A violência sempre começa de uma maneira muito suscita. Primeiro, ela surge com uma palavra, depois um empurrão. No outro dia, aparece um hematoma, compreende? Esses processos vão evoluindo devagar. Um belo dia, acontece o pior: “matei porque ela me provocou.” Ora, eu sou homem! E como tal…mereço ser respeitado. “O respeito”não deve ser usado como parâmetro para se justificar a brutalidade em si, ou no caso, a violência
“Violência quando não trata logo de início, evolui para feminicídio.”
Na vida, tudo depende da maneira de como você olha para uma situação. Uns veem vida; outros veem resiliência. O importante é saber interpretar corretamente os estímulos que cada imagem apresenta dentro de nossos processos.
Se você conseguir viver de modo que veja beleza além da aparência, dos filtros, da promoção pessoal, da mentira vendida como o verdadeiro êxtase do mundo, então você consegue compreender o que poucas pessoas tem condições de fazer que é, buscar pela excelência de ser uma pessoa melhor.
O excesso de estímulos, faz com as pessoas procurem buscar com uma velocidade ilustre o que funciona de maneira muito rápia, o que é eficaz e, lhes traga a satisfação prolongada, ou o prazer momentâneo que é uma espécie de mentira nostálgica. É muita gente valendo o corpo que tem, os acessórios que coloca sobre ele, entende? É muita irritabilidade, frustração, intolerância, cansaço…sobretudo da vida.
Quando você consegue ser lúcido ( a) o suficiente, você aprende a deixar o supérfluo, e passa viver pra dentro de si, você faz algo bom, que é não olhar para a fonte de inquietações de toda construção humana, ou seja, a vaidade. O mundo vive tanto do lado avesso, que esquece que a vida é mais bonita quando vivida para o lado de dentro.
A violência contra a mulher é real. E o que se sabe é que, ela não escolhe idade, sexo ou cor. O combate à violência é uma luta diária. A Violência Doméstica e Familiar é também um problema gravíssimo que temos que procurar limitar na nossa sociedade. Limitar tanto no que diz respeito a agressões, ameaças e até o seu resultado mais grave que é o crime de feminicídio. Nós precisamos ir além em relação a esse crime. Quando se fala em crime de feminicídio no Brasil, temos que compreender que ele parte de uma “ação premeditada”. Isso significa dizer que o ex-marido ou o ex-companheiro, articula cada detalhe dessa violência, ou dessa barbárie contra a vítima.
” A impressão que se tem é que a vida das mulheres vale menos”
Infelizmente, é preciso dizer que a vida das mulheres, vale menos que a dos homens. Pode parecer exagero, mas o resultado de tantas mortes de mulheres que se tem notícias diariamente, justificam essa colocação. A lei, assim como até mesmo, a questão da intervenção do Estado, ou da Justiça nesses casos são falhos. Se pergunte, por que essas mulheres morrem com tanta frequência. A mulher que sofre constantes situações de ameaçadas, seguidas pela violência física dentro de casa, sabe-se que esse ato repetido inúmeras vezes, pode significar o ” prenúncio de uma morte”. Como disse: ” a violência é uma luta diária.” Todos os dias, temos que aprender a lidar e, conseguir sobreviver a violência.
” Todos os dias, milhares de mulheres sofrem violência “
Mulheres comuns sofrem violência, mulheres [ comuns ou não, morrem todos os dias]. Nenhuma mulher é imune a violência. E sabe o que importante observar? É que muitas mulheres não sabem identificar o perigo que correm perante homens violentos. Quando uma mulher morre com tamanha brutalidade, isso é divulgado nas redes, o que por exemplo, causa comoção social. Mas, é aquelas que não viram notícias nos telejornais? Muitas dessas mulheres batem na porta da Justiça pedindo ajuda; outras não. E eu pergunto: E as mulheres que não são vistas, a quem mais podem pedir ajuda? Quem o Estado deve ficar mais atento? Essa é uma boa pergunta. O nosso sistema penal e processual brasileiro, precisa ser mais rigoroso. Não basta criar leis brandas que faça com que, esse homem que agride e mate uma mulher, não a ema. O homem precisa temer, precisa compreender que a pena que ele pode pegar, deve ser muito mais comprometora do que um ato de vingança. Porque do contrário, os índices dessa violência não diminui.
Lei Maria da Penha
O que se nota em relação a Lei n° – (11.340/ 2006 ) Maria da Penha, é que o homem ” desdenha”. Sim, muitos não respeitam. Na prática isso significa o que? significa que vai ele vai continua fazendo as mesmas coisas. E aí vem a pergunta mais importante: ” A quem essas mulheres vão pedir ajuda?” Cadê o apoio necessário para que elas se sintam protegidas. É necessário que haja projetos de lei e aprovação de leis com penas mais altas para que se tenha um resultado mais eficiente no combate à violência conta a mulher.
Quando se fala em violência contra a mulher, a primeira situação que vem na mente, é a da mulher pobre que precisar viver com um sujeito truculento porque não teve nenhuma oportunidade melhor na vida, não é isso? Se pensa também na ” preta favelada”, na mulher camponesa, e em diversas outras situações. Mas, existe um detalhe importante, é que precisa se ressaltar que é o fato da mulher rica, a mulher com status social também sofrer violência. mulheres como:
‘ Juízas
Médicas
Advogadas
Delegadas
– A empresária de sucesso…” E tantas outras “não são imunes ao problema. A violência doméstica é uma das práticas mais abusivas que durante séculos vem sendo praticadas contra a mulher. Independente da classe, cor ou religião, é preciso proteger e reforçar a importância dessa proteção.
Mulheres de classe alta, mulheres de classe média alta pobres, transsexuais, lésbicas, preta ou brancas, são vítimas de homens machistas, homens violentos que usam a violência como parâmetro para medir a sua força. Essa forma de poder, reforça tudo aquilo que nos deixou o patriarcado. Na ânsia de dizer quem mandar, quem controla, o homem domina e executar essas mulheres.
Chega de violência! Não queremos que mais mulheres morram nas mãos de seus algozes. O Brasil é signatário de tratos internacionais no combate à violência contra a mulher. Porém, não é o suficiente. As leis penais e processuais precisam ser mais severas. Estado e Judiciário, juntamente com a sociedade, precisam trabalhar mais compromissados nessa causa para diminuir esses números que são crescentes. Não espere uma mulher morrer para oferecer proteção. Neste caso, não é proteção, é negligência disfarçada de acolhimento.
Se você conhece a sua falibilidade como pessoa, não construa metas inatingíveis. Antes, planeje coisas que você sabe que tem a capacidade intelectual para alcancá-las. Comece devagar! Caminhe, corra quando necessário, escale; planeje novamente o próximo passo, e no último degrau dos seus objetivos: voe! 🦋
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