” O homem não é a soma do que tem, mas a totalidade do que ainda não tem, do que poderia ter.” Sartre. Marii Freire Pereira VEM comigo! Criação: Marii Freire Pereira Imagem: Instagram Santarém, Pá 23 de maio de 2020
Quantas vezes, você já precisou se reconstruir? Olhar adiante, com a consciência de quem se sente encorajado, tranquilo, amadurecido, pronto para recomeçar? É bom, não? Às vezes, dentro de toda essa grandeza que a vida expressa, ela nos é generosa.
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É como se ela tivesse compaixão de nosso sofrimento, dos percalços ( desses acidentes de percurso), e nos oferecesse uma nova oportunidade. E sabe o que é interessante? É começarmos ” brotar” novamente. Coisa linda, podemos dizer ‘maravilhoso, é esse processo de conseguirmos nos recompor. Isso emudece, encanta, faz com que inclusive, possamos nos valorizar como pessoas simples, despojadas da necessidade de perfeição. Há quem queira ser perfeito, outros não. A maioria das pessoas, só desejam alcançar a felicidade.
Nada mais gratificante do que conseguirmos conquistar a nós mesmos, transformar a nossa maneira de pensar, e acreditar que o destino é uma questão de escolha. Quando pensamos dessa forma, sempre há uma chuva silenciosa caindo sobre nós, dando a oportunidade de derrotar sobretudo, os nossos medos, os nossos monstros. Claro, fruto de nossa imaginação, mas que muitas vezes nos aprisiona, fazendo com que se perca a noção de realidade.
O medo sempre nos revela uma realidade desproporcional ao que vivemos. Por isso, é importante vencermos as nossas inseguranças, e neste caso, vencer aquilo que nos impede de sonhar.
Sonhe, acredite que é capaz, use a teimosia para perseguir tudo aquilo que deseja. Comece, reconhecesse, aprenda novamente! Viver é se encantar diante novas expectativas.
Machado de Assis ( Vida & Obra). Várias Histórias. Ática. 1997
Marii Freire Pereira
VEM comigo!
Santarém, Pá 20 de maio de 2020
No seu derradeiro romance _ Memorial de Aires _começado em 1907 e terminado em 1908, o escritor estava profundamente triste ( perdeu o prazer de viver), por conta da ausência de Carolina. Tinha a vista fraca, infecção intestinal, úlcera na língua. Morreu às 3h é 20 min da madrugada do dia 29 de setembro de 1908. Nessa data, no Rio de Janeiro, decretou luto oficial. Machado foi sepultado ao lado de Carolina a quem prometera no soneto acima.
“ Quem não sabe que ao pé de cada um Bandeira grande, pública ostensiva, há muitas vezes outras bandeiras modestamente particulares, que se hasteiam e flutuam à sombra daquela”
( Memorial de Aires). Várias Histórias. Ática, São Paulo, 1997
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