João Gostoso era carregador de feira-livre e [morava no morro da Babilônia [ num barracão sem número Uma noite ele chegou no bar Vinte de [ Novembro
Bebeu
Cantou
Dançou
Depois se atirou na Lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado.
Manuel Bandeira ( Estrela da vida, cit. p. 117). Literatura brasileira em diálogo com outras literaturas e outras linguagens. William Cereja e Thereza Cochar. 5 ed reform. São Paulo: Atual, 2013
” Sem nos dizer nada explicitamente sobre si mesmo, fornece-os no entanto a sua imagem: um homem empreendedor, dinâmico, dominador, obstinado, que conhece uma empresa, trata de excecutá-la, utiliza os outros para isso e não ser desanima com fracassos. “
Graciliano Ramos. Para amar Graciliano: como descobrir os aspectos mais mais inovadores de sua obra/ Ivan Marques. 1 ed. Barueri. São Paulo, 2017
” Era uma expressão fria, pausada, inflexível, que jaspeava sua beleza, dando-lhe quase a gelidez da estátua. Mas, no lampejo de seus grandes olhos pardos brilhavam as irradiações da inteligência. “
José de Alencar. Senhora. Literatura brasileira em diálogo com outra literaturas e outras linguagens. William Cereja e Thereza Cochar. 5 ed reform. Atual. São Paulo, 2013.
A Violência Psicológica, ela começa de um jeito sutil, mas, eu diria que ela tira o abusador sempre do anonimato. Por que digo isso? Porque todo manipulador emocional ele é cavalheiro, sedutor no início, mas no fim, torna-se insuportável.
É importante ressaltar que a violência psicológica é algo que atinge homens e mulheres. Porém, como estamos falando de violência doméstica nos últimos dias, falo de um comportamento que muitas vezes é encorajado desde a infância, muitas vezes pela mãe que não educa uma criança corretamente, e com isso, acaba ensinando o filho a ser homem que não tem a mínima preocupação em respeitar uma mulher na fase adulta.
A maior parte dos abusos, referem-se aos limites que a mãe, ou o pai não deram a seu filho no momento oportuno. Então, esse menino que um dia se tornará homem, vai achar que a violência é algo natural. E mais do que isso, ele vai desrespeitar a mulher porque não o ensinaram como tratá -la com respeito.
A mulher que vive em situação de violência hoje, a maioria já sofreu essa violência da parte do pai, do irmão, do padrasto. Ou seja, muitas já cresceram num ambiente hostil. E aí, tem a razão do abusador agir com naturalidade. Evidente que nem sempre isso é regra, mas o machismo por exemplo, é algo que vai sendo passado de geração em geração.
Na relação amorosa , o manipulador emocional, ele sabe como atrair as suas vítimas. Estas são mulheres que vivem em situação de vulnerabilidade, e o homem é muito seletivo nessa hora, porque ele sabe como atacar a vítima. O homem sempre vai entrar na vida dessa mulher passando a sensação de segurança, ‘confiança’ e tudo mais. Com o passar do tempo, eles começam a fazer com que a mulher duvide da sua própria percepção, ou seja a capacidade de enxergar as coisas. Eles fazem elas duvidarem da própria sanidade mental, quando afirmam que elas são loucas. Eles fazem uma espécie de jogo psíquico de dominação em relacionamentos com essas características. Quanto mais for fragilizada essa mulher, mais ela sofre nas mãos desse homem.
O abusador emocional, ele diz coisas que abala o emocional da mulher. A ridiculariza de modo, a fazer com que ela sinta vergonha de si mesma. A compara por exemplo, com outras mulheres, determina o tamanho da roupa, fala coisas como: ” mulher minha não usa uma roupa desse tamanho”. Se ela usar, ele vai a comparar uma prostituta. Ou seja, toca exatamente nos pontos em que sabe que ela vai ceder.
Violência Moral
A violência moral, conforme especifica a Lei 11.340/2006 ( Maria da penha), ela é uma espécie de violência que se configura com o foco na conduta sexual da mulher. A lei Maria da Penha, no seu artigo 7° inciso V, descreve a violência moral, como “qualquer conduta que configure calúnia, difamação ou injúria”.
A sociedade por outro lado,procura justificar esse tipo de violência atrelada a conduta social da mulher. Mas, mas um detalhe ‘preciso ‘ nisso tudo é a base para qualquer desqualificação tenha sim, o foco sexual. É comum por exemplo, se referir a mulher como aquela “vagabunda”…ou ” ah, foi estuprada por causa do tamanho da roupa “. Nenhum crime pode ser justificado por tamanha ignorância. Porém, é como a sociedade se comporta.
O que há de comum entre esses dois tipos de violência?
A violência psicológica, ela anda ‘paralelamente’ a violência moral, porque deixa a mulher desestruturada tanto no lado moral, como psicologicamente. Então, a mulher sentiu que está passando por esse problema, é importante ela conversar e pedir ajuda, para os amigos, família ou pedir ajudar profissional. Ela só não pode aceitar calada.
“No mundo há mentiras cativantes e verdades distorcidas que ao serem misturadas a exageros nascidos apartir de nossa desorganização mental, se transformam em monstros. Como vencê-los? Aprendendo a negociar com nós mesmos. “
” A felicidade serena veio sentar-se à porta deles, como uma sentinela. Mas bem depressa se foi a sentinela; não deixou a desgraça, nem o tédio, mas a apatia, uma figura pálida, sem movimento, que mal sorria e não lembrava nada.”
Machado de Assis. Várias Histórias. ” Bomlivro”. Ática. São Paulo, 1997
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