” Existem manhãs em que abrimos a janela, e temos a impressão de que o dia está nos esperando.”
Charles Baudelaire.
Marii Freire Pereira
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Santarém, Pá 12 de setembro de 2021

” Existem manhãs em que abrimos a janela, e temos a impressão de que o dia está nos esperando.”
Charles Baudelaire.
Marii Freire Pereira
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Santarém, Pá 12 de setembro de 2021

O ser humano vive em busca da sua completude. Nascemos e morremos tentando alcançar valor a nossa existência. Essa procura por um valor, ou mesmo, algo que acrescente um sentido na vida, pode ocorrer de muitas formas, dentre elas, há quem procure um amor.
Há quem busque uma razão para tornar a vida plena. Às vezes, você tem tudo, só falta o amor para ser um norte, para não se sentir como tantos por aí ” abandonado a sorte” de não ter ninguém. O problema é que ao encontrar o amor, há um encaminhamento, quebrando este, você se dobra diante dos próprios vícios; e por último, não encontrando um amor perante o que se lançou ( aventuras), volta-se a alimentar-se da própria insatisfação
Quantas pessoas não vivem sob essa perspectiva de que não têm ou não tiveram um amor para chamar de seu? Muitas. O que se mais ouve pelos quatro cantos do planeta são lamentações. Há quem diga que não tem sorte no amor. Será? Será que o que você procurou não foi algo que vai além do que comporta as suas pretensões? É natural se aventurar nas facetas, não na ideia de amor real. Este é mais caro. Talvez, pelo seu valor, poucos são aqueles que estejam dispostos a pagar, por isso se atrelam a qualquer coisa lhes pareça com felicidade.
A ideia de felicidade é frágil. Às vezes, ela podem vir com outros significados, mas na maioria dos casos, se deseja ter um amor, uma pessoa que transmita esse sentimento de lealdade, de ternura, sobretudo de entrega. O amor quando bem cuidado, ele se transforma numa fonte de felicidade genuína.
O amor é herdeiro dos sentimentos puros e inocentes que cativamos no nosso interior. O amor é nobre, autêntico em sua força. Acredito que não se deveria dizer ” Eu te amo” com tanta facilidade. Há um amor maculado de sentimentos estragados por aí. Às pessoas na maioria das vezes, dizem querer ter um amor, mas grande parte delas, definitivamente, não sabem cuidar deste. Quantas vezes o amor não se afoga em mal-entendidos que duram dias, meses e até anos? Sim. Tem pessoas que por vezes, gosta do outro, mas contamina todo aquele solo fecundo com ” mentirinhas”, ou simplesmente, desculpas esfarrapadas. É comum querer expressar esse sentimento depois de ter construído o caminho do ” tanto faz”. Tem quem arrume brigas só para se” afastar” ali uns dias, enquanto se paquera outra pessoa. O que é bastante comum nas relação, inclusive. Pena, porque agindo dessa forma, na verdade, o que você faz é construir argumentos para a desvalorização do amor. “Eu quero esse amor hoje, mas é preciso lembrar que o desprezei ontem”. Eu quero um amor, mas faço tudo errado o tempo inteiro. A pergunta que importa diante dessa situação é: ” O que estou buscando, o que estou fazendo para alcançar esse sentimento de completude?
Para ver com clareza essa resposta é só avaliar se você seria capaz de tolerar as mesmas coisas que faz. Seria? Você consegue ser coerente com as suas falhas de modo a conviver bem com as do outro? E aí que nasce o fracasso do amor. Sentimento incompleto define a nossa imperfeição no que é completo. Eu não posso falar uma coisa e agir de maneira diferente. Amor e ação devem andar juntos para se conseguir fazer tudo certo. Do contrario, é uma falta aqui, uma desculpa ali. E, o salto do fracasso vai para quem? Para a outra, certamente. Claro, eu vou me colocar na situação de quem deu causa? Jamais. Eis aí um grande erro! E tem consequências, até porque ninguém é obrigado a tolerar deslealdade. Ninguém deve a abrir mão do próprio tempo e interesses para privilegiar alguém que não corresponde o sentido do que é entregue, ou seja, fo que é oferecido.
Amor é cuidado, amizade, sobretudo, sensibilidade. Sensibilidade para ouvir o que deve se ouvido, de maneira flexível, de tentar procurar melhorar, prestar atenção no que é essencial, cuidar de questões imediatas, ou seja, o que tem urgência. Se por amor nós somos capazes de regular a nossa postura, a postura diante do amor é que gera o essencial a nossa felicidade.
Quando amamos uma pessoa, a gente assume essa característica do compromisso, de ter atenção ligada ao máximo para não falhar. É claro que em algum momento você comete erros. Mas a condição que nos ajuda a corrigir isso é ter humildade para enxergar as falhas e procurar se aprimorar para não se cometer novos erros. O problema é que muitas vezes, a pessoa erra, e acha que o outro é que deve ” consertar” as suas falhas. Aqui digo ” definitivamente, não”. Ou a outra pessoa amadurece e age com coerência, ou você vai cuidar de você. Sim, não há dever, obrigação e direito de consertar quem já deixou muito claro que não muda. Neste caso, mude você. Se do outro lado, você percebeu que não há amor, ame-se. Procure se cuidar, só você e ninguém mais é capaz de oferecer o cuidado, carinho e proteção que merece. Não mendigue amor ou se faça pequena para caber diante de situações que promovem mais a sua insegurança do que bem-estar.
Marii Freire Pereira
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Santarém, Pá 12 de setembro de 2021

” Cada qual é muita gente
Para mim sou eu quem me penso
Para outros – cada um sente
O que julga, e é um erro imenso. “
Fernando Pessoa
Marii Freire Pereira
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Santarém, Pá 12 de setembro de 2021

“Casais que se amam, mas se separam, são pessoas que no fundo sabem que o afastamento é a melhor maneira de cuidar um do outro sem interferir “
Marii Freire Pereira
A sociedade é competitiva, fato que faz parte da natureza do homem. O homem que tem uma relação amorosa com uma mulher, ele tem que ficar atento a muita coisa. Esse homem tem não só que cuidar para ser merecedor da atenção dessa mulher, como também fazer valer o bem-estar da relação. O problema é que a maioria dos homens forçam uma situação para não ser esquecidos ou deixamos de lado, diante da própria displicência dentro do relacionamento. A maioria dos homens querem ser amados. Porém, não se esforçam para amar a mulher de maneira genuína.
Talvez por esse fato, vemos tantos casais não tendo sucesso em suas relações. É importante cuidar? É importante, mas, não forçar. Acredito que o amor ele tem que ser livre. Se eu gosto, se tenho interesse na pessoa, não escondo isso. Ao contrário, eu irei usar de meios para demonstrar a grandeza desse sentimento à ela, seja, na forma de respeito, na ternura que tenho e exponho esse detalhe de maneira consciente. Se amo, então vou fazer esse amor transparecer no cuidado diário, numa gentileza, num carinho fora de hora, compreende? São detalhes pequenos, mas que dizem muito sobre a saúde da relação e o equilíbrio emocionalde do casal. Quanto mais eu conseguir fortalecer o amor e o afeto com que amo, maior é a probabilidade de que tenho em manter um relacionamento saudável.
Qual é a grande dificuldade dos casais?
O argumento. Em geral, é fazer com que a outra pessoa possa acreditar em mim, nas minhas intenções, no que falo, na minha maneirade agir. O amor é antes de tudo um comportamento. É nesse movimento de ir e vir – que mostra o quanto eu me importo com a pessoa que digo amar. Como provar isso? É se mostrando disponível à ela. O fato de conversar, demonstrar interesse no ela pensar, acrescentar a sua opinião nas afirmações que ela coloca pra você. É esse o detalhe rico que faz bem a todo casal, quer dizer, é tudo natural, o amorésem dúvida, uma resposta, nunca uma interrogação. Esse o lado da competitividade que agrega de maneira positiva na vida do casal, da relação e tudo o que é acordado ali de maneira consciente entre duas pessoas.
E quando falta o diálogo na relação, quando falta consideração da outra parte?
O contrário disso é o caminho do insucesso ou do afastamento do casal. A mulher sente quando o homem está sendo verdadeiro nas suas intenções. Aliás, qualquer pessoa consegue compreender o que estou falando. Relação amorosa entre duas pessoas, ela acaba sendo composta de interesses, logo há troca. Se o amor abre caminhos para dúvida, é porque algo precisa ser trabalhado.
Quando homem faz surgir o sentimento da indiferença, ou seja, vai buscar viver uma vida paralela fora daquele compromisso com outra pessoa ou ” outras pessoas”, muitas vezes, a mulher respeita aquela reação, não é que ela não saiba o que se passa ali, ela sabe. O que aconte é que a mulher suporta aquilo calada, até porque já tentou dialogar, mas se vou sozinha dentro daquela situação. Todavia, a partir do momento que esse homem deixa de investir na vida do casal para tentar valorizar o que está fora, ele diz simplesmente que não se importa. Só que quando não tem sucesso fora, ele volta carinhoso para tentar valorizar a relação novamente. O que ele faz? Ele ” força” uma situação de cuidado para extinguir a sensação de abandono. E aí é tarde porque muita coisa já se perdeu.
Nos, seres humanos, somos assim, a gente tenta recuperar muitas vezes, o que já não tem desejo, motivação e tudo mais. Como tudo é muito vasto nesse campo da procura, digo “dessa coisa de se relacionar-se com alguém ” é comum se pensar “que estamos ganhando, na verdade estamos perdendo “. Se formos diante do minimo, abre-se um abismo diante de nós. É nessas horas que se diz que não adianta chorar pelo leite derramado, o que se tem que fazer é cuidar bem da vaca para se ter leite o ano todo.
Nós, só enxergamos aquilo que queremos, o que não, em geral, se preenche com uma camada de desculpa. Isso é algo que acontece no interior de cada pessoa. Se existe um ato rotineiro, o que se faz? Inventa qualquer coisa. Aquilo se produzir uma queixa, a pessoa acha ruim por ser cobrada por aquilo que ela não conseguiu ser honesta, ser inteira com você. De antemão, surge uma falta de comunicação que pode ser algo insignificante ou estabelecido como forma de se levar vantagem. Ah, não estou querendo discutir, vou sumir um pouco para que a outra pessoa sinta o quanto eu sou importante pra ela. Funciona? Às vezes! Mas só para quem é refém dos seus próprios vícios. O interesse é não sustentar esse tipo de conduta do parceiro porque isso é de fato desleal. Quem quer o bem da relação é claro com você,de modo que não abra espaço para falta de comunicação.
Conviver com a outra pessoa é difícil; uma vez que você deve ter muita consciência a respeito dos caminhos que deseja seguir com ela. A gente não pode ensinar o outro a nos amar, nem ter admiração, respeito e consideração. Convém haver muita comunicação para que um casal consiga manter a sintonia um com o outro. Não enxergar as inconveniência ou não reclamar para não ter uma situação de desconforto, é um passo muito perigoso, os dois perdem. O importante é ter comunicação, e reconhecer as suas possibilidades, bem como fragilidades, e aquilo que é maior em todo ser humano: a sua autenticidade. Portanto, seja no amor, ou qualquer outra situação, sempre haverá controle. Se numa relação há muitas brigas, desgastes, as vezes até provocado pelo próprio homem, a melhor coisa a se fazer é deixar de prender. Isso mesmo, “é deixar o outro ir”. E esse ” ir” deve ser encarado de forma saudável, sem cobranças, sem exageros, sem essa coisa de ‘apontar dedo na cara do outro’, é porque houve amadurecimento das duas partes.
A tensão nasce em momentos como esse, mas quando tudo se torna inviável, não devemos ser o carrasco da história ou sentir-se no papel de vitima. O que deve prevalece é a autenticidade de cada um, é aceitar os erros e, acima de tudo, imaginar que a melhor maneira de cuidar de quem amamos, ou deixamos de amar – é abrir espaco para distância. Não devemos prender ninguém para ficar conosco. Acredito que esse gesto de deixar a outra pessoa livre é uma expressão genuína de caráter. Talvez, até de compreender as nossas falhas. Um casal não errar só, um casal erra junto, porque quando um falha, de certa forma, outro fracasso do mesmo jeito.
Para muitas pessoas, isso pode parecer estranho o que estou dizendo, mas a partir do momento que nos relacionamos com o outro, esse tem que ser um evento espontâneo para poder estabelecer uma relação de confiança, digo de haver” comunicação entre o casal de forma transparente”.
Relação é construída por duas pessoas que se comunicam, que se comportam e estão abertas ao diálogo sem se ofender, sem exercer autoridade sobre o outro, ou esperar reações adversas. Quando se ama uma pessoa, cuidamos dela, assim como cuidamos de nós, do nosso corpo, da mente, do emocional, e de tudo o que nos enriquece. Amor é sobretudo, cuidado. Cuido para que eu esteja bem, para que o outro, esteja bem também. Quando não temos a capacidade de amar, devemos oferecer a outra pessoa, a oportunidade de encontrar alguém que cuide, ame e ofereça abrigo aquele sentimento. Do contrário, nunca seremos conhecedor do que é a felicidade.
Marii Freire Pereira
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Santarém, Pá 11 de setembro de 2021

” Mas eu não desisto, não.
Se precisar de mim,
estou aí mais uma vez.”
Elza Soares.
Entrevista/ Rosa Viva
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Santarém, Pá 11 de setembro de 2021

Não espere para ser feliz quando tudo for propício, quando a vida estabilizar, quando viajar, quando conseguir conquistar status ou conseguir caminhar rumo ao sucesso. Não, tudo isso é ironia. Imaginação, gestos que nos proporciona mais desgosto do que olhos de gratidão.
Há quem faça planos, construa sonhos e dependure tudo isso no varal do tempo. Isso mesmo, você planeja mas deixa tudo guardado para uma oportunidade. Quer saber uma grande verdade? Nem sempre essa oportunidade que você espera chega. Claro, nem tudo depende de nós. Mas, o que for possível faça. Não espere usar uma bengala para alcançar a felicidade ou atingir o seu melhor. O tempo propício é esse, é o hoje, o agora. ” Faça o melhor dentro das condições que você tem hoje”. De Buda à Coen, Cortella…tudo é sabedoria que se guarda.
Essas pessoas sabem o verdadeiro sentido de lograr êxito. A felicidade não tem uma cronologia certa. Não é amanhã quando tudo melhora que eu vou conseguir ser feliz. Olha que hilário, o amanhã ” pode não chegar”. Não é que eu esteja desejando má sorte a você, “é que ninguém sabe o momento de ir embora”. O grande empréstimo da vida é esse, ela te empresta, mas não se sabe o momento que toma de volta. Infelizmente, é preciso dizer que ‘a esperança se faz no relapso’, um minuto e ela se dissipa, acredite.
O interessante da vida é que há uma verdade que nos pede sempre para ser dita, às vezes de uma maneira amora, e em outras, mas rústica. O curioso é que o que parece irremediável se converge numa sonata clássica, sim. Na vida tudo depende do polimento que damos a ela. Eu posso fazer o melhor com o pouco que tenho. Posso separar realidade de devaneios, ampliar, juntar todos recursos que acabam sendo disponíveis e ser capaz de traduzir em reflexão de satisfação pessoal. Só esse detalhe já me faz afortunado ( a) em poder achar a sensação de prazer diante do que a vida pode dar. Isso é importante, porque na realidade traduzir o segredo de muita gente.
Não sufoque as suas esperanças esperando um tempo novo chegar. Queira ser feliz agora. Abrace as oportunidades no tempo agora. Faça o melhor por você dentro das possibilidades que lhes são possíveis hoje.
Pense nisso!
Marii Freire Pereira
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Santarém, Pá 11 de setembro de 2021

” Na luta pela igualdade de direitos, as mulheres se defrontam com inúmeras desigualdades” que precisam ser vistas e interpretadas de forma que, toque as pessoas, as mobilizem, gerando assim, um sentimento de ( culpa, dor) para que determinados temas possam ser discutidos em sociedade. Não basta falar, é preciso falar para haver transformação.
Marii Freire Pereira.
Todos somos conhecedores do quanto as mulheres foram impedidas de pensar, de defender a causa da igualdade legal entre homens e elas mesmas. Muito do que se tem hoje, é resultado da manifestação feministas que acabou cooperando para os muitos direitos que temos reconhecidos legalmente. Na Idade Média por exemplo, as mulheres eram impedidas de muita coisa. Cabia-lhes o dever e a obediência, bem como a submissão ao homem que servia, fosse este, pai , irmão ou marido.
O casamento era um negócio entre as famílias, que tentavam assegurar interesses e poder.
” O casamento tornava a mulher responsável pela reprodução biológica. Toda e qualquer estabilidade se resumia ao matrimônio. Todavia, juridicamente, eram todas desprezadas. Estas mulheres, tinham um único papel que era cuidar dos afazeres do lar, filhos e marido. A pobreza ou a dificuldade de reivicar seus direitos foi algo que estendeu-se durante muitos anos.”
Quando falamos a respeito da história da mulher, e a questão da luta pelo reconhecimento de direitos é possível observar inúmeras dificuldades. A primeira delas, certamente deu-se pela falta de conhecimento. A educação era algo dado a poucas mulheres. Se esta fosse religiosa, poderia estudar. Já as mulheres casadas, recebiam pouca instrução. Claro, o ideal era a condição de obediência, de ser subalterna, de alguém com pouca visão. Obviamente, isso explica muita coisa que nos tornou esse ser que carregou consigo a imagem de fragilidade. E aqui, não falo em diferença por conta do sexo. Mas, uma diferença criada e pensada como forma de manter o controle em todos os aspectos.
A educação foi usada durante muito anos como um forte instrumento de controle. Havia inclusive, pensadores como Jean- Jacques Rousseau que defendia essa visão de que a mulher deveria receber o mínimo porque era mulher. E, se criava toda uma polêmica em relação a essa questão, porque as feministas não aceitavam ser tratadas com indiferença. sair do ostracismo era preciso, pois do contrário, a mulher não teria a capacidade para se tornar dona de si. A mulher precisava ter a sua autonomia. E como isso foi possível? Tendo acesso a educação, a informação, tendo inclusive a oportunidade de tomar decisões, ter participação na vida política, ou seja, serem aceitas na sociedade de modo que a ordem moral não as impedisse de ser aquilo que impedissem de ser. As mulheres precisavam ser menos recriminadas, tratadas com desprezo, e muitas outras formas d não reconhecimento que tinha. Mais do que isso, elas precisavam digamos “exercer o livre-arbítrio”. Na Idade Média, isso era pecado. Ou seja, muitas situações eram complexas. Veja, que coisa absurda, a mulher tinha responsabilidade pela prole, não de sentir prazer no ato sexual por exemplo. O fato é que, a mulher não tendo o direito de decidir o que é melhor pra ela, provava que estas, eram vítimas das circunstâncias, ou no caso, de um sistema opressor masculino.
Hoje quando eu Marii, vejo algumas mulheres atacando as feministas com o uso de adjetivos pejorativos, reconheço o quanto essas mulheres são desconhecedoras de seus próprios direitos. É claro que tem um lado do feminismo que não acho bom, mas elas são livres para fazer o que quiser. Agora, tudo aquilo que propõe ao prolongamento dessa luta para não deixar a mulher por exemplo, morrer por posturas discriminatórias, conservadoras, que inclusive se voltam contra o aborto, eu compreendo que existem dois casos ( dois direitos em conflitos), e eu vou optar sempre por aquele que não vá excluir essa mulher de ter dificuldade a saúde, já que isso também é um direito seu. Veja, eu não estou a responsabilizando pela negligência no caso de uma gravidez indesejada, até porque para haver uma gravidez existe a responsabilidade de ambos as partes – homem e mulher, não é esse o foco da questão. Porém, há aquelas casos onde ocorrem justamente pela violação de um direito ( estupro) o que é crime diante do direito penal brasileiro. Portanto, aqui não entra a minha opinião particular diante de um ato criminoso para haver equidade em ambas as partes. Diante de um tema delicado como é estupro, se trabalhar argumentos necessários para assegurar os direitos daquilo que se entende como justo à mulher e o fruto daquele ato que pode resultar numa gravidez. A gente sabe que o aborto só é permitido em situações especiais, conforme explícita o Direito Penal Brasileiro em alguns de seus artigos. Todavia, eu não estou discutindo exatamente essa questão, que compreendo que gera uma discussão rica. Falo de inúmeras situações que envolvem o direito da mulher.
Há muitas necessidades que devem ser observadas para garantir o direto da mulher em nossa sociedade. A gente nota que muitos avanços em relação ao tema, de fato, estes se concretizam em ganhos que preenchem pequenos espaços da sociedade. Mas, não garante o todo. Ao contrário, as desigualdades existem em vários seguimentos. Quando se discute saúde pode se optar pelo o aborto. Ah, mas eu não discuto porque a minha religião não permite. Ok, então não se avança. Mas, não esqueçamos que a saúde é um direito de todos, e no caso, não nos furtados a falar da mulher que é um ser que fica no ápice dessa discussão. O que não podemos é fugir de tal responsabilidade. Não devemos nos atrelar só o que pensa o coletivo, a religião, a política. É necessário também considerar o particular. Eu como cidadã, quais são os meus direitos? É nele que se deve considerar aquilo que precisa ser transformado, e levar para a sociedade ” acrescentar” a sua opinião. Na verdade, se precisa buscar caminhos para a satisfação dos indivíduos em sociedade. É para isso que existe o direito. Não basta ditar regras que não se pode cumprir ou se omitir diante dos riscos que assumimos ao negligenciar um direito, torno a fizer “mesmo quando finjo que não vejo o problema de outrem”. Fingir é uma escolha minha? Mas o problema continua lá, inclusive gerando resultados mais comprometedores que é a cusa de mortes maternas.
Muitos são os debates que precisam avançar; não só sobre o aborto, mas uma série de situações onde não se pode fazer vista grossa. Alguns, a legislação restringe e criminaliza a mulher; nem sempre o pai, o que deveria ser incluído na mesma forma de responsabilidade. Pois, julgar a mulher por situações onde ela já começa com desvantagem, não há porque se falar em equidade, mas em injustiça, no caso, injustiça secular.
É sabido que as diferenças entre homens e mulheres são muitas. Na verdade, existe um leque que precisa ser trabalhado nesse contexto, desde que ( se queira). A morte materna é algo preocupante. A morte de mulheres ( feminicídio), a questão da violência, a agressão de mulheres, sofrimento psicológico ao físico, a violência sexual que ocorre no âmbito do lar, mas também fora dele, é algo que nos mostra o quanto se precisa avançar. Vemos que a mulher apesar, de ter saído do papel de submissa, e ter a sua autonomia de maneira concreta hoje, em determinadas situações, ela ainda se volta a idade média. Muito do que se fala como frases de efeito ” meu corpo, minhas regras” em algumas situações é só frase para enfeitar mesmo. Aqui nem o efeito do feminismo é considerado. Claro, há pessoas que lutam contra as muitas formas de opressão ( Debora Diniz) é um desses nomes. Porém, ela, a Simone de Beauvoir, além de muitas outras, se depararam/ deparam com questões que formam verdadeiros muros diante de valores, muita fundamentação moral e a própria discriminação constitucional coloca a figura feminina diante dos filtros do passado, compactado a sua imagem a obediência religiosa, ao marido que podia lhe castigar como bem entendesse, ou seja, não ( levando em consideração os seus direitos). Temos muitas diferenças, não só a social, mas a de sexo, como sempre nos foi colocado, esta, sem dúvida revelando uma opressão masculina exercida de forma limitadora.
É preciso vencer as dificuldades, as inúmeras formas de discriminação, de restrição aos nossos direitos. A verdade é que dentro de muitas conquistas, a mulher muitas vezes, não pode DECIDIR. Parece bobagem, mas é uma afirmação verídica. Nada do conquistamos, nos veio de forma gratuita. Ao contrário, muitas precisaram mostrar a sua posição de modo que isso muitas vezes, parecesse a sociedade… como um ato de rebeldia. Tudo que se conquistou foi com muito esforço.
Finalizando esse texto, cito uma frase da Simone de Beauvoir que diz” Querer ser livre é também querer livre os outros”, no caso, as outras. Livres para pensar e decidir sobre o que é melhor pra si.
Marii Freire Pereira
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Fonte: Direito de decidir: múltiplos olhares sobre o aborto/ organização/ Monica Bara Maia/ Belo Horizonte. Editora, 2008.
Página Inicial
Marques, Teresa Cristina de Novaes. O voto feminino no Brasil/. 2ed. Brasilia: Câmara dos deputados. Edição Câmara, 2019
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Santarém, Pá 10 de setembro de 2021

Voa, minha ave
Voa sem parar
Viaja pra longe
Te encontrarei em algum lugar
Permaneço em ti como sempre foi
Mais perfeito e mais fiel
Mesmo sozinho sei
Que estás perto de mim
Quando triste olho pro céu
Quando eu te vi
O sonho aconteceu
Quando eu ti vi
Meu mundo amanheceu
Mais você partiu sem mim
E eu sei que estás em algum jardim
Entre as flores
Anjo, meu tão amado anjo
Bem sei que estás
E eu brando sono hei de acordar
Para os teus olhos ver uma vez mais
O verdadeiro amor espera
Uma vez mais
Quando eu ti vi
O sonho aconteceu
Quando eu ti vi
Meu mundo amanheceu
Quando eu ti vi
O sonho aconteceu
Quando eu te vi
Meu mundo amanheceu
Mas você partiu sem mim
E sei que estás em algum jardim
Entre flores
Ivo Pessoa. Uma Vez Mais
Composição: Felipe Loeffer/ Blanch.
Fonte: https:// m.letras.mus.br
Marii Freire Pereira
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Imagem/ Tapajos ( Arquivo pessoal)
Santarém, Pá 10 de setembro de 2021

” A essência da vida é andar para frente;
sem possibilidade de fazer ou inventar marcha a trás.
Na realidade, a vida é uma rua de sentido único. “
Agatha Christie.
Marii Freire Pereira
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Santarém, Pá 10 de setembro de 2021

” Transforma-se o amador na coisa amada
Por virtude de muito imaginar,
Não tenho, logo, mais que desejar
Pois em mim tenho a parte desejada.”
Luís Vaz de Camões
Marii Freire Pereira
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Santarém, Pá 9 de setembro de 2021

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