A Segunda Fase do Modernismo.

A Segunda Fase do Modernismo, surge nas décadas de 1930 e 1940, onde a poesia passava pela a sua melhor fase, vamos dizer assim, uma vez que havia a necessidade de mostrar através dos meios culturais toda a inquietação filosófica, social e amora referentes aquele período.

Era uma fase de amadurecimento que a poesia brasileira vivia, mais do que isso, os próprios questionamentos referentes aquela época, fazia com que houvesse o compromisso de combater o passado, digo permitir novas formas que superassem antecessores.

Na segunda geração do Modernismo surgiram muitos nomes, como Carlos Drummond de Andrade, Mario Quintana, Vinicius de Moraes, Murilo Mendes e outros.

Foi um canto de esperança que surgiu de maneira surpreendente. O Carlos Drummond de Andrade é o nome que melhor representa essa geração.

Em verdade temos medo.

Nascemos escuro

As existências são poucas:

Carteiro, ditador, soldado.

Nosso destino, incompleto “.

Carlos Drummond de Andrade.

Imagem : Os despejados de candido Portinari (1934)

Literatura brasileira/2013

Comentário: Marii Freire.

Sopros de vida

De repente, num milagre tímido e sutil

A vida começa a se recompor

Você se abre aos desejos

A busca pelos antigos sonhos.

Tudo se faz doce…

De repente, aquelas ondas agitadas viram calmaria

As tardes, como uma criança, desejam ser embaladas…

Sopros de vida…

Dos dos olhos nascem o encanto,

Da canção, a sinfonia

Tudo é bálsamo …

Tudo é calmaria

Tudo é sorte…

Tudo é instante…

é suave

é feminino.

De repente, tudo é…paz.

Imagem: Bali/ Indonésia

Marii Freire Pereira.

Os desconfortos da vida

Você observou como a natureza é sabia? Observe nesses pequenos galhos. Estão sem folhas, o que significa que tiveram que passar pelos desconfortos causados pelo tempo. Claro, respeitando toda as limitações da natureza. Mas, ao mesmo tempo, você observou algo tão precioso neles? A confirmação de que [apesar ], da necessidade de ter que se desfazer das folhas e frutos, há uma esperança que é o preparo essencial favorável à um novo recomeço, não as folhas e flores, porque ainda não chegou a época delas, mas a chuva. É a história respeitando as suas inconstancias, e ao mesmo tempo, mostrando que existe a coisa principal entre o começo e o fim, os filtros da natureza. Quando tudo está bem, floresce, fica bem viva, e no momento seguinte “morre”, mas tem a graça de se recompor novamente.

Os maiores desconfortos da vida, servem para dizer que, ainda, não chegamos lá (…)

Existe sempre uma terra árida que clama pela chuva . Na nossa vida também, não é tão diferente, todos esses limites, todos os desconfortos mexe com o emocional, mas não só, com a parte física também. Não se trata da superficialidade, atinge o mais profundo do ser humano, o preparo. É o que se chama tempo de transformação. Felizmente, esse um tempo é necessário, porque ele exige o máximo daquilo que precisamos suportar para só então, ter a capacidade de nos recompor, agora muito mais belo, mais cheios de vida, sim pois experimentar todas as dimensões da vida, nos faz muito mais preparados para saber lidar com os os novos desafios.

Cada etapa serve para nos mostrar que a beleza nasce após o caos, e sempre vem revestida de uma delicadeza suave, refinada, e que ela está pronta ali, precisando tão somente de uma nova oportunidade.

Imagem pública

Texto: Marii Freire

Agosto de 1964

Entre lojas de flores e de sapatos, bares,

mercados e butiques,

viajo

num ônibus Estrada de Ferro- Leblon

Volto do trabalho, a noite em meio,

fatigado de mentiras.

O ônibus sacoleja. Adeus, Rimbuaud,

relógio de lilases, concretismo,

neoconcretismo, ficções da juventude, adeus,

que a vida

Eu a compro à vista aos donos do mundo.

Ao peso dos importados, o verso sufoca,

A poesia agora responde a inquérito policial-militar.

Digo adeus à ilusão

mas não ao mundo. Mas, não a vida,

meu reduto e meu reino.

Do salário injusto,

da punição injusta,

da humilhação, da tortura,

Do terror,

retiramos algo e com ele construímos um artefato

um poema

uma bandeira

Ferreira Gullar

(‘Toda piesia)

Literatura brasileira/2013

Ferreira Gullar tem uma longa produção. Como poeta ( 1930), ele foi um dos principais representantes da poesia social. Já na década de 1960 e 1970, entre no contexto do regime militar ( poesia dos anos de chumbo).

Ferreira Gullar fez parceria com muito a artistas, Entre eles, Amílcar de Castro e Lygia Clark.

Comentário: Marii Freire

Procura da poesia

Não faças versos sobre acontecimentos.

Não há criação nem morte perante a poesia.

Diante dela, a vida é um sol estático,

não aquece nem ilumina

(…)

Penetra duramente no Reino das palavras.

Lá estão os poemas que esperam ser escritos.

Estão paralisados, mas não há desespero,

há calma e frescura na superfície inata.

Ei- los sós e mudos, em estado de dicionário.

(…)

Carlos Drummond de Andrade

( A Rosa do povo).

Literatura brasileira/2013

A Felicidade só é possível quando nos dispomos a ela

Toda colheita é fruto de um preparo antes. É bom que se aprenda a valorizar cada passo dessa caminhada, porque tudo só faz sentido, se tivermos alguém especial ao lado. Alguém que se possa planejar e construir algo de valor, porque do contrário, nada faz sentido. Nem mesmo, passar anos juntando dinheiro.

Todo excesso tem uma falta

Excesso de conhecimento não faz sentido, se nas horas vagas, não temos com dividir as nossas fragilidades e incertezas. Aliás, todo excesso não é bom. Até dinheiro, só faz sentido se for para gastar com alguém que nos seja especial. Do contrário, se vive uma vida inteira de frustação, e nada se aproveita.

Eu sei que viver é um desafio, e aprender a lidar com os nossos conflitos é desconfortável, pior ainda, é travar uma lutar com eles. Ás vezes, é natural a fadiga vir, o desânimo, a falta de paciência, angústia, a impressão que se tem é que tudo chega a reboque. E com isso aparece o que? As reações negativas, o sofrimento, o tédio, a mesmice. Pronto, ficamos numa situação desconfortante, fartos de nós mesmos. Parece que a vida perde o sentido

[…]

Em momentos assim, que você fica sem direção, o que fazer?

O Viktor Emil Frankl, disse que “quando o ser humano perde o sentido da vida, deixa de lutar”. Todavia, a pergunta que insiste em martelar a mente é a seguinte: ” quando eu desisto, estou sendo leal comigo mesmo?”, e com quem espera muito de mim? Não. O sofrimento é real. Porém, se desisto de caminhar, volto ao nada, mas a medida em que caminho, eu tenho a possibilidade de lidar com o novo ( Marii), o desejo é de sair daquilo que causa a sensação de dor, perda, vazio…sofrimento. E você sai. Leva tempo, mas sai.

Infelizmente, a verdade quase sempre é um prejuízo. Tem certas verdades, que é difícil lidar com elas. Mas nesse caso, ela é um estímulo necessário no qual, me sinto desconfortável, mas ao mesmo tempo, preciso me desprender do que machuca para andar em direção ao novo, daquilo que ainda preciso alcançar

[…]

Diante das fragilidades, nós nos tornamos reféns dos nossos próprios monstros. Parece que diante dos desconfortos da vida, todos nós, perdemos o sentido, o chão como muitos dizem. Mas, quando perco o chão, eu preciso me segurar em alguma coisa, certo? O que não posso é ficar com esse espírito de coitadinho. Eu preciso me libertar daa voisas wue me prendem, do que me domina, do que me impede de dar um passo adiante. Eu posso ser feliz, quando me dispuser. E quando me livrar de desculpas

[…]

A Felicidade também é algo como diz o Mario Sergio Cortella: “Felicidade é a capacidade, acredite em você, acredite na sua força, você é capaz de se refazer, de conduzir a si mesmo, ainda que nada faça muito sentido, acredite você pode…é…capaz.

Imagem pública

Texto: Marii Freire

A vida fermenta

Uma maneira sabia que a vida tenta manifestar a todo instante, é revelar as estruturas manobristas da vida a nosso favor, ou seja, a todo momento, ela mostra O quanto a transmutação ( efeito detransformar), é um fator crucial para alterar parte da nossa realidade.

É gracioso a beleza de tal aspecto. É uma maneira que ela tem em de nos favorecer, e assim, não perder para a morte. O tempo, as vezes, pode até limitar, mas em contrapartida, nos oferece outras possibilidades. Quer uma comparação clara? Os nossos sonhos não terminam quando morremos. Eles ganham força nessa trama maravilhosa que é a vida. Os filhos são o potencial maior que temos em nos perpetuar comp especie e fazer com que os sonhos continuem vivos. São eles que exercem essa ferramenta imprescindível de continuar realizando as nossas vontades.

Quem perde, não somos nós. Mas, é a falsa percepção que se tem em relação ao pensar, que quando partimos, tudo acaba.

Não. Definitivamente, a vida não acaba, a vida fermenta….dando vida a outras vidas.

Eis o símbolo da resistência!…

Vegetação renascendo após o incêndio na Austrália.

A imagem eu acabei pegando do Instagram. Infelizmente, não tenho certeza de qual site foi colhida

Reflexo: Marii Freire

Eu Sei Que Vou Te Amar

Eu sei que vou te amar

Por toda a minha vida eu vou te amar

Desesperadamente, eu sei que vou te amar.

E cada verso meu será

Pra te dizer que eu sei que vou te amar

Por toda minha vida

Eu sei que vou chorar

A cada ausência tua eu vou chorar

Mas cada volta tua há de apagar

O que essa ausência tua me causou.

Eu sei que vou sofrer

a eterna desventura de viver

A espera de viver ao lado teu

Por toda a minha vida

Eu sei o que eu vou chorar

A cada ausência tua eu vou chorar

Mas cada volta tua há de apagar

O que essa ausência tua me causou.

Eu sei que vou sofrer

A eterna desventura de viver

A espera de viver ao teu lado

Por toda a minha vida

Tom Jobim & Vinicius de Moraes.

https://m.letras.mus.br>Ana-carolina

Marii Freire.

” Caminhante, não há caminho, o caminho se faz ao caminhar…”

Antonio Machado ( poeta espanhol).