” A criança precisa viver sua infância, ela precisa estudar e brincar”.
Marii Freire.
O trabalho infantil é proibido no Brasil. Dentre as muitas razões, se costuma alegar que, a criança que trabalha, ou seja, exerça qualquer atividade até os 16 anos, essa é uma prática proibida, conforme regra geral. A não ser que aos 16 anos, o menor esteja na condição de aprendiz. Fora essa observação, qualquer menina ou menino que venha trabalhar, atende-se que pessoa que tem os direitos violados.
A criança que trabalha, ela não tem uma parte da vida preservada, ou seja, a infância, que é o momento, onde lentamente, se vive as descobertas. Diz-se que, simplesmente, a menina ou o menino que trabalha, não consegue crescer como a maioria das outras crianças. É alguém que você nota que os caminhos se enveredam para outro lado. E por que? Porque alguém conseguiu infringir um direito. A maioria ao se falar sobre trabalho infantil, alega que trabalhou na infância, mas fica a pergunta: foi feliz? Teve uma infância respeitada, o que você consegue contar de bom? Isso vai até o fim da vida. A pessoa vai dizer que não teve tempo de brincar de ser…criança! Ela se afastou da liberdade de ser quem é – uma criança. Não é que dentro dessa questão não se tenha muito a considerar, mas, essa definitivamente, não é uma prática saudável. Vamos pegar o exemplo, uma situação de um menino que vende bala no sinal, ou aquele que trabalha na carvoaria, não é que ele seja “o coitado” da história, porém, se observa que para um início de vida, a lição é muito dura! Digamos que não é um jeito ilustre de começa descobrir a vida de forma tão precoce, neste caso, trabalhando.
Combater o trabalho infantil tem sido um grande desafio para o Brasil. O desejo seria tentar erradicar o trabalho infantil até 2025. Todavia, essa proposta não conseguiu ser cumprida em 2016, bem como em 2017 e segue consequentemente na expectativa de alcançar bons resultados nos anos posteriores, uma vez que todas as tentativas acabam trazendo números vergonhosos para o país. O tema que trata do trabalho infantil é muito debatido, e uma das grandes preocupações é tentar diminuir essa prática. Para isso foi elaborado pelo Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil ( FNPETI), que até 2030, essa proposta seria assumida de forma voluntária entre 193 países, onde todos teriam o compromisso de tentar diminuir tal prática. Cabendo ao Brasil, inclusive, a participação com o caráter de ofertar ajudar no intuito de combater tal prática. Lembrando que o trabalho infantil é proibido pela nossa legislação, e que este só cabe na condição de aprendiz ou seja, ao menor de 16 anos. Começando pelos 14 anos de idade. Algumas cidades brasileiras têm conseguido fazer com que os números em relação ao trabalho infantil, tenham diminuído. Porém, diante da realidade que vive o país, e com o aumento do número de desemprego, muitas famílias, acabam fazendo com que muitas crianças vá para as ruas vender algum tipo de alimento para ajudar no complemento da casa.
Camões foi uma dessas pessoas que soube somar, na verdade, extrair o que havia de melhor na sua formação cultural. Para ele o Amor era um sentimento puro, visto como uma idéia universal.
Veja o fragmento desse soneto:
” Transforma- se o amador na cousa amada,
Por virtude do muito imaginar,
Não tenho logo mais que desejar,
Pois em mim tenho toda parte desejada “.
Que maravilha! Camões nos acrescentou muito do seu conhecimento literário. Mais que temas amorosos, ele trouxe reflexões filosóficas, natureza e outros. Um traço bastante interessante em Camões era que, havia a negação do amor na forma física. Para ele, o verdadeiro amor era aquele que se transformava na alma. O amor como disse, era visto como algo universal, e que portanto, estaria acima de todas as experiências individuais. Camões entendia que o sexo estragava o Amor verdadeiro. Para ele, a autenticidade desse sentimento estava presente na pureza.
A literatura portuguesa, sem dúvida se consagrou com Camões, mas não só, como sabemos Portugal se destacou também pelo seu próprio processo de expansão marítima e comercial. Todavia, Camões ajudou nesse salto para o mundo.
O fragmento foi retirado ( lírica. São Paulo, Cultrix, 1976. p.109). Literatura brasileira:William Cereja e Thereza Cochar. 5ed.reform. Atual. São Paulo, 2013
Gil Vicente. fragmento do Auto da barca do inferno. São Paulo: Ateliê Editorial, 1996.n.80-2. Notas de Ivan Teixeira. Literatura brasileira:William Cereja e Thereza Cochar. 5ed.reform. Atual. São Paulo, 2013
Toda às vezes que tentamos [ re]começar partimos do mesmo ponto, ou seja, o eixo central desse grande espiral que é a vida. Caminhamos, paramos no meio do caminho, e aí nesse processo de não ter estrutura para chegar até o final, voltamos para o início, para o que chamamos de estaca zero.
Os recomeços sempre são muitos interessantes, porque eles nos permite dialogar com nós mesmos. Eles sempre nos falam sobre a importância de aprender como a vida pode ser densa, curta ou longa. Esse detalhe, não importa. Agora, importa o que você consegue avolumar tanto na horizontal ( quantidade), como na vertical ( qualidade). Eu posso por exemplo, ter uma vida curta, porém, aprender muito e ensinar. Esse é o detalhe importante e que talvez, a maioria das pessoas não prestem atenção. Ou de repente, uma vida longa, sei lá, e não deixa nada de bom para gerações vindouras.
Quantos de nós, não nos deparamos com situações que nos pedem fôlego, que faz com que a gente tente ressignificar a vida novamente? Esses pontinhos pretos, são as nossas tentativas, os reinicios que impedem da vida ter fim tão cedo. A gente erra e aprende, aprender e erra. Todavia, nao paramos, pelo contrário, permanecemos girando o tempo inteiro.
A vida pode ser comparada com um grande espiral. Cada volta carrega consigo um grande ensinamento. Não há um ser humano grande que nunca tenha aprendido. Às vezes, vivemos uma situação dolorosa e não entendemos. Mas, se você procurar analisar direitinho, o que isso quer dizer? O que você precisa por exemplo, absorver dessa lição que tem aprendido? Que o homem tem que lidar com a dor de modo, a não sofrer mais. A verdade é que, se sofre por não conhecer, e existem aquelas situações que mesmo tendo o conhecimento que elas são de certa forma, prejudiciais, se opta por ficar. Mas, aí é outra questão. A idéia do espiral é fazer com que você reflita, se conheça de verdade. O que prevalece neste caso, é a idéia de que, apesar da dor e todo sofrimento que vivemos, possamos voltar a olhar para nós mesmos, e se conhecer.
Ao longo de nossa vida, vivemos experiência incríveis, muitas são maravilhosas, enquanto outras não, pois a grande sacada é ‘o que precisamos considerar em relação aquele problema?’ O que ele quer nos dizer?. A verdade é que, nunca ficamos sofrendo o tempo inteiro, nem felizes. Há detalhes em relação a isto, que precisamos considerar. É comum dentro do conceito de felicidade medir o valor daquilo que bom ou ruim, de alegria ou tristeza. Se diante de cada uma dessas situações que citei, você medir em números quantitativos o valor de algo, ou seja, o que aquilo acrescentar em nossa vida ou não, maravilha. A regra é simples e funciona assim: primeiro a gente perde, depois é que se analisa o quanto se perdeu, ou o quanto “éramos felizes e não sabíamos”. Só se avalia que uma coisa é importante, a medida que se perde.
Como diz a letra da canção: ‘ cada volta, de fato, é um recomeço’. Nem tudo se perde, nem tudo se ganha, porém, cada vez que se [re]começa, se aprende o real sentido da vida. Por isso, eu digo que é imprescindível terminá-la bem…ao menos, com as nossas certezas.
” … ouvia chorar, um som quase inaudível, como só pode ser o de umas lágrimas que vão deslizando lentamente até às comissuras da boca e aí se somem para recomeçarem o ciclo eterno das inexplicáveis dores e alegrias humanas.
” Mas, conquanto não pode haver desgosto Onde esperança falta, lá me esconde Amor um mal, que maravilha é não se vê. Que dias há que na alma me tem posto, Um não sei quê, que nasce não sei onde, Vem não sei como, e dói não sei porquê”.
Você precisa fazer login para comentar.