Ressignificando a construção da memória

A finitude é a única garantia da vida. Somos seres temporais. Podemos negar isso? Não. Às vezes fingimos ser atemporais, talvez porque querer impulsionar o viver, a busca por respostas, a provocação da liberdade. Isso é também uma forma de desejar que tudo possa ser eterno.

Como seres solitários, buscamos na falta a resposta daquilo que nos salvaria da solidão. E se falta resposta, a memória nos faz modificar algumas recordações para substituir a capacidade do cérebro armazenar boas lembranças.

Fantásticas são as nossas descobertas. Elas revelam os mistérios da vida. De repente, nos deparamos com a dor, o medo, a angústia, prazer, ou seja, do extremo ao ápice mergulhamos em nossas próprias sensações: prazer e dor. ..nomeia os nossos vícios. O cérebro humano tem a capacidade de criar respostas das mais variadas proporções. Ele pode antecipar sensações, comprir etapas básicas como um simples fechar de olhos e criar imagens fantásticas. Quer um exemplo? Como diz a letra da música ” a vida é tão rara…” [ Leninne/ Dudu Falcão]. Quanta preciosidade há nessa raridade …

” Aproveitemos os bons momentos…Estes, são considerados como a verdadeira moeda de troca do prazer (dopamina) do cérebro. “

Vivamos o presente como seres temporais. Façamos escolhas sábias, ainda num mundo onde tudo se modifica o tempo inteiro, acessamos as nossas possibilidades reais diante daquilo que muitas vezes representa a morte: perdas.

Não podemos negar a dores, as angústias, nem viver felizez o tempo todo. Mas podemos ressignifcar o sabor dos ganhos e transformar em boas sensações.

Marii Freire Pereira

https://pensamentos.me/ VEM comigo!

Imagem: istoe.com.br

Santarém, Pá 3 de Agosto de 2021

Publicado por VEM comigo!

Bacharela em direito, Pós graduada em Direito Penal e Processo Penal.

2 comentários em “Ressignificando a construção da memória

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