Hoje eu trabalhei bastante esse tema. Acabei falando da importância do romantismo na arte, música, na própria literatura, citei alguns trabalhos de artistas, cantores, autores, e não poderia deixar o nome de Vinícius de Moraes de fora disso. Sabemos que a Bossa Nova, tem uma marca muito forte. Utilizei uma canção do Tom Jobim para expressar isso. Agora Vinicius…é todo poesia. Claro – gosto de outros trabalhos dele, mas devo confessar que ninguém falou com tanta intensidade e respeito acerca de um sentimento como ele. Eis, um fragmento que gosto muito:
” De Tudo, ao meu amor serei atento
Antes e com tal zelo, e sempre, atento
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento…”
Vinícius de Moraes. Soneto de fidelidade.
Literatura brasileira: William Cereja e Thereza Cochar. Atual, 2013
A música romântica foi composta seguindo princípios estéticos que inseria-se no romantismo. Durante o XIX, os compositores procuram apresentar um trabalho que leva em consideração a característica desse período.
A música erudita, que tinha como nome forte Beethoven, Schubert, Chopin e Liszet, era compostas de modo a levar a idéia do romantismo ao grau máximo. Nessa época, entendia-se que uma forma de captar a realidade seria através da emoção. Tanto que essas canções transmitem não só o sentimento que se percebe, mas também a própria verdade daquilo que se queria deduzir.
Roberto Carlos:
O Roberto Carlos é um compositor clássico. As suas canções a todo momento revela isso. Ele trabalha diversos temas que vai da natureza à questão amorosa.
A época do Romantismo foi um momento que surgiu o trabalho de muitos pintores como Théodore Géricault e Eugène Delacroix, os paisagistas Joseph M.W. Turner.
O Romantismo foi um movimento intelectual e artístico do século XVIII, que buscava a emotividade e a subjetividade em suas obras.
A natureza foi bastante retrato nas obras de Goya e Eugène Delacroix. Mas também nessa mesma época, havia a preocupação com os problemas sociais e urbanos que também, acabam sendo retirados nessas obras.
Comentários:
Marii Freire Pereira
Imagem: Arquivo pessoal. Antonie- Louis Barye, Teseu e minotauro/ Getty Imagens. ( Literatura brasileira: William Cereja e Thereza Cochar. Atual. São Paulo, 2013)
O que era o amor para os românticos? Era o amor sem prejuízo, ou seja, um sentimento verdadeiro. O amor era visto, “como olhos bem comportados”, pode – se assim dizer. Os textos românticos – poesia e prosa ou mesmo os textos teóricos. O amor romântico buscava a completude, o que era intenso e verdadeiro.
A característica principal do amor romântico é que nele, tudo era vivido de forma verdadeira. Isso significa dizer que havia a preocupação com o outro. Havia a idealização, mas ao mesmo tempo, a idéia de cuidado era algo muito presente. Vale dizer aqui o seguinte:
” O amor é era um sentimento que expressava o cuidado”.
O amor romântico era um tipo de amor permitia os casais apaixonados viver uma relação única, complexa e cheia de atitudes. Atitude aqui, no sentido de tornar real aquilo que surgia a partir da idealização.
O relacionamento onde não havia amor não tinha valor. Os casais românticos acreditam na beleza desse sentimento como algo verdadeiro.
Comentários:
Marii Freire Pereira
Literatura brasileira: William Cereja e Thereza Cochar. Atual, São Paulo, 2013
VEM comigo!
Marii Freire Pereira
Imagem: Arquivo pessoal. The blac Brunswicher ( 1860), de John Everett Millais ( livro pessoal)
” Sou o que não foi, o que vai ficando calado. Sei que agora é tarde, e temo abreviar com a vida, nos rasos do mundo. Mas, então, ao menos, que no artigo da morte, peguem em mim, e me depositem também numa canoinha de nada, nessa água, que não para, de longas beiradas: e, eu, rio abaixo, rio afora, rio adentro – o rio”.
Guimarães Rosa. ” A terceira margem do rio), publicado em ” Primeiras estórias), 1962)
( JGR, A terceira margem do rio. Revistaprosaeversoearte.com)
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