” A realidade histórica de hoje não é a mesma. Não obstante, desvinculada da estrutura de classes da sociedade brasileira atual, da marginalização secular que tem vitimado o negro nas várias etapas da revolução burguesa e da exploração capitalista direta ou da espoliação inerente à exclusão, os estoques raciais perdem o seu terrível potencial revolucionário e dilui-se o significado político que o negro representa como limite histórico da descolonização ( negativamente) e da revolução democrática ( positivamente). Portanto, para ser ativada pelo negro e pelo mulato, a negação do mito da democracia radical no plano prático exige uma estratégia de luta política corajosa, pela qual a fusão de ” raça ” e ” classe” regule a eclosão do Povo na história. “
Florestan Fernandes. Um Mito Revelador/ O Significado do Protesto Negro. 1ed. São Paulo: Expressão Popular co-condição Editora da Fundação Perseu Abramo, 2017.
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