Determinação é a palavra que funciona como via de acesso para que você tenha a condição de chegar aos seus objetivos. É ela que diante de uma realidade nos oferece o poder de concentração para que não responsabilizemos ninguém pelas as nossas falhas, mas sejamos capazes de reconhecer as nossas próprias limitações, e assim carregar toda a responsabilidade dos nos atos. Você tem um objetivo? Vá ao encontro dele.
Muitas vezes, somos pessoas cheias de coragem, determinadas a alcançar tudo na vida. Todavia, essa coragem, juntamente com a vontade que temos, se dilui em meio às dificuldades que não sabemos lidar. A verdade é que muitos desejam alcançar aquilo que idealizam, mas se assustam com as exigências do momento porque têm que tomar as suas próprias decisões. E sem objetos, fracassam.
Ser forte é privilégio de poucos. Há pessoas que vencem, e acabam tendo algum tipo de ‘êxito’ na vida, mais pela ajuda dos outros do que do que pela a sua própria capacidade. Todavia, existem situações que você não tem com quem contar, e caminhos que tem que percorrer são solitários.
[…]
Esses dias, acabei vivendo uma dessas experiências. Estava ali, num tempo favorável, e de repente, vi a minha rotina mudar. Recordo que durante um dia da semana, acredito que uma Quinta-feira, já no finalzinho da tarde, havia feito algumas publicações no blog, e parei de escrever pelo cansaço. Fui para o sofá cinco minutos para descansar a vista, quando ouço o telefone tocar, do lado era a minha mãe pedindo ajuda porque havia sofrido um acidente de trânsito. Ao atender o telefone a ouvi dizer: ” Vem me pegar, me leva para o hospital eu sofri um acidente “. Assim, acabei fazendo. A levei para o hospital e naquela ocasião me veio a sensação de fracasso porque ao entrar ali, sabia que viveria dias delicados por conta da situação.
O medo de lidar com a dor dela, era algo novo pra mim, e pela própria consciência, também era minha. Aquela situação acabou exigindo muito de ambas as partes. De repente, a minha vida estava inserida na rotina de um hospital. Era casa, hospital, roupa, cadeira de rodas, filhas, e ainda tinha que escrever. Eu não conseguia criar nada. Lembro que chega aqui e colocava alguns fragmentos, mas textos mesmo, não tinha condição de criar.
Houve um dia que pensei em parar um tempo, mas por outro lado, o ato de escrever me faz tão bem que não desisti. Eu ia ficar no hospital com ela, e de lá, eu postava alguns trabalhos de autores, o mínimo possível, eu postava. Todavia, não desisti de escrever. Eu disse que se necessário fosse escrever todos os dias às 2: 30 há da manhã, eu escreveria. Determinação foi a palavra que me constituiu naquele momento.
Imagina se desisto do que eu quero, jamais! Após isso, tudo foi acontecendo normalmente. Eu postava poucas vezes, e dei continuidade a vida. Possa dizer que fui atravessando esse período de tristeza com um olhar mais profundo acerca de alguns valores. E não posso deixar de mencionar que durante esse período, houve pessoa da minha família que ficava sempre com mamãe quando eu não estava, a única pessoa que mais esteve conosco, uma tia que nos ajudou muito nesse momento conturbado. O que posso dizer de tudo isso? Que foram dias que exigiu muito de nós. Quando você vive uma situação parecida, Você acaba adquirindo um olhar ‘domésticado’ a respeito da vida, até pela rotina que exige essa nova percepção.
Enxergar a vida, as pessoas e o valor de cada ser é algo que te possibilita reconhecer a riqueza, bem como, a pobreza daquilo que precisa ser visto. Hoje, estou feliz, minha mãe finalmente voltará para casa. E a vida , assim como, a rotina… calmante volta a ser o que era antes. (…) Depois dessa resposta positiva que é poder decidir sobre aquilo que quero, sobre as provocações que ela me fez enfrentar sozinha, o que tenho a dizer é: independente de qualquer coisa em sua vida, não se ‘abandone’. A verdade é que estamos acostumados com o amor, a recepção de todos, mas quando isso tudo te faltar, tenha uma atitude firme. Seja persistente, ouse!..
É importante é saber que a palavra ‘sorte’ tem um período de vida curto naquilo que se vive. Mas, a palavra ‘determinação’ é algo que nos ensina ser diferente. Há quem olhe para nós, e pense que somos ‘afortunados’. Ledo engano!…às vezes, o que é mais determinantes em nossas vidas vem sempre revestido de determinação e persistência. É assim que aprendemos a nos lapidar…verdadeiramente.
Leia. Quem ler não contempla só a poesia. O ato de ler faz com que as nossas retinas contemplem a descoberta da realidade .
A realidade que tantas vezes é opressora, acaba ficando refém do conhecimento. Há quem diga por exemplo, que o ato de ler deixa os nossos olhos doente…
Tem o que se considerar nessa colocação. porém é um privilégio sermos herdeiros do conhecimento. Penso que talvez, o nosso maior legado seja a consciência. Só através dela é possível o autorreconhecimeto, bem como, a verdade como mecanismo que serve para a construção dos nossos próprios caminhos. Um ser consciente sempre vive dispostos a juntar-se aqueles que destroem a ignorância, aqueles que de forma humanizados ajuda outras pessoas a identificar a sua própria realidade. A consciência é a essência do próprio homem.
Quem ler…cria…transforma, supera todas as contradições.
Diante desse momento emblemático que o mundo vive por conta da Pandemia do Coronavirus, onde se observa fomentar importantes discussões acerca de questões relacionadas a prevenção, o cuidado e tudo aquilo que o brasileiro precisa fazer para conseguir atravessar essa realidade que é delicada e ao mesmo tempo comprometedora, e que portanto, mais do que nunca precisa da compreensão das pessoas, muitas têm optado pela a indiferença. É isso mesmo, a palavra é indiferença. Aqui, é possível se deparar com a falta de consciência por parte de alguns.
[…] como se define um gesto com essas características? Jogar máscaras em locais públicos ou mesmo nos corredores de hospitais tem se tornado uma cena comum. Agora Pergunto eu: é essa a atitude de um cidadão politizado? É natural que uma sociedade possa avançar dessa maneira? Quantas mortes temos por causa de Coronavirus no Brasil? Muitas, o assunto é delicado, portanto, merece consciência.
Assim, é possível replicar uma frase que anda circulando nas redes sociais. Eis a pergunta: ” O brasileiro se tornará uma pessoa melhor após a pandemia?” Levando em consideração essas atitudes é impossível. O vírus chegou de surpresa e revelou ainda mais os nossos problemas. É uma situação para se pensar, sem dúvida. Todavia, faz-se necessário, considerar dentre outras faltas o nível cultural ao qual se vive. Se você não tem consciência que lixo não deve ser jogado em via pública, quanto mais o grau de comprometimento desse problema causado pelo Coronavirus. É uma questão séria, inclusive demanda ajuda do governo que tem ignorado tal realidade. Quanto ao brasileiro, esse deveria tomar a iniciativa por si próprio, tentar ao máximo se proteger e não expor o outro ao risco de contaminação.
Há de se destacar ainda, o fato de muitas pessoas estarem lutando pela vida no leito de um hospital, enquanto outras preferem tratá-las indiferentemente. Primeiro, vem as suas posições, depois o direito do outro!..
Se de fato a discussão acerca dessa situação não passa de um problema imaginário para alguns, sobretudo em razão de ser visto por parte da população como algo sem valor, parece que a viver não tem importância para uma sociedade que oras, trava uma briga de fato, pela VIDA. Oras, abre mão do direito de viver. Não parece contraditório? E é, a diferença é que uns não têm a opção entre escolher viver e morrer, já outros tem todos os mecanismos de escolha e simplesmente…deixa de se importar com asua saúde e a dos outros.
A mensagem que ficar aqui é: consciência. Procure ser uma pessoa atualizada. Enfrente esse problema da melhor maneira possível. Proteja-se, e ofereça essa proteção também ao outro. A falta dela custa cara a todos nós. Não queira ser mais uma vítima. Não faça parte dessa triste estatística.
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