, e isso provoca reações violentas. De repente, o indivíduo torna-se agressivo, além do natural, porque vamos dizer cousa: ‘ todo mundo na hora da raiva e frustação, ele extrapola limites’. Mas, esse sujeito que descrevo aqui, ele é o reflexo de uma sociedade fragilizada. Reflexo de uma sociedade que dentre outras coisas, não é ética em suas atitudes. No caso da ética, você precisa ter consciência ( razão) do que você domina e não viver na subjetividade. Claro, que o discurso da ética é um, e a fala pautada na subjetividade é outra. Mas, diante dessa falta de compreensão do indivíduo, ele cede lugar a linguagem produzida a partir da imagem. É o que mais vemos por aí. Pessoas que não têm preparo para conversar e aí, são ” conversadas “, no bom português.
A sociedade tem valorizado, digamos que, ela tenha cedido lugar a imagem mais do que o discurso ético. Quando eu sou ético? Com as minhas angústias, ou seja, quando vivo um processo de sofrimento. Um exemplo- eu estou com problemas de ordem emocional, passo por uma vitrine e comprar o que me ‘agrada os olhos’. Ao chegar em casa, ponho, fico ” comestível “, digamos assim. E o resultado disso é que, ao me expor, eu estou valorizando o que? Estou não dizendo que a subjetivação é algo mais importante pra mim. Pensar é uma tarefa trabalhosa para muita gente. A verdade em relação a isto é, que desejamos sempre ‘fórmulas fáceis ‘. Esse é um processo que tem sido cada vez mais repetido dentro da nossa sociedade. É como se vivendo robotizados, repetindo o que não trás respostas no caso, fosse a alternativa viável. Outro é exemplo, é o caso do sujeito diante do abismo, enfraquecido pela falta de produção de idéias, o indivíduo se apega a qualquer coisa, porém, ele nunca é sociável. E com isso, evidencia o que? O lado psicológico, que ele mesmo não sabe lidar. É uma vítima a mais do modelo de uma sociedade que não pensa, que nao domina o seu comportamento e vai junto com os outros. A incapacidade de pensar limita essas pessoas a qualquer desdobramento. É um abismo chamando o outro.
Falta preparo para lidar com as dificuldades da sociedade pós-moderna. Infelizmente, tem pessoas que percebendo essa ‘brecha’ digamos assim, por serem extremamente esclarecidas conspiram contra aqueles que se encontram diante de uma situação vulnerável. É preciso despertar para não viver de maneira alienada na sociedade.
Beber café é um hábito que além de saudável é muito prazeroso. Você já passou num lugar só para tomar aquela xícara de café porque não resistiu aquela sensação prazerosa do seu cérebro emitindo, além de imagem, também gosto da bebida na boca?
Imagine uma xícara subindo aquela fumaça super agradável na sua frente, com um aroma suave se espalhando no ar. Ah!…imaginou certamente. O café é uma das bebidas democraticamente, mais populares que existe no mundo. Mas não só, além de muitos benefícios, o hábito do cafezinho, pode ser solitário ou na companhia de uma pessoa especial.
O lugar faz diferença, sem dúvida. Você pode ir a uma casa mais acolhedora ‘charmosa’ ou escolher entre opções mais simples, como padarias, cafeterias, restaurantes ou mesmo docerias. O ambiente para fazer as suas refeições é você quem determina.
Do tradicional a um lugar sofisticado “romântico” diria, você irá lembrar de ser sempre uma pessoa bem recepcionada. De repente, um lugar charmoso é mais caro, porém, vai inspirar muita coisa boa, principalmente, se você quiser impressionar a companhia que escolheu para degustar uma prazeroso café.
Gosta de estilos diferentes? Aproveite para ir a lugares que têm um cardápio variado. O importante é você fazer bom uso dessa experiências singular.
Há lugares que além da vista, tem espaço para contemplar obras de artistas locais. “Não é só um café!” como muita gente fala por aí. É um momento para você aproveitar para comprar livros, conversar, ler. O importante é saber fazer bom uso desses espaços, observar a arquitetura, a decoração e principalmente, apreciar as pessoas estão ali, naquele lugar.
Dependendo do lugar, o espaço que você procura, é possível encontrar outras coisas, o que torna o seu passeio uma experiência muito agradável.
Do rústico ao sofisticado, desejo uma boa escolha a você. De um simples cafezinho simpático a um cappuccino cremoso!..
(Alvarenga Peixoto. Ode ao Marquês de Pombal. In: Antonio Candido e José A. Castello, op. cit, v. p.172 – 4). Literatura brasileira: William Cereja e Thereza Cochar. 5ed reform. Atual. São Paulo, 2013
João Cabral de Melo Neto. ( Poesias completas, cit, p. 148). Literatura brasileira. William Cereja e Thereza Cochar. 5 ed.reform. Atual. São Paulo, 2013
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