Sorte

“Não importa o que a vida fez de você, mas o que você, fez como o que fizeram de você.”

Jean-Paul Sartre.

Essa frase do Sarte e marcante, portanto, vale a reflexão que podemos fazer a partir dela.

Todos nós vivemos as nossas angústias, dores, lamúrias associadas as experiências negativas. A verdade é que todos nós, temos história e ” estorias” para contar. Felizes ou não, ao longo dos anos, vamos colecionando muitas experiências.

Muitas bem-sucedidas, com final feliz. Geralmente, dentro dessas histórias, se atinge objetivos que torna a nossa vida mais mais ou menos eficaz. Já algumas, nós não logramos êxito. E dessas experiências negativas fica somente a consciência de que precisamos melhorar. Eu disse ” melhorar”. Algo que sugere esforço, dedicação ali no último grau do que você pretende alcançar. Todo fracasso ele tem uma espécie de convite. É como se a vida dando uma pausa, dissessse a nós mesmos: ” Faça de novo “.

O que é o novo? É o motivo que te faz levantar da cama, pensar na sua própria existência, na busca por algo que faz a sua vida valer a pena. Em outras, é a razão do seu esforço, mesmo quando se sentes cansado ( a). O novo nada mais é do ‘o remendo do tempo’, naquilo que um dia foi importante pra você, mas que não surtiu efeito, ou seja,é o ‘velho’. Só que agora, ele precisa ser tecido com fibras novas para funcionar.

Há pessoas que quando realizadas, elas costumam atribuir valor aos seus feitos com mania de grandiosidade. Assim como existem pessoas humildes, que mesmo assumindo posições importantes, não se deixar cair na vaidade. Da mesma forma, existem aquelas que não sabem lidar com os seus fracassos, é o ser humano. Muitas inclusive, atribuem culpa do insucesso aos outros. Elas reparam o erro como se fosse da outra pessoa e não da sua falta de preparo. Brigam por mal-estar entendidos. Criam situações vexatorias, ofendem, e no fundo se sentem injustiçadas.

Vamos procurar encontrar a nossa ” pérola” perdida no meio disso tudo? Ora, existem situações que por mais que você der o melhor de si, a coisa não anda mesmo. E não adianta jogar para os outros parte da responsabilidade que nem sempre cabe a eles. Às vezes, não acontece porque não é pra ser. Não é culpa sua, nem de ninguém. Às vezes, os nossos sentimentos, chama a atenção para uma realidade que não pode ser modificada. Então, tire esse peso, essa coisa negativa de dentro de você. Muitos mal-entendidos acontecem dentro de nós por conta da interpretação errada que fazemos.

Não adianta lamentar pelas coisas que não deram certo. Não atribua valor a quem fez ou deixou de fazer por você. Isso só cria condições para criarmos uma consciência negativa de nós mesmos.

O ser humano é cheio de imperfeição. Um dia você vai ser completo e no noutro, não. Se houver exageros, digo… se de fato, o outro lhe causar um dano interior, deixa que isso fique no passado.

” Não importa o que a vida fez de você, mas o que você é capaz de fazer com o que tem nas mãos…”

O que vale é a posição que você assume em face da vida, em face do que resta desta. E nesse caso, lamentar não ajuda. Você deve ser uma pessoa coerente consigo mesma. Ter consciência do que pode fazer. E aí, eu não sei como você define sorte. Será que para alcançar algo que eu quero, sei lá, uma posição no trabalho, uma viagem, ou ainda qualquer situação favorável que eu consiga pelo meu próprio mérito, é sorte? Ou a palavra correta para isso é esforço? Eu entendo como esforço. Por isso, rejeite a idéia de sorte. Tudo o que buscamos, não vem por sorte, mas por sabermos nos movimentar em direção ao queremos. Evite medir esforço com comparações que não faz sentido, coisas como destino, azar, sorte e situações do tipo. Para de olhar para o lado e achar que ” a grama do vizinho é mais verde que a sua”. Dedique-se mais aos seus objetivos. Tenha consciência de que é você quem tem que melhorar. Neste caso sim, quando vierem os resultados, é a sorte lhe sorrindo.

[…]

Marii Freire Pereira

Imagem: Pheromones/ Instagram

Santarém, Pá 11 de agosto de 2020

Cecília Meireles

” A vida só é possível se reinventada…”

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Marii Freire Pereira

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Imagem: Pinterest. – Zen> WabiSadi< Zen

Santarém, Pá 11 de agosto de de 2020

Virginia Woolf

“Eu me lembro que um dia acordei de manhã e havia uma sensação de possibilidade. Sabe esse sentimento? É eu me lembro de ter pensado: este é o início da felicidade. E aqui que ela começa. Nunca me ocorreu que não era o começo. Era a felicidade. Era o momento. Aquele exato momento. “

Pensador.com

Marii Freire Pereira

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Imagem: Pinterest. Preta Jones

Santarém, Pá 11 de agosto de 2020

Hilda Hilst

” Vontade de não dar sentido algum às coisas, às palavras e a própria vida. Assim como é a vida na realidade de ausente de sentido. “

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Marii Freire Pereira.

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Imagem: Pinterest. – Zen>WabiSadi<Zen

Santarém, Pá 11 de agosto de 2020

Carlos Drummond de Andrade

” Trazias nos olhos pensativos

a bruma da renúncia:

não queria a vida plena,

tinhas o prévio desencanto das uniões para toda a vida,

não pedias nada,

não reclamavas teu quinhão de luz.

E deslizavas em ritmo gratuito de ciranda…”

Carlos Drummond de Andrade. Amar se Aprende Amando. Textos Selecionados. Editora Nova Cultural. São Paulo, 1990

Marii Freire Pereira

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Imagem: Emi Okada

Santarém, Pá 11 de agosto de 2020

Frank Sinatra

Me faça voar até a lua

Deixe-me brincar entre as estrelas

Deixe-me ver como é a primavera

Em Júpiter e Marte

Em outras palavras, baby me beije

Encha meu coração com música e deixe-me cantar para sempre

Você é tudo o que desejo

Tudo que eu adoro e adoro

Em outras palavras, por favor seja verdadeiro

Em outras palavras te amo

Encha o meu coração com música

Deixe-me cantar para sempre

Você é tudo que desejo, tudo que adoro e adoro

Em outras palavras, por favor, seja verdadeiro

Em outras palavras

eu te amo

Frank Sinatra. FLY ME TO THE MOON ( Me Leve Para Lua)

Composição: Bart Howard

Fonte: LyricFind.

Marii Freire Pereira

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Imagem: Pinterest. David Sommers

Santarém, Pá 10 de agosto de 2020

Ferreira Gullar

” No mundo há muitas armadilhas

e o que é armadilha pode ser refúgio

e o que é refúgio pode ser armadilha

Tua janela por exemplo

Aberta para o céu

É uma estrela a te dizer que o homem é nada

ou a manhã espumando na praia

a bater antes de Cabral, antes de Troia

( há quatro séculos Tomás Bequimão

tomou a cidade, criou uma milícia popular

e depois foi traído, preso, enforcado)

No mundo há muitas armadilhas

e muitas bocas a te dizer

que a vida é pouca

que a vida é louca

E por que não a Bomba? te perguntam.

Por que não a Bomba para acabar com tudo,

já que a vida é louca?”

Ferreira Gullar. No mundo há muitas armadilhas.

culturagenial.com

Marii Freire Pereira

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Imagem: Pinterest. Topknots and Perld Blog/ Nicole Howden

Santarém, Pá 10 de agosto de 2020

Santa Rita Durão

” Bárbaro ( a bela diz:) tigre e não homem…

Porém o tigre, por cruel que brame,

Acha forças amor, que enfim o domem;

Só a ti não domou, por mais que eu te ame.

Fúrias, raios, coriscos, que o ar consomem,

Como não consumis aquele infame?

Mas paga tanto amor com tédio e asco…

Ah! que corisco és tu…raio…penhasco!

………………………………………………………….

Tão jura ingratidão menos sentira

E esse fado cruel doce me fora.

Se o meu despeito triunfar não vira

Essa indigna, essa infame, essa traidora.

Por serva, por escrava, te seguira.

Se não temer de chamar senhora

A vil Paraguaçu, que, sem que o creia,

Sobre ser- me inferior, é néscia e feia.

Enfim, tens coração de ver- me aflita,

Flutuar, moribunda, entre estas ondas;

Nem o passado amor teu peito incita

A um aí somente, com que aos meus respondas.

Bárbaro, se esta fé teu peito irrita,

( Disse, vendo- o fugir) ah! Não te escondas

Dispara sobre mim teu cruel raio…”

( Santa Rita Durão. In: Hernâni Cidade. Santa Rita Durão. Rio de Janeiro: Agir, 1957.p.87-8)

Literatura brasileira: William Cereja e Thereza Cochar. São Paulo, 2013

Marii Freire Pereira.

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Imagem: Mariãngela Haddad. Arquivo pessoal

Santarém, Pá 10 de agosto de 2020

Amor próprio

Quando se fala em amor próprio, muitas mulheres costumam confundir o conceito de amor próprio com situações que nem sempre acabam correspondendo com a posição que queremos passar de nós mesmos, para as outras pessoas.

É comum, muitas mulheres tentar associar a idéia de amor próprio com visibilidade, com características inclusive, que desperta o lado da libido, ou seja, o mais profundo do ser humano. E não é exatamente, essa a idéia que define amor próprio.

O conceito de amor próprio é voltado a valorização interior, necessariamente, não se trata da uma característica marcante feminima no sentido de provocar, ou seja, não está ligada a vulgarização da mulher, como por exemplo, vestir uma roupa provocante. Roupa provocante deve ser vestida perante uma situação que pede essa roupa. Essa questão da interpretação equivocada é que leva essa mulher criar a imagem errada dela própria. Às vezes, para dizer que está bem consigo mesma, ela comete exageros que ao invés de ter um resultado positivo, acaba por escancarar que algo tem lhe incomodado . Isso pode ser resultado de angústia, de dor, de uma situação que não ficou bem resolvida, então na tentativa de encontrar uma solução para o que sente, ela apela para esse tipo de artifício. Como isso acontece? Essa interpretação errada que grande parte das mulheres têm, às vezes, começa errada lá atrás, digo com a concepção de que a mulher para ter uma imagem firme e significativa dela própria, deva produzir uma resposta provocativa ‘dela em relação à ela mesma’, e em relação a outras pessoas.

Normalmente, muitas procuram trabalhar o lado externo, ou seja, vestem roupas provocantes, coisa que nem sempre as deixam lindas. Já outras, quando estão diante de uma lente, cometem excessos, e assim por diante. Na verdade, oferecem a si mesmas, métodos inovadores, porém não obtém êxito. Algumas, até driblam o estresse, a sensação de perda, fracasso, as experiências negativas. Todavia, não ficam felizes por seus resultados, e por uma razão muito simples, a mente continua ingluenciada pelos problemas.

O problema é que essas mulheres, apesar de maquiadas, com roupas lindas, caríssimas, estão buscando o que? “Uma razão de viver” . É ou não é? Evidente que sim, só que esse acaba sendo um esforço sem sentido. Encontrar motivos para viver, não significa que você deve ” vender” uma idéia que não vai defini-lá por dentro. Você entende que, uma pessoa para agir dessa forma, ela está passando por momentos infelizes, e pior, criando condições para que outras pessoas processem essa informação a seu respeito. Veja, eu não estou recriminando a postura de ninguém, estou tentar dizer que isso vale a pena. Quando você quer de fato certificar alguma coisa para alguém, a primeira atitude que se tem é sair um pouco do meio das pessoas. É conseguir ficar sozinha para redescobrir os valores que te define. É criar condições para que o coração possa bater forte outra vez.

É procurar motivos para novas inspirações, novas idéias, ou seja, é procurar melhorar tudo aquilo que somos por dentro. A idéia de provocação, é algo que tem retorno, aliás tudo o que fazemos tem resposta. E não adianta negar, na maioria das vezes, nós, somos observadas pelo corpo. Só depois é que prestam atenção nas nossas idéias. Além do mais, se deseja consertar alguma coisa, é necessário que isso comece por dentro, e não por fora. Então, quando possível, fique bonita por dentro. Cuide bem de si, crie bons hábitos, modifique a sua rotina, saia e veja pessoas novas. Isso serve para elevar a autoestima de qualquer um. A partir do momento que você começa fazer coisas boas, a vida aos poucos, vai fluindo naturalmente.

Aproveite as oportunidades, porque elas tecem os momentos bons e ruins. E cada situação nos ensina algo novo. Aprenda com os momentos felizes, assim como aqueles que você precisa melhorar sem se desfazer da pessoa que você é. Amor próprio é gostar de si, em primeiro lugar.

Marii Freire Pereira

Imagem: Pinterest. Photography Tips for Beginners & Busines Blogging

Santarém, Pá 10 de agosto de 2020

Guillaume Apollinaire

” Doces figuras apunhaladas/ caros lábios floridos

…

Morrem melancolicamente/ Talvez já estejam mortos…”

Marii Freire Pereira

Literatura brasileira: William Cereja e Thereza Cochar. São Paulo, 2013

https://pensamentos.me/ VEM comigo!

Imagem: Pinterest. DevianArt

Santarém, Pá 10 de agosto de 2020