Pablo Neruda

Não um caso doentio,

nem a ausência de grandeza, não

nada pode matar o melhor de nós,

a bondade, sim senhor, que padecemos:

bela é a flor do homem, sua conduta

e cada porta é a bela verdade

e não a sussurrante aleivosia.

Sempre ganhei, por ter sido melhor,

melhor que eu, melhor do que fui,

a condecoração mais taciturna:

recuperar aquela pétala perdida

de minha melancolia hereditária

buscar mais uma experiência luz que canta

dentro de mim, a luz inapelável.

Pablo Neruda [NÃO UM CASO DOENTIO…]. Últimos Poemas ( O Mar e os sinos). Edição bilíngue. L&PMCLASSICOSMODERNOS. Luiz de Miranda. Porto Alegre, 2018

Marii Freire Pereira

https://pensamentos.me/ VEM comigo!

Imagem: KDfrases.

Santarém, 2 de dezembro de 2020

Publicado por VEM comigo!

Bacharela em direito, Pós graduada em Direito Penal e Processo Penal.

2 comentários em “Pablo Neruda

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