A arte de ser mulher numa sociedade machista, não é uma tarefa fácil
Você ser mulher numa sociedade machista, onde muitas vezes nota uma hipocrisia, falsidade institucionalizada, um modelo tradicional de relações, ou um modo autoritario de fazer com que todas as pessoas sigam o mesmo padrão, as mesmas regras, desencanta. A mulher sabe muito bem o quanto tudo aquilo que lhe foi tirado, custou e custa à ela. O preço de muitas vezes, ser tratada com desigualdade, ser desrespeitada, reforça a ideia de que é preciso superar velhos conceitos sobre a imagem do feminino. Para uma mulher conseguir se impor, ela tem que dizer não a muita coisa; tem que romper com a ideia de fragilidade à qual foi submetida durante séculos, e mostrar a sua capacidade intelectual, emocional, raciocínio lógico e humanitário. É sabido que para uma mulher ser vista, ser notada, assim como, e ter as suas ideias respeitadas, ela tem que saber reivindicar os seus direitos, principalmente diante de uma cultura que vive uma profunda transformação como a nossa. Desconstruir o machismo é necessário, porque nos oferece a oportunidade de ser tratadas com respeito, igualdade e segurança. A título de curiosidade, esses três fatores revelar a tentativa de desvalidar o feminino. Nós mulheres, precisamos sim, ter coragem de ser mais do que aquilo que falam de nós…”pensam a nossos respeito”. Precisamos ser protagonistas de uma história de audácia. Entenda, isso não é discurso de feminista, é sim, o papel de quem tem consciência.
Vamos lá!..
Marii Freire Pereira. A arte de ser mulher numa sociedade machista, nao é uma tarefa fácil
O amor é uma marca forte na trajetória humana. Quem passou por essa vida e não amou, não viveu. O amor que tem tantas denominações, facetas inclusive, é um prazer a mais a ser ” degustado” suavemente como um bom vinho. O amor é um regozijo humano na terra. Se nasce e morre muitas vezes, desejando um amor verdadeiro. Ninguém ama depois que morre, o amor enquanto sentimento vive na memória daqueles que cativam a nobreza desse sentimento único e humano, capaz de estreitar diferenças entre pessoas. Claro, o amor enquanto ” comportamento ” vive sob os designos de nossas ações. Por isso, ele deve ser aproveitado ao máximo por duas pessoas que se amam, ou que estejam genuinamente apaixonadas.
Quando as pessoas estão apaixonados, elas ” inventam” situações que cria um certo encaminhamento pela outra. Na verdade, você não ama a outra pessoa, você ama aquilo que você projeta sobre a imagem ela. O amor é uma expressão do que há de bonito em nós. A outra pessoa, ela representa parte importante do que eu por exemplo, preciso para viver esse amor. Então, há essa necessidade de ter o outro. Curioso, mas se por acaso, a ideia de amor que tenho por alguém, for rompida ou ” dilacerada” com o passar do tempo, ela acaba. É ou não é verdade? É verdade. Alguém já se perguntou por que isso acontece? Porque a paixão que é o que prevalece no primeiro momento, ela entra em contradição. Ora, imagine, eu tenho nas mãos o meu objeto de desejo, enquanto essa pessoa tem qualidades que correspondem ao valor do que eu quero para alimentar os meus vícios, essa paixão arde em brasas. Claro, a princípio, movida pelo desejo sexual. É comum que no início, tudo seja intenso demais, só com o tempo é que as coisas acalmam. Com o tempo tudo tende a melhorar para umas pessoas, outras não, para muitas pioram. O sexo por exemplo, é uma coisa que melhora.
O sexo é bom, é um balé prazeroso da vida. Você observa que a ferramenta mais importante do sexo é ” vir e ir..”. Claro, mais do que um convite a própria ordem da vida ( procriação), o sexo quando estamos apaixonados pela pessoa amada, torna-se uma coisa avassaladora, tanto quanto a paixão. Na verdade, há uma relaçãode troca entre duas pessoas, que pode ser definida por carinho, cuidado, proteção inclusive, porque sexo não é só a parte mecânica, há também a dedicação, a tentativa viciosa de domar o parceiro na cama e fora dela. Quando uma pessoa se apaixona por outra por exemplo, ela restringe as chamadas ” puladas de cerca” porque aquela pessoa que ela estar, atende as suas expectativas. Então, você até nota o termo fidelidade fica melhor de ser trabalhado. A fidelidade como dedicação exclusiva, não como obrigação, porque tudo o que é visto como obrigação torna-se chato pra relação. Não que não seja necessário, é. Fidelidade também sugere uma coisa chamada responsabilidade.
No período em que a paixão é intensa, tudo é maravilhoso, a comunicação que é o termômetro principal do casal, é um fator que contribue para que eles vivam o ápice daquele envolvimento. Os esforços como forma de recompensa e valorização da relação são maiores do que os próprios desgastes. Você nota que muita coisa boa acontece. A pessoa quando está amando, ela simplesmente, deixa de lado a ideia de “caçador” por um determinado tempo. A conduta dela, acaba sendo norteada pelo interesse que há dentro dentro dessa troca mútua da relação. Aliás, cessa a necessidade da procura, ou seja, ela deixa ” os petiscos ” por aí ” para quem queira” e passa a investir somente nessa ideia que persite em relação ao amor da pessoaamada. A máxima que existe em relação a isso é que ” deixa- se de procurar algo ou alguém, quando nos sentimos completos”.
Vale ressaltar que enquanto não houver o preenchimento total dessa necessidade, você sempre fica estabelecendo comunicação com alguém, até findar aquela insistência de procurar ” aquilo que falta”. A lógica nesse caso é que, o ser humano é perseguido pelas suas inquietações, e o amor, ou o parceiro ideal é uma dessas coisas que perturam muito cada indivíduo, porque ele tem que encontrar alguém que possa dividir os receios, desejos, angústias e uma série de situações que faz parte da vida de um casal.
” Toda procura cessa quando se encontra o objeto de nossos desejos”
Só pra você ter uma ideia, existem milhões de pessoas no mundo todo, querendo encontrar um parceiro ou parceira ideal para viver um amor verdadeiro. Vemos muito essa questão em relação a mulher. A mulher quando ela ama, ou quando está procurando alguém para amar, ela é inteira, intensa e ao mesmo tempo, suave. A mulher usa a emoção, lógica, razão e tudo mais para ter uma boa companhia ao lado dela. Na verdade, cria uma certa barreira de proteção dos próprios sentimentos em relação ao homem que desperta o seu interesse, não deixando por exemplo, que outros homens consigam ter nenhum avanço nesse processo de conquista em relação a elas. Por exemplo, quando uma mulher ama um homem, nenhum outro tem chances com ela por mais que sejam calenteadoras as suas investidas costumam ter como resultado, o fracasso. A responsabilidade afetiva que uma mulher tem em relação ao parceiro é algo verdadeiro. Para que ela venha quebrar isso, o homem que ser muito escroto a ponto de não respeitá-la. A mulher é tempestiva, exposta e ” rasgao verbo” se preciso for diante de certas questões referentes ao amor. Há uma entrega verdadeira. Agora, o que não é bom em relação a essa entrega, ela paga um preço cara demais por isso.
A questão da entrega feminina ser intensa, não é porque a mulher é boba. É que culturalmente, isso é imposto à mulher. Hoje não mais existem tantas obrigação. Mas, alguns comportamentos, dentre eles, o feminino, o de amar e fazer com que o amor não mude através do tempo, ou dos maus tratos, é algo que tem uma ligação com o passado. A mulher poderia sofrer horrores, mas o sucesso da relação era responsabilidades dela mulher, ainda que os interesses mudassem, as crises e uma série de problemas, a mulher tinha que viver de modo a levar o casamento adiante sob qualquer circunstância. Então, você nota que isso vai passando de geração em geração. Quantas mulheres lindas, não sofrem por conta de homens que as tratam com desprezo? Muitas. A cultura do abandono ( o que sempre deixou a mulher muito mais vulnerável ao sofrimento sempre existiu). Às vezes, vemos mulheres sofrendo por conta de escândalos publicos” algumas fingem que não são com elas” outras não, não admitem que lhes façam de tolas. Essas são mulheres muito mais firmes e conscientes. Mas, não significa que elas não sintam a dor do abandono, sentem. Evidente, que sentem. Porém, não se entregam com facilidade. Elas mudam, colocam um ponto final nas suas histórias, mas se negam a viver o amor de qualquer maneira.
A pergunta clássica que fica nesse texto é a seguinte: O homem por que ele abandona? Porque homem não tem coragem de terminar a relação. Mulher não, ela vai sinalizando o que não está bom, ela chama a atenção do parceiro diversas vezes. A mulher é muito mais ética nessa parte de procurar esclarecer maus-entendidos. O homem não, ele sai…” é seco”. Dentro dessa cultura do abandono, o que posso dizer é que somos seres gregários, a gente não gosta de ficar sozinhos. Você observa que tem casais que mesmo não tendo mais relação sexual, eles optam por viver juntos, do que necessariamente se separar.
” Viver juntos ou separados é uma escolha”
As pessoas sempre sabem o que é melhor para elas. Se no auge do amor há compreensão entre o casal para conversar e viver bem, também é conversando e buscando o bem para ambas as partes que se deseja o melhor para quem desejar seguir sozinho. O que não pode é viver sob constantes mentiras, abusos, maus tratos, isso definitivamente não.
É triste constatar que a relação acaba, e que muitas vezes, a mulheres de uma maneira consciente procuram superar uma relação fracassada. Não é fácil, tanto que ela ainda fica no início, alimentando alguma esperança. Muitas inclusive, sofrem horres, se lamentam por falta de discernimento.
” Como mulher, eu fico profundamente triste ao observar como a falta de entendimento faz uma mulher sofrer por um homem que a despreza”.
Se dilacerou é porque não era Amor, ou não se amou como deveria. Lamentar não resolve muito. Portanto, resta cada um procurar viver de modo a se sentir bem com as suas novas escolhas. O amor é um sentimento universal, todos nós nós apaixonamos. Só damos amor se o tivermos. Do contrário, não se pode vivê-lo de qualquer maneira. O amor passa pela experiência do amadurecimento, mas não significa que, enquanto se amadutece, se aceite o sofrimento. O amor tem que ser gratuito e espontâneo para ser…Amor.
Um encanto de lugar, certamente. Eu gosto de pensar que as livrarias são mais do que lugares que guardam parte de nossa herança cultural, que a gente sabe que são os livros. Eu acredito que a ostentação desses lugares reside no amparo do voo humano, que é a liberdade. A liberdade das injustiças aterrorizantes que sempre vivemos submersos.
É sabido que o conhecimento sempre foi muito regrado, e que ele era próprio de uma pequena parcela da sociedade, “crueldade ” com quem não tinha acesso a ele, desprezo, ou mesmo, uma forma de punição aos que eram vistos com pouco valor ( pessoas pobres), mas indispensável a quem sempre teve o poder e fez questão de manter um ar de superiodade.
É de uma inteligência extrema saber valorizar esses lugares. Pessoas inteligentes, sabem que livros é uma formade libertar o povo da ignorância cega, da submissão de daqueles que usam do conhecimento para tirar proveito próprio, sem se importar com quem é visto como ‘miserável’, tendo que ser conduzido pela própria sorte. Prezo esses lugares e vou morrer defendendo isso. A melhor forma de trazer a realidade, ou fazer uma sociedade ter memória, é dando-lhe a possibilidade de aprender, criando oportunidade para pessoas carentes conseguir ter conhecimento de forma horizontal e vertical. Uma pessoa só aprende de verdade, a medida que ela é livre na forma de pensar, e mesmo tempo, faz dessa liberdade um mecanismos para alcançar patamares maiores. Do contrário, ela só aprende o básico, e as suas reivindicações, são minimas, porque vive enclausurada nas suas próprias prisões. ” Conhecimento é poder”. Poder sobre o corpo, a alma, as tecnologias de modo geral. Quem tem conhecimento, tem diversas formas de lutar contra as prisões que são jogadas diariamente, seja elas: a fome ou os golpes que sofrem, e têm que se contentar com isso, porque não há poder de escolha. O conhecimento também é poder de autonomia política. Através dele é possível recusar, dizer não é se afastar daquilo que não se quer.
” A sociedade disciplinar, no momento de sua plena eclosão, assume ainda com o imperador o velho aspecto do poder de espetáculo. Como monarca ao mesmo tempo usurpador do antigo trono e organizador do novo Estado, ele recolheu numa figura simbólica e derradeira todo o logo processo pelo qual os faustos da sabedoria, as manifestações necessariamente espetaculares do poder se apagam um por um no exercício cotidiano da vigilância, num ponoptismo em que a penetrando dos olhares entrecruzados há de em breve tornar inúteis a águia e o sol.”
Michel Foucault. VIGIAR E PUNIR/ Nascimento da prisão. 42 ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2014
” Você merece o melhor, o melhor. Porque você é uma das poucas pessoas neste mundo ruim que é honesta consigo mesma, e isso é a única coisa que realmente conta.”
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