Carlos Drummond de Andrade

” Redimidos da noite,

duas cores se procuram,

suavemente se tocam,

amorosamente se enlaçam,

formando um terceiro tom

a que chamamos aurora”.

Carlos Drummond de Andrade, Morte do leiteiro. Textos Selecionados – Literatura Comentada Nova Cultural.

Marii Freire Pereira

VEM comigo!

Santarém, Pá 2 de maio de 2020

Paciência

Paciência ou ” patientia ” do latim, significa que para alcançarmos o ápice de tal virtude é preciso primeiro, conhecer os bastidores de nós mesmos. E para isso, é necessário deixarmos as preocupações de lado, ou no mínimo, não ficar ansioso para saber o que vai acontecer conosco, ou mesmo, com aquilo que planejamos para um futuro próximo.

A paciência é uma característica própria do ser humano. A diferença é que, algumas pessoas têm um controle maior de suas emoções e, portanto, sabem administrar com cuidado, a fala, a emoção e a própria maneira de agir, de ter uma postura correta diante daquilo que implica cuidado. Há pessoas por exemplo, que perdem o controle da situação e, extrapolar com muita facilidade. Em geral, quando se age movido pela emoção, ou seja, quando estamos fragilizados ou ainda inseguros, diz-se que a pessoa naquele momento, é umq irreflexivo.

Por isto, ela acaba negligenciado a atenção adequada ao que precisa ser visto com cuidado. A máxima que existe em torno disso, faz ” jus” ao pensamento do Benjamim Franklin, onde ele diz: ” tenha cuidado com coisas pequenininhas, ou seja, detalhes que não se costuma considerar, pois se você imaginar um navio, ele pode muito bem, afundar exatamente por conta dessa falta de atenção “. Se bem, refletirmos, esse direito negado justamente para aquilo que não consideramos ter valor, pode nos levar a conhecer as profundezas.

[…]

Ter paciência é fundamental para permanecemos no controle de tudo. Você nota que, sem paciência se perde a amizade, um relacionamento, às vezes de anos, porque se agiu de maneira infeliz naquele momento. Aliás, dependendo da situação em si, perdemos o respeito até por nos mesmos. De repente, se começa decrescer de um jeito absurdo. Então, melhor mesmo é suprir as nossas necessidades psiquicas , e assim voltar a esses bastidores de forma lúcida. Assumir que existem momentos que devemos buscar compreender o que cada um deles pede de nós. Portanto, respire fundo e encontre as condições necessárias para saber viver bem dentro daquilo que a sua realidade lhe permite.

Todos nós, independentemente do grau de instrução, uns mais simples, outros que tiveram condições melhor de estudar, podem reorganizar a vida, procurando desfrutar do lafo bom. Qualquer pessoa pode perder a paciência. Isso é natural, natural. Somos seres imperfeitos. Talvez, a busca permanente pela perfeição é que faça a diferença. O conserto, a maneira de lidar com as nossas falhas é o que conta. A superação a tudo aquilo que nos é um obstáculo, é o que nos leva a crescer. Nenhum ser humano seria grande se vez ou outra, não tivesse situações desafiadoras.

Procure ter paciência . Quando for necessário construir uma crítica por exemplo, faça isso de maneira saudável para aqueles que esteja lhe assistindo possa compreender a sua maneira de interpretar cada problema de um jeito menos conflituoso. Não queira virar o carrasco do dia seguinte, mas um exemplo de transformação. Eu te desejo sorte. Atue dentro da sua liberdade e cative os que estão por perto.

Paciência…sempre!

Marii Freire Pereira

Arte e criação: Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 2 de maio de 2020

Charles Bukowski

Olhei no rosto dela e pensei: merda, eu a ama.

Que vou fazer? O melhor que podia era bancar o indiferente, depois segui com ela para o estacionamento. A gente nunca deve deixá-elas saber o que está ligado, senão elas nos matam “.

Charles Bukowski, no livro ‘ Numa fria ‘. ( 2015), 1 ed.

Escritas.com

Marii Freire Pereira

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Imagem- Pinderest

Santarém, Pá 2 de maio de 2020

Charles Bukowski

” O segredo era manter quatro paredes ao redor da gente. Dentro de quatro paredes, tinha -se uma chance.

Uma vez que se está na rua, já não há chance alguma, está tudo perdido, tufo realmente perdido.”

Charles Bukowski, livro ” Ao sul de lugar nenhum”, Porto Alegre, 2008.

http://www.elfkurtem.com.br

Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 2 de maio de 2020

Charles Bukowski

Nascido na Alemanha aos 16 de agosto de 1920, Charles Bukowski teve uma história de vida conturbada. Ainda criança, ele juntamente com a família mudou-se para Los Angeles, Estados Unidos, onde anos mais tarde veio cursar jornalismo, e nesse mesmo período, começou escrever. Aos 19 anos, Charles é expulso de casa pelo pai por conta do conteúdo dos seus textos.

Ao sair de casa, Charles Bukowski teve que encarar uma nova realidade. Vivia de pequenos trabalhos, algo que não o atrapalhasse escrever. Ele chegou a trabalhar como motorista de caminhão, e nesse período bibia bastante. Bebeu tanto que veio se tornar um alcoólatra. Chegou a se casar, mas logo se separou. Anos mais tarde, ele conheceu Frances Smith, com quem teve uma filha.

Bukowski foi um escritor que explorou em seus temas, a realidade do que vivenciou em sua maioria. Histórias de pessoas que não tinham o que comer, muitas ficavam em bares, e assim por diante. Na verdade, são histórias que revelam a pobreza, ou seja, mostrava o avesso da vida, dele mesmo. Bukowski tinha um jeito meio áspero de ser, mas que de certo modo, fascinava as pessoas. Elas tinham uma identificação natural com o escritor.

O trabalho de Bukowski explorou muito a questão da linguagem coloquial. Entre os seus livros existem poemas e prosa. Mas, também a parte que ganha vida a partir de suas contradições pessoais. Pode- se dizer que esse escritor teve uma vida repleta de experiências negativas, seja na vida pessoal com o pai, bebidas e relações amorosas baratas.

Bukowski morreu aos 73 anos por causa de uma pneumonia advinda de um tratamento de leucemia.

Comentário:

Marii Freire Pereira.

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Imagem: Google

Santarém, Pá 2 de maio de 2020

Luís de Camões

” Prometeis, e não cumpris?

Pois sem cumprir, tudo é nada.

Não sois bem aconselhada;

Que quem promete, se mente,

o que perde não o sente…”.

Luís de Camões. CATARINA É MAIS FERMOSA.

Escritas. Org

Imagem: fachada portuguesa, Instagram

Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 2 de maio de 2020

Alphonsus de Guimarães

” há um pássaro azul em meu peito que

quer sair

mas, sou duro demais com ele,

eu digo, fique aí, não deixarei

que ninguém o veja…”

Alphonsus de Guimarães, O pássaro azul

Cultura genital. com

Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 1 de maio de 2020

Ney Matogrosso

“Oh, minha amada

Que os olhos teus

São cais noturnos

Cheios de adeus

São docas mansas

Trilhando luzes

Que brilham longe

Longe nos breus

Oh, minha amada

Que olhos os teus

Quanto mistério

Nos olhos teus

Quantos saveiros

Quantos navios

Quantos naufrágios

Nos olhos teus

Oh, minha amada

Que olhos os teus

Se Deus houvera

Fizera-os Deus

Pois não os fizera

Quem não soubera

Que há muitas eras

Nos olhos teus…”

Ney Matogrosso, Poema Dos Olhos Da Amada. ( Vinicius de Moraes)

Imagem/ canção

Fonte: LyricFind.

Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 1 de maio de 2020

O Relógio

Ao redor da vida do homem

há certas caixas de vidro,

dentro das quais, como jaula,

se ouve palpitar um bicho.

Se são jaulas não é certo;

mais perto estão das gaiolas

Vão pendurados nos muros;

outras vezes, msis privadas,

Vão num bolso, num dos pulsos.

Mas onde esteja: a gaiola

Será de pássaro ou pássara:

é alada a palpitação,

a salvação que ela guarda;

e de pássaro cantor

não passará de plumagem:

pois delas de emite um canto

de uma tal continuidade.

João Cabral de Melo Neto, O Relógio

https://escolaeducação.com.br

Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 1 de maio de 2020

Augusto dos Anjos

Tome, Dr., está tesoura, e..corte

Minha singularíssima pessoa.

Que importa a mim que a bicharia roa

Todo o meu coração, depois da morte?!

Ah! Um urubu pousou na minha sorte!

Também, das diatomácea da lagoa

A cripógama cápsula se esbroa

Ao contacto de bronca forte!

Dissolva-se, portanto, minha vida

Igualmente a uma célula caída

Na aberração de um óvulo infecundo;

Mas o agregado abstrato das saudades

Fiquei batendo nas perpétuas grades

Do último verso que eu fizer no mundo!

Augusto dos Anjos, Budismo Moderno ( Eu e outros poemas. Rio de Janeiro, Livraria São José, 1965)

Marii Freire Pereira

VEM comigo!

Santarém, Pá 1 de maio de 2020