De tanto mar
me tornei brisa
Viva
…escolhendo ser inteira todos os dias.
Marii Freire Pereira
https://pensamentos.me/ VEM comigo!
Imagem: Marii Freire/ Copacabana/ Rio de Janeiro
Santarém , Pá 4 de Agosto de 2021
De tanto mar
me tornei brisa
Viva
…escolhendo ser inteira todos os dias.
Marii Freire Pereira
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Santarém , Pá 4 de Agosto de 2021

Quantas mulheres vão continuar morrendo por ano por conta da discriminação de gênero, do ódio, do menosprezo, e da violência?
Segundo Guaracy Moreira Filho, ” o feminicídio é um crime no rol dos hediondos e por esta razão tem maior visibilidade à conduta criminosa contra as mulheres “.
Para Guilherme de Sousa Nucci manual de direito penal, o autor do homicídio qualificado como feminicídio, ele diz que o crime é motivado por diversas circunstâncias tais como traição, por conta de ciúmes, porque foi provocado pela vítima e outras razões . Vale salientar que o autor pode ser uma mulher que se sinta mais forte na relação homoafetiva contra a outra. ( 2017, p. 612).
Para Freud, em (Por que a Guerra?) A palavra ” poder” pode ser substituída por ” violência “. Ou seja, manda aquele que pode. Lembrando que a violência pode oscilar de posição, que é o que o nucci menciona, hoje o emissor pode mandar, mas em outro momento, ele pode ser a vitima, e a ordem dessa violência pode ser invertida, ela dar-se da seguinte forma: homem x mulher, ou mulher X mulher.
Segundo o Wikipedia, o termo feminicídio é um crime de ódio que se baseia no gênero”. Esse termo foi usado pela primeira vez por Daiana Russell como ” a matança de mulheres por homens, porque são mulheres “.
Sabemos que o ódio a mulher é um problema secular. A misoginia, a perseguição a mulher em nossa sociedade é um fato real bastante preocupante. E, a raiz do problema nasce principalmente, por conta da violência, do machismo e uma série de questões.
. Violência doméstica ou familiar é uma brutalidade sem adjetivos. Uma violência que se estabelece de forma intramuros, e que vem sendo descortinanda graças à Lei n° – (11.340/ 2006) Maria da Penha) que encorajado a mulher que é vítima da violência a falar, a denunciar o agressor. Além de oferecer proteção à vítima .
Uma das coisas mais difícilque se observa em relação a lei, é justamente convencer a mulher que é vítima de um relacionamento violento denunciar o seu parceiro. Às vezes, essa mulher não tem forças o suficiente para continuar na luta por ela mesma. É preciso dialogar e ao mesmo tempo, remontar a ideia de que ela não pode suportar calada os abusos, os maus-tratos que sofre por parte do marido, parceiro ou namorado. O que se observa também é que há ainda, uma grande desinformação que permeia o universo dessa mulher.
O Brasil é o 5° país no ranking mundial de Feminicídio, segundo o alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos ( ACNUDH). O pais só perde para países como Salvador, Colombia, Guatemala e outros. De acordo com ( folha.uol.com.br) houve o aumento de assassinatos entre o período de 2003 e 2013.Os número em relacão a violência subiram de 3.937 casos para 4.762 mortes. Em 2016, uma mulher foi assassinada a cada duas horas. Entre essas mortes estão companheiros e ex-companheiros.
A Pandemia foi um fator a mais que contribuiu com o excesso dessa violência; uma vez que, acabou deixando a mulher num estado maior de vulnerabilidade. Fatores como, desemprego, álcool, droga, comportamento tóxico e excesso de controle, contribuíram para o aumento dessa violência
Dados revelam que houve uma alta dessa violência em relação a 2019 nas regiões Cento-Oeste (14% ) no Norte (37%), Nordeste (+3) e no Sudeste(-3) com variações tem um resultado significativo nesse quadro. Somente o Sul, teve queda de 14% conforme mostra a folha.uol.com.br
Enquanto há uma certa estabilidade em relação aos casos de homicídios de mulheres no país, o feminicídio tem aumentado entre os estados, embora as subnotificações tenha diminuído. A Cidade de São Paulo, bate recorde nos registros oficiais que investiga os assassinatos.
segundo a Folha, especialistas afirmam que houver um afrouxamento nas políticas de controle de armas e munições patrocinadas pelo presidente Jair Bolsonaro.
Há muitos caminhos que levam ao aumento da violência. Mas, o problema se agravou com a chegada da pandemi, conforme afirma Aline Yamamoto, que é especialista em Prevenção e Enfrentamento à violência contra as mulheres da ONU Mulheres Brasil
Ressalta que ” Ter uma leva leva a uma probabilidade maior de haver uma vítima de assassinato em casa”. Como disse no início do texto, é uma situação delicada, porque nós precisamos de quem crie políticas para nós defender, e não abrir caminhos para haver mais tragédias.
É sabido que ‘a violência nossa de cada dia’, tem uma estreita ligação com a herança cultura do patriarcado machista, e que a violência é algo condenável. É preciso primeiro educar como forma de prevenir. Mas, uma vez instalada, é preciso punir para que a mulher não sofra ao extremo, como cita Cesar Roberto Bitencourt no Código Penal Comentado, no que se refere ao artigo 121 do Código Penal Brasileiro. ( 2015, p. 459)
Lei do Feminicídio
A Lei Federal n°- ( 13.104/2015) popularmente conhecida como lei do Feminicídio entrou em vigor há 6 anos. Esta lei prevê uma qualificadora do crime de homicídio e inclui o feminicídio no rol dos crimes hediondos. A lei explícita ainda que o assassinato que envolve violência doméstica e familiar, menosprezo ou discriminação à condição de mulher em razão do gênero. Em outras palavras, que vítima é morta por ser mulher .
. O que dizem especialistas segundo a lei- 13.104/2015?
Para a diretora nacional do IBDFAM, Adélia Moreira Pessoa, a lei trouxe maior visibilidade à violência doméstica. O que torno a reforçar aqui, é justamente aquilo que todos estamos vendo: precisamos de políticas públicas mais resistentes. Isso inclui um compromisso mais sério da sociedade civil, do Ministério Público, do Poder Judiciário e da Ordem dos advogados do Brasil- OAB e da Defensoria Pública, além de outros, como reforça Adélia Pessoa.
Dificuldades no enfrentamento à violência de gênero
A sociedade vive o momento em que a violência contra a mulher acaba sendo impulsionanda por conta de uma série de fatores. E se ‘vive o momento presente’ sob a expectativa do o que há ” porvir”. A mulher precisa perder o medo do comportamento violento do companheiro e denunciar. Ela não pode viver o tempo inteiro sendo consumida pela angústia de não ter segurança. A morte é uma certeza de nossa condição de seres temporais. Mas, a vida também é uma garantia, e ela não pode acabar numa tragédia. O feminicídio é uma tragédia pelas próprias dimensões como bem podemos observar.
Falta mais esclarecimento a vitima e apoio
Sim. Falta campanhas mais esclarecedoras a respeito da violência. Eis um dos muitos motivos para tanta resistência da mulher. Necessariamente, a vitima não deixa de denunciar só por conta da dependência financeira e emocional. Falta uma melhor compreensão a respeito do assunto , além de apoio efetivo. Eu diria que há uma preocupação de receber bem essa mulher quando ela vai denunciar o seu agressor, só que aí, falo da qualificação de profissionais. O abuso da violência tem que ser reconhecido, e jamais por a palavra da mulher em dúvida, ou usar de argumentos que a faça desistir , por exemplo. Tem mulher que é desencorajada quando busca ajuda. A medida que ela conta o que está passando, a família diz para ela repensar no bem-estar da família , digo dos filhos, mas não compreende que a mulher passa por uma situação de violência e que não pode suportar aquilo calada. O mesmo acontecia muito quando a mulher decidia fazer a denúncia: marido bateu? ‘Reavalie a situação’. Isso não pode acontecer, porque para outro fato ocorrer será uma questão de dias novamente. Não há como se neutralizar a violência, ela existe e tem consequências.
Marii Freire Pereira
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Santarém, Pá 4 de Agosto de 2021

” Só podia encontrar a felicidade se conseguisse subverter o mundo para o fazer encontrar no verdadeiro, no puro, no imutável. “
Franz kafka
Marii Freire Pereira
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Imagem: Vânia Wolff/ página no Facebook
Santarém, Pá 4 de Agosto de 2021

A finitude é a única garantia da vida. Somos seres temporais. Podemos negar isso? Não. Às vezes fingimos ser atemporais, talvez porque querer impulsionar o viver, a busca por respostas, a provocação da liberdade. Isso é também uma forma de desejar que tudo possa ser eterno.
Como seres solitários, buscamos na falta a resposta daquilo que nos salvaria da solidão. E se falta resposta, a memória nos faz modificar algumas recordações para substituir a capacidade do cérebro armazenar boas lembranças.
Fantásticas são as nossas descobertas. Elas revelam os mistérios da vida. De repente, nos deparamos com a dor, o medo, a angústia, prazer, ou seja, do extremo ao ápice mergulhamos em nossas próprias sensações: prazer e dor. ..nomeia os nossos vícios. O cérebro humano tem a capacidade de criar respostas das mais variadas proporções. Ele pode antecipar sensações, comprir etapas básicas como um simples fechar de olhos e criar imagens fantásticas. Quer um exemplo? Como diz a letra da música ” a vida é tão rara…” [ Leninne/ Dudu Falcão]. Quanta preciosidade há nessa raridade …
” Aproveitemos os bons momentos…Estes, são considerados como a verdadeira moeda de troca do prazer (dopamina) do cérebro. “
Vivamos o presente como seres temporais. Façamos escolhas sábias, ainda num mundo onde tudo se modifica o tempo inteiro, acessamos as nossas possibilidades reais diante daquilo que muitas vezes representa a morte: perdas.
Não podemos negar a dores, as angústias, nem viver felizez o tempo todo. Mas podemos ressignifcar o sabor dos ganhos e transformar em boas sensações.
Marii Freire Pereira
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Imagem: istoe.com.br
Santarém, Pá 3 de Agosto de 2021

Por tanto amor, por tanta emoção
A vida me fez assim
Doce ou atroz, manso ou feroz
Eu, caçador de mim
Preso a canções
Entregue a paixões
Que nunca tiveram fim
Vou me encontrar longe do meu lugar
Eu, caçador de mim
Nada a temer
Senão o correr da luta
Nada a fazer
Senão esquecer o medo
Abrir o peito a força
Numa procura
Fugir às armadilhas da mata escura
Longe se vai sonhando demais
Mas ondese chega assim
Vou descobrir o que me faz sentir
Eu caçador de mim
Nada a temer
Senão o correr da luta
Nada a fazer
Senão esquecer o medo
A brir o peito à força
Numa procura
Fugir às armadilhas da mata escura
Vou descobrir o que me faz sentir
Eu, caçador de mim.
Milton Nascimento. Caçador de Mim.
Composição: Sergio Magrão e Luiz Carlos Sá.
Fonte:https://www.vagalume.com.br
Marii Freire Pereira
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Imagem: Tegami- Segs.com.br
Santarém, Pá 3 de Agosto de 2021

Falar sobre a mulher na atualidade não não é uma tarefa fácil, pois não podemos esquecer que estamos buscando referencias em uma imagem feminina desprivilegiada, culturalmente, inferiorizada e, que passou parte da história sem uma posição social definida, tendo única e exclusivamente a imagem atrelada a questão de símbolos. Portanto, buscar a representatividade da mulher nos dias atuais,é necessário primeiro, resgatá-la da localização do feminino aqual foi naturalizada.
A mulher na contemporaneidade, é um ser em desenvolvimento, porque tem muito essa referência do pesado, ou seja alguém que sempre viveu dentro de uma ” crise de representatividade” política. Essa mulher que a gente sabe que tinha uma vida destinada a obedecer o marido e cuidar do lar, é um ser que não passou pelo desafio de pensar, de questionar porque era inferiorizada em relação ao homem. A mulher foi coisificada, sofreu discriminação – sofre até hoje, e paga caro por ser vista sob essa visão de subordinação e controle do diferente.
Quando a visão a respeito da mulher na nossa sociedade começou a mudar?
Apenas para contextualizar, há 88 anos a mulher não podia votar, ou seja, ela não podia exercer a sua cidadania, expressar as suas ideias, nem participar de decisões políticas. A mulher sofria muito certas punições, como não poder participar de determinadas atividades, sofriam violência, ou seja, levavam desvantagem em tudo. Então por não terem nenhuma garantia, algo precisava ser mudado. Afinal, elas tinham direitos, mas por não ser garantidos, não podiam usufruir. Só após muitos protestos, dentre eles, a maioria vindo de associações feministas, foi que muita coisa mudou. Tanto que há o rereconhecimento ligado ao esforço das feministas por essa equiparação de direitos entre homens e mulheres.
Ao se pensar na mulher na atualidade, se faz necessário defrontar-se com questões, sobretudo, que a fez sair do “ostracismo”. E reafirmando o digo, volto novamente a história para justificar o que uma vez, o filósofo Jean Jacques Rousseau escreveu em sua obra Émile, ou educação, de 1762, a respeito da mulher, abre aspas “a mulher, por ser inferior ao homem em sua capacidade intelectual, deveria receber instrução superficial, com maior ênfase na educação moral e não no preparo para pensar”.
Em relação ao pensamento de Rousseau, a inglesa Mary Wollstonecraft afirmou: que a educação que a mulher recebia (quando recebia!) era a principal causa da incapacidade feminina de entender questões políticas. Para ela, isso poderia ser facilmente corrigido caso as meninas recebessem, desde cedo, a mesma educação dos meninos (O VOTO FEMININO NO BRASIL).
Mary, uma mulher muito além de seu tempo, trabalhou a questão da incapacidade feminina “sugerido uma educação que fosse igual a dos meninos”. Ressalta Mary a propósito da problematica que torna a mulher um ser inferior. Aqui, você observa que a reflexão sobre a desigualdade política já vem de longa data.
É sabido que a mulher só cabia o papel de administrar a casa, cuidar dos filhos e do marido ( submissão), ela não podia exercer a sua cidadania, porque essa era uma decisão de poder antecipado do homem, ou seja, um jeito de torná-la subalterna as suas vontades.
Olhando a história da mulher por este lado, vemos o abuso de poder. A educação sugerida por Rousseau era algo limitador na historia de luta da mulher por sua emancipação. Durante séculos a educação foi um instrumento de controle. Não é que a mulher era um ser incapaz, como foi colocado. O que ocorre em relação a esse fato, é que não lhes ofereceram as memesma oportunidades que deram ao homem. É preciso contar a história corretamente, para não incorrer ainda mais um erro, como tantos do passado. Então a educação, foi um passo importante para a mulher conseguir pensar e questionar aquilo que estava errado.
. O voto Feminino no Brasil
O voto feminino no Brasil, foi o segundo marco importante. Este, só passou a ser permitido no governo de Getúlio Vargas, com o Código Eleitoral de 1932. Mas, só passu a ser válido e garantiu direito às mulheres em 1934, foi quando este passou a estar presente na Constituição.
. Inserção da mulher no mercado de trabalho
Outra grande conquista da mulher foi firmar-se profissionalmente. As mulheres conseguiram realizar um feito nunca alcançado que foi assumir funções antes, destinadas a homens. Claro, ela passou a ter jornada dupla, tendo que se dividir entre o papel de ser mãe e ter que trabalhar fora. É preciso dizer também que as mulheres romperam com a linha de preconceito para assumir funções públicas. Assumiram participação na política, e diversas áreas. Na verdade, essa tem sido a luta das mulheres para garantir a consolidação de seus direitos.
De concepções antigas e modernas, o que podemos analisar são muitas rupturas que vai desde pensamentos, até as mudanças verificáveis nos espaços que as mulheres estão hoje. O que podemos dizer em relação a mulher pós-moderna, é que esta tem mais consciência de ser, de intervir e produzir. Elas simplesmente, deixaram para trás a ideia de abandono a qual foram submetidas a séculos, e passarm a escrever a sua própria história.
Todavia, essa reflexão é para reafirmar que mulher ainda não conseguiu a inclusão equitativa total da crise de representatividade. É preciso dizer que muito se avançou em relação a conquista de seus direitos políticos. Mas, só quando de fato, houver uma tratamento de igualdade não somente em discurso, mas na prática é que a mulher conseguirá exercer a sua cidadania verdadeiramente. A gente sabe que existe uma luta diária para reduzir as desigualdades políticas e sociais, e que essa mulher se constrói todos os dias para conseguir exercer a sua cidadania.
Marii Freire Pereira
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Imagem: escolaeducacao.com.br
Fontes : Marques, Teresa Cristina de Neves. O voto feminino no Brasil. 2 ed- Brasília: Câmara dos Deputados, Edições Câmara, 2019.
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Santarém, Pá 3 de Agosto de 2021

” Dance Comigo Até o Fim do Amor
Dance comigo com sua beleza ao som do violino ardente
Dance comigo através do pânico até que eu esteja seguro
Erga-me como um ramo de oliveira e seja minha pomba da paz
Dance comigo até o fim do amor
Dance comigo até o fim amor…”
Leonard Cohen. Dance Me To The End Of Love ( Dance Comigo Até o Fim do Amor)
Composição: Leonard Cohen
Marii Freire Pereira
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Imagem: pinterest. Howling Dog
Santarém, Pá 2 de Agosto de 2021

A violência contra a mulher é um problema social grave. Na verdade, eu considero a violência como um “nervo exposto”. Por que estou usando essa expressão? Porque seguindo ao pé da letra, um nervo exposto é aquilo que ” que qualquer coisa que venha bater em cima”, machuca, faz sangrar…”. Você consegue compreender o porquê de tal comparação? Pois bem, a violência machuca, seja na sua forma sutil ou carregada de agressividade. O que quero dizer é que, de qualquer forma, o seu resultado é danoso.
O ” Agosto Lilás ” trás uma proposta muito boa que é oferecer proteção à mulher que é vítima da violência. Mas, não é só isso, há um trabalho de conscientização que faz um alerta a sociedade para que esta, possa se sensibilizar diante desse problema, e contribua para o fim dessa violência. Como? Fazendo campanhas de conscientização, distribuição de panfletos, paletras e outros. Claro que, sabemos que isso não é uma tarefa fácil. O Agosto Lilás é um símbolo dessa luta contra a Violência. Há muito trabalho para se chegar ao resultado que se deseja. Portanto, falar sobre a violência, é sim ” uma das grandes questões da sociedade que merecem atenção.
A violência contra a mulher é das questões alvo que precisam ser discutidas, sem dúvida. Você não pode negá-la ou escondeissoelo contrário, é um dos temas maiores de nossas inquietações. Falo isso, porque como mulher, é muito difícil olhar para a dor da outra, e não se sensibilizar.
Nós mulheres nos interrogados o tempo todo sobre a violência e os seus impactos. É uma brutalidade vermos tantas mulheres sofrendo, algumas sendo mortas por seus companheiros. Há também uma preocupação com a violência cotidiana que nos apequenar todos os dias, seja dentro de casa, ou fora dela. falo da violência em locais públicos.
Falar sobre violência é um aprendizado na maioria das vezes forçado, porque tem mulheres que lutam contra, mas, há também aquelas que convivem com o problema muito bem, ou seja, aceitam porque ” aprenderam que deviam aceitar” sem contestar. O que é um erro, pois não existe ganho na renúncia, na perda e na lamentação. É isso que essas mulheres não entendem: ” Precisam lutar por elas”. É uma barbárie tudo aquilo que vivemos ao longo dos séculos […]. Simplesmente, não tivemos como negociar, não de forma equilibrada.
Falar sobre violência é não esquecer as nossas marcas psíquicas, porque ” embora o tempo tenha corroído as feridas, as cicatrizes da pele de nossas mães e avós”. A do resto, digo da “descendência’ dessas mulheres que somos nós hoje, essas, certamente, não.
Eu como mulher, digo: é preciso ser resistente”. É preciso lutar…” não se negocia com a violência. É preciso compreender que ela é mais forte do que nós. Portanto, é preciso haver essa união, das mulheres, da sociedade, de órgãos que trabalham essa questão, para que juntos, possamos construir pontes que nos ajudem na travessia desse abismo, quer dizer ‘ crueldade ” que muitas de nós somos submetidas.
Mulheresdenunciem qualquer forma de violência.
Marii Freire Pereira
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Santarém , Pá 2 de Agosto de 2021

” Não se acha paz evitando a vida.”
Virginia Woolf
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Marii Freire Pereira
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Santarém, Pá 2 de Agosto de 2021

” Janela antiga sobre a rua plana…
Ilumina-a o luar com o seu clarão…
Dantes,a descansar de luta insana,
Fui, talvez, flor no poético balcão…”
Florbela Espanca. À JANELA DE GARCIA DE REZENDE. Livro de Soror saudade, Charneca em Flor, Reliquie. Vol.2. Porto Alegre: L&PM, 2018
Marii Freire Pereira
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Imagem: lisboacool/ Instagram
Santarém, Pá 2 de Agosto de 2021

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