” Não isente um abusador da culpa.” Acredite: ele sabe como te manipular de um jeito que você não percebe. E, se perceber, muitas vezes não reage por medo de perdê-lo. É comum no relacionamento, a mulher pensar que a culpa sobre o insucesso deste, possa vir apartir de sua conduta, por exemplo. Porém, existe um detalhe que poucas questionam, que é justamente a maneira de agir do manipulador emocional.
Marii Freire Pereira https://pensamentos.me/ VEM comigo! Imagem (Arquivo pessoal) Santarém, Pá 29 de Abril de 2021
“O relacionamento abusivo é aquele, onde se manifestada o desejo de controle que um parceiro tem sobre outro .”
Marii Freire Pereira.
Em toda relação existirá problemas, independentemente dela ser abusiva ou não. É bom procurar esclarecer isso. Agora, eu vou falar aqui, algumas características que você pode identificar como aquilo que representa abuso do parceiro em relação ao outro. Lembrando que homem e mulher têm o mesmo tipo de conduta quando se trata de relacionamento abusivo. Primeiro, quem é o abusador? É ” O príncipe ” por quem você se apaixonou. Ele é exatamente aquela figura revestida de ternura que, na maioria das vezes, se fazia de ” cavalheiro”, só que com o tempo, ele se transformou. E aí vem a pergunta, isso aconteceu da noite para o dia? Não. Na verdade, isso começou com gestos pequenos e a mulher não deu a devida importância . Veja, se esse homem costuma agir dessa maneira:
Ela deixou de tratar você com carinho .
Há falta de respeito
A reciprocidade, existe mas não como antes
Há muita manipulação
Ameaças como: ‘se você não fizer isso do jeito que gosto, na rua eu encontro que faça melhor’.
Controle: Ele observa todos seus movimentos, com quem fala ( O que fala), no telefone, quantas ligações recebe e várias outras coisas.
Diminue as suas qualidades
Se irritado explode, colocando a culpa sobre você
Faz diagnósticos sobre a sua saúde, o seu corpo, o seu peso de forma errada
Acaba com a sua autoestima
A ansiedade. Esse é também um problema sério que surge nesse modelo de relação
Depressão. É uma doença silêncio que acontece na maioria das vezes, por situações como essa. Então é bom ficar atenta para esses sinais. A gente sabe que além deles, existem uma série de outros.
A mulher que vítima de violência psicológica, ela percebe essas situações acontecendo no seu casamento, relacionamento, namoro de maneira gradativa. Mas, o problema é que, ela pensa que isso é normal ou acha que esse homem vai mudar. E, a verdade é que ele não muda. O que acontece é que todas essas situações se intensificam cada vez mais comprometido a saúde da mulher
Como vimos acima, existem uma série de situações que você pode ir identificado. Agora, não é interessante você mulher, fazer considerações acerca do comportamento desse homem. Se é um namoro por exemplo , ele some, como se diz: ” deixa você no vaco”. Aparece quando quer. Isso é um sinal de que você também precisa ficar mais atenta, porque essa relação acaba virando uma gangorra emocional. A sua vida vira uma bagunça, onde ele alterna com carinho os momentos que você fica sozinha. Depous some novamente, ou seja, ele “some e aparece do nada”, e diz que está tudo bem, ou te trata de forma ríspida, afirmando coisas que te faça sentir culpada por algo que não fez, até pelo ” sumiço ” porque diz que você faz muitas cobranças, bem como, outra série de desculpas.
O homem que usa a mulher para fazer esse tipo de coisa, ele só tem uma preocupação: o bem-estar dele. O manipulador emocional sabe exatamente como proceder com você, ou seja, ele conhece todos os seus pontos frágeis.
É interessante ressaltar que ” toda relação precisa ter equilíbrio “. Se existe algo que te incomoda, que você acha que não é correto com a sua pessoa, principalmente portudo o que você oferece a esse homem, [re]considere os seus pensamentos. Se abriu brecha pra dúvida, é porque o erro já começa por ela. Não se sinta obrigada a dar suporte aos erros do seu parceiro. Não crie condições para que isso aconteça.
” Quebre o silêncio, fale. Peça a juda”
Quando não se sentir bem, converse com alguém, principalmente quem já passou por esse tipo de abuso, que você terá um maior esclarecimento. Só não vá buscar melhoras , aonde não há, porque partindo da violência psicológica, ela vai chegar a violência física.
” Não isente um abusador da culpa”. Ele sabe te manipular de uma maneira que você não percebe. Fique atenta!
Harlequin ( 1918), é uma obra fantástica de desse pintor espanhol ( Pablo Picasso), que dedicou parte de sua vida a inventar, na verdade, ele ‘ construir um vasto acervo de obras famosas.
” Como se a multidão ou os mais sábios em nome da multidão não estivessem prontos a dar passagem muito mais àquilo que é popular e superficial do que ao que é substancial e profundo; pois a verdade é que o tempo parece ter a natureza de um rio ou correnteza, que carrega até nós tudo o que é leve e inflado, mas afunda e afoga tudo aquilo que tem…” ( CONTINUE)
” As classes dominantes brasileiras, feitas de filhos e netos dos antigos senhores de escravos, guardam, diante do negro, a mesma atitude de desprezo vil. Para seus pais, o negro escravo, o forro, bem como o mulato, eram mera força energética, como um saco de carvão, que desgastado era substituído facilmente por outro que se comprava. Para seus descendentes, o negro livre, o mulato e o branco pobre são também o que há de mais reles, pela preguiça, pela ignorância, pela criminalidade inata e inevitáveis. Todos eles são tidos consequentemente como culpados de suas próprias desgraças, explicadas como características da raça e não como resultado da escravidão e da opressão. Essa visão deformada é assimilada também pelos mulatos e até pelos negros que conseguem ascender socialmente, os quais se somam ao contingente branco para discriminar o negro- massa.
Darcy Ribeiro. Classe, cor e preconceito. O Povo Brasileiro: a formação e o sentido do Brasil. 3 ed. São Paulo: Global, 2015
“O abandono afetivo é definido como ausência e negligência de cuidados do pai”. O filho que cresce sem um pai presente, sem alguém que lhe ofereça amor, carinho e proteção, é uma uma pessoa que tem um vínculo afetivo interrompido de maneira drástica na vida. É importante que toda criança receba de forma voluntária, e não por ” obrigação ” o amor do pai.
“O Brasil teve em 2020, mais de 80 mil crianças registradas sem o nome do pai”. Triste realidade para tantos nascimentos. É impressionante como o homem abandona os seus filhos, mas a mãe é quem acaba recebendo um julgamento moral injusto da sociedade, se abandonar um filho, muitas vezes por não ter condições financeiras de cuidar deste. Como se “a responsabilidade de oferecer carinho, proteção e cuidado” não fosse dever de ambas as partes.
“O dever de cuidado – é estabelecido no artigo 229 da Constituição Federal e o Estatuto da criança e do Adolescente, os pais tem dever de assistir, criar e educar os filhos menores e os filhos maiores tem o dever de ajudar a amparar os pais na velhice, carência e enfermidade.”
A lei é clara, como preconiza o artigo 229 da Constituição Federal. Mas, o sentimento que fica muitas vezes é, o sentimento de revolta da mãe e do filho por ter um pai ausente. Uma criança quer atenção do pai, porque isso transmite cuidado. Agora, se ela se sente ignorada, certamente, irá desenvolver por esse pai, o sentimento de repulsa. Claro, existe uma troca de informação que as vezes nem precisa de palavras, principalmente entre pai e filho. O cérebro identifica isso, diria até com uma certa naturalidade. A medida em que não sou amado, eu lanço sobre o outro, uma espécie de sentimento contrário. Só para você ter uma idéia, a criança sente que não é amada desde a gravidez. Portanto, quando ela nasce e percebe que não acrescentar nenhum valor aquela pessoa que deveria ter uma relação incrível, é a figura do pai, ela se sente ” abandonada” afetivamente. No seu íntimo é como se ela fosse um ser incapaz de representar valor a seu pai.
Vale salientar que o filho abandonado, ele tem muita informações com as quais não consegue lidar, e as demandas emocionais dessas pessoas é muito grande, porque faltou amor, ou carinho, na hora certa.
Abandono Afetivo gera reparação
Nesse quesito é importante dizer que o valor da indenização não vale as consequências morais que o abandono causou. Veja:
Um filho ou uma filha por exemplo, que recebe R$ 100 mil por indenização não fica feliz intimamente com aquele dinheiro. Por que digo isso? Porque “não há dinheiro no mundo que pague o abraço de pai” [ Marii Freire Pereira]. Não há dinheiro que pague afeto, distanciamento e frieza. Se você me perguntasse hoje: o que você preferiria, o dinheiro pra você gastar como uma forma de vingança, ou o abraço de um pai? O abraço de um pai. O ser humano ainda não têm valor. Carinho, respeito e cuidado, a gente não compra, essas coisas continuando tendo o mesmo valor [se ] doadas, se manifestadas de forma gratuitas.
Tudo na vida passa, tudo evolui. Mas, o ser humano continua tendo essa ligação estreita e umbilical com os pais, de modo, a não fazer separação do significado do amor, do afeto com qualquer outra coisa. O amor não busca encontrar outras pérolas […]. O amor de pai e filho é constituído apartir de laços afetivos. Claro, tem briga por suas formas mais complexas como essa. Mas, ainda assim, ele não deixa de ser amor.
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