” Quando eu morrer quero ficar “.
Mário de Andrade, Literatura Comentada, 1990.
VEM comigo!
Marii Freire Pereira
Santarém, Pá 22 de abril de 2020

” Quando eu morrer quero ficar “.
Mário de Andrade, Literatura Comentada, 1990.
VEM comigo!
Marii Freire Pereira
Santarém, Pá 22 de abril de 2020

“Não se apegue ao passado, não queira fazer dele, o altar de tua lembranças “
Marii.
Não se prenda a um passado, não se cobre tanto por causa de uma situação que não ficou bem resolvida.
É comum vermos pessoas se culpando por questões que ficaram la atrás, ou seja, no passado. Coisas quem nem sempre dependem delas próprias para ter um final feliz, ou bem-sucedido, como queira.
Se ficou algo por resolver, procure refletir, ouça o que você mesmo ( a), pode colocar no lugar que compreende que tem a importância de estar ali. Respeite, o porquê de certas situações. Às vezes, temos que passar, e não tem jeito, é nesse ” atrevessar” que tudo se transformar.
Acredito que tudo na vida acontece assim, há um propósito, há uma finalidade. Claro, não foi uma experiência boa, mas te levou a ter uma compreensão maior acerca da vida? ótimo. Corra o risco de ser generoso consigo mesmo ( a). Aceito que você fez o necessário para justificar isso a si mesmo, da maneira que tem que ser, com ‘menos peso’. Não se culpe! Entenda, nem tudo depende de nós. Às vezes, depende do outro lado também.
[…]
Essa é a maneira de proceder corretamente. Se pensarmos dessa forma, se consegue respirar, ter um sopro de vida. Às vezes, o que mata é o que está dentro e não fora. Tenha o devido respeito pelas coisas boas e ruins que já vivenciou . Todavia, olhe para o passado como uma lição que te impulsiona a ir adiante, caminhar.
Acredite em você. Se há por um lado, algo que você acredita ser muito forte e é impossível de superar. Eu tenho algo bom pra te falar, vai passar. Essa trincheira que vez por outra, ganha um significado maior em nossa mente, ela nos arremessar para o epicentro das nossas inquietações. Bate com força, certamente. Mas olhe para o agora, o hoje. É isso que importa. São as adversidades que justamente, nos leva a ter uma compreensão maior acerca da vida.
Viva o hoje. Reflita sobre o que passou, mas abrace com generosidade o seu presente. É ele que vai oferecer a você oportunidade de construir um futuro melhor.
Marii Freire Pereira
Imagem: Google
Santarém, Pá 22de abril de 2020

” Caía a tarde feita um viaduto
E um bêbado trajando luto me lembrou Carlitos
A Lua, tal qual dona de bordel
Pedia a cada estrela fria um brilho de aluguel
E nuvens, lá no mata- borrão do céu
Chupavam manchas torturadas, que sufoco
Louco, o bêbado com chapéu de côco
Fazia irreverência mil pra noite do Brasil, meu Brasil
Que sonha com a volta do irmão do Henfil
Com tanta gente que partiu num rabo de foguete
Chora a nossa pátria, mãe gentil
Chora Marias e Clarices no solo do Brasil...”
Elis Regina, O Bêbado e o Equilibrista, 1973
Fonte: LyricFind
Marii Freire Pereira
VEM comigo!
Imagem: Google
Santarém, Pá 22 de abril de 2020

” Viver não é necessário
Necessário é criar”.
Fernando Pessoa, pensador.com
Marii Freire Pereira
VEM comigo!
Santarém, 22 de abril de 2020

Quando me olhares pela primeira vez
Irás atravessar a linha tênue de teus pensamentos
e num instante, me verás com olhos de amor.
Provarei do teu beijo
E cantarei o teu canto.
Por um tempo
Serei só tua
E entre as criaturas
Não existirá outro igual a ti.
Os meus olhos serão só dos teus olhos
Não permitirei que a ilusão e a miséria
Dos meus dias
Venha dizimar os sonhos
Nem amnésia
Não, meu amor
Não serás esquecido.
Viverás além do sol!
Viverás dentro de mim, no meu pensamento.
Serei o teu último suspiro
Antes do teu vôo…para o infinito .
Marii Freire Pereira
Imagem: Google
Santarém, Pá 22 de abril de 2020

“A cabeça desliza com doçura,
E nas pálpebras entrevistadas
Vaga uma complacência extraordinária.
É pleno dia. O ar cheira passarinho.
O lábio se dissolve em açúcares breves,
O zumbido da mosca, embalança do sol.
…Assurbanipal…
A alma, à vontade,
Se esgueira entre as bulhas gratuitas,
Deixa a felicidade ronronar.
Vamos, irmão pequeno, entre as palavras e deuses,
Exercer a preguiça, com vagar.
Quando morrer eu quero ficar,
Não contém aos meus inimigos,
Sepultados em minha cidade,
Saudade.
Meus pés enterrem na rua Aurora,
No Paissandu deixem meu sexo
Na Lopes Chaves a cabeça
Esqueçam.
No Pátio do Colégio afundem
O meu coração paulistano:
Um coração vivo e um defunto
Bem juntos…”
Mário de Andrade. IX . Esse poema sem título pertence à Livraria Paulistana, publicado após a morte do pieta, em 1946.
Literatura Comentada, São Paulo, 1990
VEM comigo!
Marii Freire Pereira
Santarém, Pá 22 de abril de 2020
” Meu choro não é nada além de carnaval
É lágrima de samba na ponta dos pés
A multidão avança como vendaval
Me joga na avenida que não sei qualé
Pirata e super homem cantar o cantor
Um peixe amarelo beija minha mão
As asas de um anjo soltas pelo chão
Na chuva de confetes deixo a minha dor
Na avenida, deixei lá
A pele preta e a minha voz
Na avenida, deixei lá
A minha fala, minha opinião
A minha casa, minha solidão
Joguei do alto do terceiro andar
Quebrei a cara e me livrei do resto dessa vida
Na avenida, dura até o fim…”
Elza Soares, Mulher do Fim do Mundo
Composição: Alice Coutinho/ Romulo Flores
Marii Freire Pereira
VEM comigo!
Imagem: Google
Santarém, Pá 21 de abril de 2020

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como
quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!
É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!
É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de
cetim
É condensador o mundo num só grito!
E é amar-te, assim, perdidamente…
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!
Florbela Espanca, SER POETA
Pensador.com
Marii Freire Pereira
VEM comigo!
Santarém, Pá 21 de abril de 2020

Aonde você parou, aonde deixou de acreditar na vida? Vamos, descubra novos motivos para conseguir adiante.
Às vezes, a impressão que dá, é a de que tudo o que há de injusto só acontece conosco. Esse é um pensamento ingênuo. É como se nós, deixássemos de pensar e ficassemos ali, no raso de nossas incertezas. É como se de repente, a vida recua-se, querendo descansar, sem levar em consideração que só há uma ordem a cumprir. E uma ordem no imperativo, que é vá. Portanto, caminhe, mova-se sem descanso, esmague as injustiças e, encontre forças para andar em direção ao que deseja.
É isso mesmo que você está lendo. Deixe o pensamento ingênuo de lado e no seu lugar, procure dialogar com você, descubra o motivo real daquilo que te fez parar por um instante no tempo. Dê espaço ao novo, procure ter um pensamento crítico diante de todas as contradições que a vida te der a oportunidade de conhecer. Tente dominar e não ser dominado pelo medo, com isso, terás esperança e a vida se move em direção ao que deseja.
Volte acreditar em si mesmo (a). Leve em conta o fato de que, tudo muda. Mas, a maioria das mudanças surgem para trazer um significado muito maior a tudo aquilo que já vivemos.
Vamos lá, acredite mais em você, na sua força, na sua capacidade. Mude o instante, o inverso, a ocasião, mude você. Junte os pedaços e veja a pessoa melhor que você se transformou. Tenho certeza que em um ser humano forte, consciente e com novas aspirações.
[…]
Mova-se em direção aos seus sonhos. Acredite, você…pode.
Marii Freire Pereira
VEM comigo!
Imagem: Google
Santarém, 21 de abril de 2020

” Penetra surdamente no Reino fãs palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície inata.
Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.
Convive com teus poemas, antes de descrevê-los.”
Carlos Drummond de Andrade, Procura da Poesia. ( A Rosa Do povo, 1945)
Literatura Comentada.
VEM comigo!
Marii Freire Pereira
Santarém, Pá 21de abril de 2020
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