[Re]começos

Toda às vezes que tentamos [ re]começar partimos do mesmo ponto, ou seja, o eixo central desse grande espiral que é a vida. Caminhamos, paramos no meio do caminho, e aí nesse processo de não ter estrutura para chegar até o final, voltamos para o início, para o que chamamos de estaca zero.

Os recomeços sempre são muitos interessantes, porque eles nos permite dialogar com nós mesmos. Eles sempre nos falam sobre a importância de aprender como a vida pode ser densa, curta ou longa. Esse detalhe, não importa. Agora, importa o que você consegue avolumar tanto na horizontal ( quantidade), como na vertical ( qualidade). Eu posso por exemplo, ter uma vida curta, porém, aprender muito e ensinar. Esse é o detalhe importante e que talvez, a maioria das pessoas não prestem atenção. Ou de repente, uma vida longa, sei lá, e não deixa nada de bom para gerações vindouras.

Quantos de nós, não nos deparamos com situações que nos pedem fôlego, que faz com que a gente tente ressignificar a vida novamente? Esses pontinhos pretos, são as nossas tentativas, os reinicios que impedem da vida ter fim tão cedo. A gente erra e aprende, aprender e erra. Todavia, nao paramos, pelo contrário, permanecemos girando o tempo inteiro.

A vida pode ser comparada com um grande espiral. Cada volta carrega consigo um grande ensinamento. Não há um ser humano grande que nunca tenha aprendido. Às vezes, vivemos uma situação dolorosa e não entendemos. Mas, se você procurar analisar direitinho, o que isso quer dizer? O que você precisa por exemplo, absorver dessa lição que tem aprendido? Que o homem tem que lidar com a dor de modo, a não sofrer mais. A verdade é que, se sofre por não conhecer, e existem aquelas situações que mesmo tendo o conhecimento que elas são de certa forma, prejudiciais, se opta por ficar. Mas, aí é outra questão. A idéia do espiral é fazer com que você reflita, se conheça de verdade. O que prevalece neste caso, é a idéia de que, apesar da dor e todo sofrimento que vivemos, possamos voltar a olhar para nós mesmos, e se conhecer.

Ao longo de nossa vida, vivemos experiência incríveis, muitas são maravilhosas, enquanto outras não, pois a grande sacada é ‘o que precisamos considerar em relação aquele problema?’ O que ele quer nos dizer?. A verdade é que, nunca ficamos sofrendo o tempo inteiro, nem felizes. Há detalhes em relação a isto, que precisamos considerar. É comum dentro do conceito de felicidade medir o valor daquilo que bom ou ruim, de alegria ou tristeza. Se diante de cada uma dessas situações que citei, você medir em números quantitativos o valor de algo, ou seja, o que aquilo acrescentar em nossa vida ou não, maravilha. A regra é simples e funciona assim: primeiro a gente perde, depois é que se analisa o quanto se perdeu, ou o quanto “éramos felizes e não sabíamos”. Só se avalia que uma coisa é importante, a medida que se perde.

Como diz a letra da canção: ‘ cada volta, de fato, é um recomeço’. Nem tudo se perde, nem tudo se ganha, porém, cada vez que se [re]começa, se aprende o real sentido da vida. Por isso, eu digo que é imprescindível terminá-la bem…ao menos, com as nossas certezas.

Marii Freire Pereira

https://pensamentos.me/ VEM comigo!

Imagem: Pinterest. Depositphotos

Santarém, Pá 3 de janeiro de 2021

Publicado por VEM comigo!

Bacharela em direito, Pós graduada em Direito Penal e Processo Penal.

2 comentários em “[Re]começos

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