Começo escrevendo esse texto dizendo que nada justifica uma agressão. Portanto, cabe as mães conversar francamente com suas filhas para que desde pequenas, elas possam crescer não aceitando a agressão como uma coisa natural. O intuito maior do meu trabalho, é levar conscientização a mulher nesse aspecto relacionado a violência doméstica. A mulher que é vítima de uma situação de violência, ela precisa poder se defender, e não se acostumar com maus tratos, limitações ou qualquer outro tipo de violência que possa vivenciar durante a sua vida em relação ao casamento, namoro e outros. A mulher é a maior responsável por ela mesma. Portanto, cabe defender a si e as filhas para que estas, não repitam as suas histórias.
A mulher exerce um papel muito forte dentro da relação. Não existe só a obrigação de fazer. Há uma obrigação de exigir também. A equidade é uma coisa muito trabalhada hoje. Embora, a maioria dos homens mostrem uma certa resistência, a mulher precisa ter coragem de assumir o seu papel, e não viver como aquele ser passivo o tempo todo. Diante de qualquer situação, a mulher precisa saber estabelecer limites. Se existe desavenças constantes entre o casal, a mulher precisa tomar uma posição. Do contrário, ela permite que aquele homem a agrida no tempo dele e, volte para resolver qualquer desentendimentos quando ” achar que deve”. É esse detalhe que não pode.
É sabido que muitas mulheres sofrem por causa de maus tratos nos casamentos. A violência é uma realidade que precisa de muita cautela, força e na maioria dos casos, da própria lei. Existem homens que abusam da autoridade, do controle, das artimanhas para lidar com as mulheres. Então, tudo isso são fatores que muitas vezes colaboram para a violência.
Há homens que ao agredirem as suas esposas ou companheiras, elas se afastam no primeiro momento, ou seja, deixam essa mulher numa espécie de autoanálise, na verdade, o que esses homens fazem é uma especie de ” punição ” com as mulheres. O que eles pensam? ” Ah, eu errei, mas “como bom malandro que sou” vou deixar que ela avalie a situação. Passado aquele período, ele a procuram novamente para consertar as suas falhas. Num segundo momento, onde as coisas estão calmas, ele se aproxima com presentes, como flores ou joias para que ela aceite aquele ” pedido de desculpas “. Sim, esse gesto é uma manipulação e também uma forma de ser aceito novamente na vida dela. O problema é: ” Bateu uma vez, vai bater sempre”. A mulher precisa ter coragem já ali, na primeira levantada de braço, levantar o seu mais alto e dizer ” Epa, aqui você não bate mais!”. É muito importante que ela saiba impor limites. Mais ainda, que ensine as suas filhas que elas não aceitem a violência como algo normal.
” Nenhum buquê de flores, joias ou pedidos de desculpas [ sem mudança de comportamento] justificam uma agressão.”
Há relacionamentos abusivos, onde se observa que, o homem que bate, ele é o homem que compra muita coisa boa para dentro de casa, como eletrônicos, TVs, joias e uma infinidade de coisas. Às vezes, a mulher tem muitas joias, dentre elas, cordões, brincos, pulseira, anéis. Você entende? Mas vive sob a violência daquele homem. Ele bate e depois a presenteia com uma bela pulseira- o que não pode acontecer. A mulher precisa enxergar certas manobras cometidas pelo marido, ou companheiro como forma de manipulação.
É sabido que a violência é um ciclo. Primeiro, esse homem bate, depois entra na fase da lua de mel, que é onde vem a atenção, o sexo caprichado, os presentes e tudo mais. Passou aquela fase, o que acontece? Ocorre os abusos. Ele agride muitas vezes a mulher com adjetivos que desqualificam ela na frente dos filhos. A meninas assistindo isso, vão crescendo e observando tudo, o que as deixam numa situação desconfortável, porque vai chegar a hora que ela vão tomar ” as dores da mae”. Ou Chegou uma certa idade, se a mãe não conversa, ela vai querer sair de casa, por não querer assistir aquele episódio que é motivo de muita confusão na cabeça dela. O menino, de duas uma, ou vai se compadecer da mãe, ou quem sabe agir com o mesmo machismo do pai com relação as mulheres ou seja, com a irmã, a mãe, a tia, as as próprias colegas. É uma situação emblemática, mas que precisa da intervenção da mãe.
A violência doméstica ou familiar é muito comprometedora, porque as sequelas são para a vida toda. Se a mulher sustenta uma situação de violência, sem orientar as filhas, ela está direcionando essas crianças a ” acolher” aquela situação. Portanto, é preciso falar, orientar o quanto antes, para que as meninas possam crescer tendo os seus próprios mecanismos de defesas, e aprenda a lidar com as possíveis cenas de violência durante qualquer etapa da vida delas.
A mãe deve ter a preocupação de ensinar essas crianças, seja a menina ou o menino que é preciso haver respeito. E as meninas principalmente, porque dentre outras situações, faz com que elas cresçam mais forte perante a vida e todos os desafiosque tem de enfrentar. Na verdade, não se deseja que nenhuma mulher passe por qualquer situação de violência. Mas, se vier passa, que ela tenha coragem para denunciar.
A preciosidade da vida reside em tirar proveito dos momentos acolhedores oferecidos por ela.
A cada minuto, você pode aproveitar. Pode buscar viver o melhor, pode resgatar o que a memória permite, pode ouvir uma canção suave, pode se acalmar ouvindo o barulho da chuva, chorar por uma causa, por amor ou quem sabe pela visão boa que ele deixou em você. Para isso, busque um motivo, uma razão, tire proveito de algo especial, porque o sublime mora nas suas preces – e só você tem o poder de contemplar.
Existe um fio precioso de vida chamado esperança. É ela que cristaliza os nossos sonhos, pensamentos, ações e muitas outras coisas boas. A palavra esperança soa como a possibilidade das coisas se concretizarem. Esperar é bom. Claro, às vezes se torna monótono, mas tudo precisar ser conjugado: “Eu espero, tu espera, ele espera..” E juntos, nos mantemos unidos nessa corrente do bem. Evidente, que o que falo, nem sempre faz sentido para a maioria das pessoas. Porém, tem aquelas que acreditam .
“Enquanto uns só caminham, outros se sentem atraídos pelo o que acolhem, pelo o que apreciam, pelas coisas que cativam e se deixam envolver.”
A sabedoria da vida também se faz latente em todos os nossos atos. Nem tudo é didático. Algumas coisas são sublimes. Aonde por exemplo, a ciência acaba cedendo espaço para razão. Essas coisas se enfraquecem. Às vezes há uma repulsa da vida, dos nossos reclames, das mazelas que crescem na mente de cada um de nós. Digo mais, é natural que nem sempre se aceite de qualquer forma. É comum inclusive que, se aceite de qualquer forma. A vida é boa quando sentida , saboreada e revestida de humanidade.
O ser humano muda o tempo todo. As situações, os comportamentos, as relações de modo geral. Só para você ter uma ideia, hoje estamos bem, amanhã tudo muda. E aqui, vale o ditado popular ” ninguém pode voltar atrás para consertar o que não tem conserto, mas pode modificar o que é possível e construir tudo novo de novo.” O bonito da vida é que ela é inacabada (…) E por assim ser, nós a tecemos a nossa maneira.
O destino é uma constante. Você é a única pessoa que pode interferir nos melhores e piores momentos! E então eu te pergunto ” há uma fagulha de esperança aí em você para eleger coisas novas?” Se a sua resposta for uma confissão, ” abrace o possível”. O faça acontecer.
” A história da mulher em nosso país, é uma história de coragem “. Antes, não nos deixaram ter voz. Podemos dizer que sofremos todo tipo de injustiça calada. Mas hoje, a mulher tem ecoando a sua voz em todos os cantos do planeta.
Contemplemos a memória do homem que somos. Apesar de imperfeitos, agregamos recordações que nos fazem experimentar um olhar presente sobre aquilo que somos, temos e guardamos entre parênteses “. A memória é um recurso eficaz, útil e perfeito como o tempo.
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