As pessoas vivem querendo encontrar um amor, mas ao encontrar, a maioria não tem capacidade de cuidar

O ser humano vive em busca da sua completude. Nascemos e morremos tentando alcançar valor a nossa existência. Essa procura por um valor, ou mesmo, algo que acrescente um sentido na vida, pode ocorrer de muitas formas, dentre elas, há quem procure um amor.

Há quem busque uma razão para tornar a vida plena. Às vezes, você tem tudo, só falta o amor para ser um norte, para não se sentir como tantos por aí ” abandonado a sorte” de não ter ninguém. O problema é que ao encontrar o amor, há um encaminhamento, quebrando este, você se dobra diante dos próprios vícios; e por último, não encontrando um amor perante o que se lançou ( aventuras), volta-se a alimentar-se da própria insatisfação

Quantas pessoas não vivem sob essa perspectiva de que não têm ou não tiveram um amor para chamar de seu? Muitas. O que se mais ouve pelos quatro cantos do planeta são lamentações. Há quem diga que não tem sorte no amor. Será? Será que o que você procurou não foi algo que vai além do que comporta as suas pretensões? É natural se aventurar nas facetas, não na ideia de amor real. Este é mais caro. Talvez, pelo seu valor, poucos são aqueles que estejam dispostos a pagar, por isso se atrelam a qualquer coisa lhes pareça com felicidade.

A ideia de felicidade é frágil. Às vezes, ela podem vir com outros significados, mas na maioria dos casos, se deseja ter um amor, uma pessoa que transmita esse sentimento de lealdade, de ternura, sobretudo de entrega. O amor quando bem cuidado, ele se transforma numa fonte de felicidade genuína.

O amor é herdeiro dos sentimentos puros e inocentes que cativamos no nosso interior. O amor é nobre, autêntico em sua força. Acredito que não se deveria dizer ” Eu te amo” com tanta facilidade. Há um amor maculado de sentimentos estragados por aí. Às pessoas na maioria das vezes, dizem querer ter um amor, mas grande parte delas, definitivamente, não sabem cuidar deste. Quantas vezes o amor não se afoga em mal-entendidos que duram dias, meses e até anos? Sim. Tem pessoas que por vezes, gosta do outro, mas contamina todo aquele solo fecundo com ” mentirinhas”, ou simplesmente, desculpas esfarrapadas. É comum querer expressar esse sentimento depois de ter construído o caminho do ” tanto faz”. Tem quem arrume brigas só para se” afastar” ali uns dias, enquanto se paquera outra pessoa. O que é bastante comum nas relação, inclusive. Pena, porque agindo dessa forma, na verdade, o que você faz é construir argumentos para a desvalorização do amor. “Eu quero esse amor hoje, mas é preciso lembrar que o desprezei ontem”. Eu quero um amor, mas faço tudo errado o tempo inteiro. A pergunta que importa diante dessa situação é: ” O que estou buscando, o que estou fazendo para alcançar esse sentimento de completude?

Para ver com clareza essa resposta é só avaliar se você seria capaz de tolerar as mesmas coisas que faz. Seria? Você consegue ser coerente com as suas falhas de modo a conviver bem com as do outro? E aí que nasce o fracasso do amor. Sentimento incompleto define a nossa imperfeição no que é completo. Eu não posso falar uma coisa e agir de maneira diferente. Amor e ação devem andar juntos para se conseguir fazer tudo certo. Do contrario, é uma falta aqui, uma desculpa ali. E, o salto do fracasso vai para quem? Para a outra, certamente. Claro, eu vou me colocar na situação de quem deu causa? Jamais. Eis aí um grande erro! E tem consequências, até porque ninguém é obrigado a tolerar deslealdade. Ninguém deve a abrir mão do próprio tempo e interesses para privilegiar alguém que não corresponde o sentido do que é entregue, ou seja, fo que é oferecido.

Amor é cuidado, amizade, sobretudo, sensibilidade. Sensibilidade para ouvir o que deve se ouvido, de maneira flexível, de tentar procurar melhorar, prestar atenção no que é essencial, cuidar de questões imediatas, ou seja, o que tem urgência. Se por amor nós somos capazes de regular a nossa postura, a postura diante do amor é que gera o essencial a nossa felicidade.

Quando amamos uma pessoa, a gente assume essa característica do compromisso, de ter atenção ligada ao máximo para não falhar. É claro que em algum momento você comete erros. Mas a condição que nos ajuda a corrigir isso é ter humildade para enxergar as falhas e procurar se aprimorar para não se cometer novos erros. O problema é que muitas vezes, a pessoa erra, e acha que o outro é que deve ” consertar” as suas falhas. Aqui digo ” definitivamente, não”. Ou a outra pessoa amadurece e age com coerência, ou você vai cuidar de você. Sim, não há dever, obrigação e direito de consertar quem já deixou muito claro que não muda. Neste caso, mude você. Se do outro lado, você percebeu que não há amor, ame-se. Procure se cuidar, só você e ninguém mais é capaz de oferecer o cuidado, carinho e proteção que merece. Não mendigue amor ou se faça pequena para caber diante de situações que promovem mais a sua insegurança do que bem-estar.

Marii Freire Pereira

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Imagem: pinterest/ Protobug Community

Santarém, Pá 12 de setembro de 2021

Publicado por VEM comigo!

Bacharela em direito, Pós graduada em Direito Penal e Processo Penal.

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