Paciência ou ” patientia ” do latim, significa que para alcançarmos o ápice de tal virtude é preciso primeiro, conhecer os bastidores de nós mesmos. E para isso, é necessário deixarmos as preocupações de lado, ou no mínimo, não ficar ansioso para saber o que vai acontecer conosco, ou mesmo, com aquilo que planejamos para um futuro próximo.
A paciência é uma característica própria do ser humano. A diferença é que, algumas pessoas têm um controle maior de suas emoções e, portanto, sabem administrar com cuidado, a fala, a emoção e a própria maneira de agir, de ter uma postura correta diante daquilo que implica cuidado. Há pessoas por exemplo, que perdem o controle da situação e, extrapolar com muita facilidade. Em geral, quando se age movido pela emoção, ou seja, quando estamos fragilizados ou ainda inseguros, diz-se que a pessoa naquele momento, é umq irreflexivo.
Por isto, ela acaba negligenciado a atenção adequada ao que precisa ser visto com cuidado. A máxima que existe em torno disso, faz ” jus” ao pensamento do Benjamim Franklin, onde ele diz: ” tenha cuidado com coisas pequenininhas, ou seja, detalhes que não se costuma considerar, pois se você imaginar um navio, ele pode muito bem, afundar exatamente por conta dessa falta de atenção “. Se bem, refletirmos, esse direito negado justamente para aquilo que não consideramos ter valor, pode nos levar a conhecer as profundezas.
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Ter paciência é fundamental para permanecemos no controle de tudo. Você nota que, sem paciência se perde a amizade, um relacionamento, às vezes de anos, porque se agiu de maneira infeliz naquele momento. Aliás, dependendo da situação em si, perdemos o respeito até por nos mesmos. De repente, se começa decrescer de um jeito absurdo. Então, melhor mesmo é suprir as nossas necessidades psiquicas , e assim voltar a esses bastidores de forma lúcida. Assumir que existem momentos que devemos buscar compreender o que cada um deles pede de nós. Portanto, respire fundo e encontre as condições necessárias para saber viver bem dentro daquilo que a sua realidade lhe permite.
Todos nós, independentemente do grau de instrução, uns mais simples, outros que tiveram condições melhor de estudar, podem reorganizar a vida, procurando desfrutar do lafo bom. Qualquer pessoa pode perder a paciência. Isso é natural, natural. Somos seres imperfeitos. Talvez, a busca permanente pela perfeição é que faça a diferença. O conserto, a maneira de lidar com as nossas falhas é o que conta. A superação a tudo aquilo que nos é um obstáculo, é o que nos leva a crescer. Nenhum ser humano seria grande se vez ou outra, não tivesse situações desafiadoras.
Procure ter paciência . Quando for necessário construir uma crítica por exemplo, faça isso de maneira saudável para aqueles que esteja lhe assistindo possa compreender a sua maneira de interpretar cada problema de um jeito menos conflituoso. Não queira virar o carrasco do dia seguinte, mas um exemplo de transformação. Eu te desejo sorte. Atue dentro da sua liberdade e cative os que estão por perto.
Que vou fazer? O melhor que podia era bancar o indiferente, depois segui com ela para o estacionamento. A gente nunca deve deixá-elas saber o que está ligado, senão elas nos matam “.
Charles Bukowski, no livro ‘ Numa fria ‘. ( 2015), 1 ed.
Nascido na Alemanha aos 16 de agosto de 1920, Charles Bukowski teve uma história de vida conturbada. Ainda criança, ele juntamente com a família mudou-se para Los Angeles, Estados Unidos, onde anos mais tarde veio cursar jornalismo, e nesse mesmo período, começou escrever. Aos 19 anos, Charles é expulso de casa pelo pai por conta do conteúdo dos seus textos.
Ao sair de casa, Charles Bukowski teve que encarar uma nova realidade. Vivia de pequenos trabalhos, algo que não o atrapalhasse escrever. Ele chegou a trabalhar como motorista de caminhão, e nesse período bibia bastante. Bebeu tanto que veio se tornar um alcoólatra. Chegou a se casar, mas logo se separou. Anos mais tarde, ele conheceu Frances Smith, com quem teve uma filha.
Bukowski foi um escritor que explorou em seus temas, a realidade do que vivenciou em sua maioria. Histórias de pessoas que não tinham o que comer, muitas ficavam em bares, e assim por diante. Na verdade, são histórias que revelam a pobreza, ou seja, mostrava o avesso da vida, dele mesmo. Bukowski tinha um jeito meio áspero de ser, mas que de certo modo, fascinava as pessoas. Elas tinham uma identificação natural com o escritor.
O trabalho de Bukowski explorou muito a questão da linguagem coloquial. Entre os seus livros existem poemas e prosa. Mas, também a parte que ganha vida a partir de suas contradições pessoais. Pode- se dizer que esse escritor teve uma vida repleta de experiências negativas, seja na vida pessoal com o pai, bebidas e relações amorosas baratas.
Bukowski morreu aos 73 anos por causa de uma pneumonia advinda de um tratamento de leucemia.
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