Mário de Andrade

” Ôh trágico fulgor das incompatibilidades humanas!

Que tara divina pesa em nosso vitorioso

Não permitindo que jamais a plenitude satisfeita

Descanse em nosso lar como alguém que chegou!…

Não tenho esperança mais nas vossas revelações!

Vós me destes o amor, me destes a amizade,

E na experiência de minha doce amiga me destes

Mais do imaginei…Mas a voltou foi cruel.

Eu sofro Êh, liberdade, essência perigosa…

Espelhos, Pireneus, caiçaras e todos os desesperos,

Vinde a mim que outros agora abóiam pra

[esmolando…

Eu saí da aventura! Eu fugi da aventura!

Nós não estamos na cidade nem no campo.

Nós tomamos na ânsia dos fabulosos aeroplanos,

E vos garanto que agora acabaremos mais.

Mário de Andrade. Poema da Amiga VI. Nova Cultural. São Paulo, 1990

VEM comigo!

Marii Freire Pereira

Santarém, Pá 23 de maio de 2020

Publicado por VEM comigo!

Bacharel em direito, cursando Pós-graduação em Direito Penal e Processo Penal.

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