Amor próprio

Quando se fala em amor próprio, muitas mulheres costumam confundir o conceito de amor próprio com situações que nem sempre acabam correspondendo com a posição que queremos passar de nós mesmos, para as outras pessoas.

É comum, muitas mulheres tentar associar a idéia de amor próprio com visibilidade, com características inclusive, que desperta o lado da libido, ou seja, o mais profundo do ser humano. E não é exatamente, essa a idéia que define amor próprio.

O conceito de amor próprio é voltado a valorização interior, necessariamente, não se trata da uma característica marcante feminima no sentido de provocar, ou seja, não está ligada a vulgarização da mulher, como por exemplo, vestir uma roupa provocante. Roupa provocante deve ser vestida perante uma situação que pede essa roupa. Essa questão da interpretação equivocada é que leva essa mulher criar a imagem errada dela própria. Às vezes, para dizer que está bem consigo mesma, ela comete exageros que ao invés de ter um resultado positivo, acaba por escancarar que algo tem lhe incomodado . Isso pode ser resultado de angústia, de dor, de uma situação que não ficou bem resolvida, então na tentativa de encontrar uma solução para o que sente, ela apela para esse tipo de artifício. Como isso acontece? Essa interpretação errada que grande parte das mulheres têm, às vezes, começa errada lá atrás, digo com a concepção de que a mulher para ter uma imagem firme e significativa dela própria, deva produzir uma resposta provocativa ‘dela em relação à ela mesma’, e em relação a outras pessoas.

Normalmente, muitas procuram trabalhar o lado externo, ou seja, vestem roupas provocantes, coisa que nem sempre as deixam lindas. Já outras, quando estão diante de uma lente, cometem excessos, e assim por diante. Na verdade, oferecem a si mesmas, métodos inovadores, porém não obtém êxito. Algumas, até driblam o estresse, a sensação de perda, fracasso, as experiências negativas. Todavia, não ficam felizes por seus resultados, e por uma razão muito simples, a mente continua ingluenciada pelos problemas.

O problema é que essas mulheres, apesar de maquiadas, com roupas lindas, caríssimas, estão buscando o que? “Uma razão de viver” . É ou não é? Evidente que sim, só que esse acaba sendo um esforço sem sentido. Encontrar motivos para viver, não significa que você deve ” vender” uma idéia que não vai defini-lá por dentro. Você entende que, uma pessoa para agir dessa forma, ela está passando por momentos infelizes, e pior, criando condições para que outras pessoas processem essa informação a seu respeito. Veja, eu não estou recriminando a postura de ninguém, estou tentar dizer que isso vale a pena. Quando você quer de fato certificar alguma coisa para alguém, a primeira atitude que se tem é sair um pouco do meio das pessoas. É conseguir ficar sozinha para redescobrir os valores que te define. É criar condições para que o coração possa bater forte outra vez.

É procurar motivos para novas inspirações, novas idéias, ou seja, é procurar melhorar tudo aquilo que somos por dentro. A idéia de provocação, é algo que tem retorno, aliás tudo o que fazemos tem resposta. E não adianta negar, na maioria das vezes, nós, somos observadas pelo corpo. Só depois é que prestam atenção nas nossas idéias. Além do mais, se deseja consertar alguma coisa, é necessário que isso comece por dentro, e não por fora. Então, quando possível, fique bonita por dentro. Cuide bem de si, crie bons hábitos, modifique a sua rotina, saia e veja pessoas novas. Isso serve para elevar a autoestima de qualquer um. A partir do momento que você começa fazer coisas boas, a vida aos poucos, vai fluindo naturalmente.

Aproveite as oportunidades, porque elas tecem os momentos bons e ruins. E cada situação nos ensina algo novo. Aprenda com os momentos felizes, assim como aqueles que você precisa melhorar sem se desfazer da pessoa que você é. Amor próprio é gostar de si, em primeiro lugar.

Marii Freire Pereira

Imagem: Pinterest. Photography Tips for Beginners & Busines Blogging

Santarém, Pá 10 de agosto de 2020

Publicado por VEM comigo!

Bacharel em direito, cursando Pós-graduação em Direito Penal e Processo Penal.

Um comentário em “Amor próprio

  1. A expressão máxima do amor próprio é dada pelo cuidado que tenho comigo. Se me respeito, se sou capaz de olhar para cada momento de minha vida,compreendo a importância que isso tem pra mim, é lógico que me amo. Mas, se na primeira oportunidade quero expressar amor próprio de outra maneira, aí é preciso tomar cuidado nos excessos.
    “Amor próprio, não sobrevive de subterfúgios”.

    Pense nisso!..

    Marii Freire Pereira

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