Virginia Woolf

” A história da oposição dos homens à emancipação das mulheres é mais interessante talvez do que a história da própria emancipação. “

Virginia Woolf.

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Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 2 de setembro de 2020

Victor Hugo

“A vida não passa de uma oportunidade de encontro; só depois da morte se dá a junção; os corpos apenas têm o abraço, as almas têm o enlace. “

Victor Hugo

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Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 2 de setembro de 2020

Eça de Queiroz

[…]

O Romantismo era a apoteose do sentimento; o realismo é a autonomia do caráter. É a crítica do homem. É a arte que nos pinta a nossos próprios olhos – para nos conhecemos, para que saibamos se somos verdadeiros ou falsos, para condenarmos o que houve de mau na sociedade. “

Eça de Queiroz.

Literatura brasileira: William Cereja e Thereza Cochar. São Paulo, 2013

Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 2 de setembro de 2020

Almeida Garret

” Divino, eterno! – e suave

Ao mesmo tempo: mas grave

E de tão fatal poder,

Que, um só momento que a vi,

Queimar toda a alma senti…

Nem ficou mais meu ser,

Senão a cinza em que ardi.

Por ínvios caminhos

Cobertos de espinhos

Chegamos até aqui!

[…]

Almeida Garret. Seus olhos

Literatura brasileira: William Cereja e Thereza Cochar. São Paulo, 2013

Marii Freire Pereira

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Imagem: Marii Freire, Alter do Chão , Santarém.

Santarém, Pá 2 de setembro de 2020

Mario Quintana

Minha vida está nos meus poemas, meus poemas são eu mesmo, nunca escrevi uma vírgula que não fosse uma confissão. Nasci no rigor do inverno, temperatura: 1 grau; e ainda por cima prematuramente, o que Me deixa meio complexo, pois achava que não estava pronto.

Mario Quintana

https://www.revistabula.com

Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 1 de setembro de 2020

Manoel de Barros

” Fui criado no mato e aprendi a gostar das coisinhas do chão, antes que das coisas celestiais.”

Manoel de Barros.

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Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 1 de setembro de 2020

Flávio Venturini

” porque se chamava moço

Também se chamava estrada

Viagem de ventania

Nem lembra se olhou pra trás

Ao primeiro passo, aço, aço…

Porque se chamava homem

Também se chamavam sonhos

E sonhos não envelhecem

Em meio a tantos gazes

lacrimogenios

Ficam calmos, calmos, calmos

E lá se vai mais um dia

E basta contar compasso

e basta contar consigo

Que a chama não tem pavio

De Tudo se faz canção

E o coração

Na curva de rio, rio…

É lá se vai mais um dia …”

Flávio Venturini. Clube da Esquina II

Composição: Lô Borges/ Márcio Barges/ Milton Nascimento.

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Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 1 de setembro de 2020

Central do Brasil

Central do Brasil é um filme ” domesticado”. Eu poderia qualificar como excelente, o que não deixa de ser, porém, a palavra ” domesticado”, o define melhor. Na verdade, essa história relata a continuidade de muitas outras que consagraram o comportamento do brasileiro.

Fernanda Montenegro como sempre interpretou divinamente o papel de uma professora “frustrada ” com a vida, mas não menos honesta como o que já estamos acostumados a ouvir relatos. Ora, imagine, um país com vários contrastes, onde a desonestidade é um tema bastante presente nas relações, porque mostra o ‘ jeitinho brasileiro ‘, justificando a maneira de agir da população/ comportamento das pessoas. Isso, vimos mudar no decorrer do filme quando, o personagem da Fernanda deixou a idéia do dinheiro de lado e acolheu por afeição, a história do garoto. Talvez, por entender a necessidade que havia nela.

O fato é que a história narra situações de um país com uma população gigantesca, com caras e olhos diferenciados ( migrantes), dispersos entre si, porém ligados pelo passado ( sentimento de pertença), reivindicando os seus próprios direitos, e o mais importante que é a busca entre si, a consciência, o que une essas pessoas, e no fundo integra esse sentimento de família ( afetividade). O filme retrata muito bem nas cenas que vimos, são pessoas ‘analfabetas’, mas que têm o cuidado de manter essa relação viva através das cartas, que Ferndinha escrevia, mas não fazia com que as mesmas cheguem aos seus respectivos destinatários “malandragem “, como solução precária do povo brasileiro.

É o reflexo da sociedade na qual estamos inseridos. É por esse motivo que atribui a qualificação de ‘ domesticado’, porque relembra essa construção do lar, ou seja, algo contínuo. Além disso, existe outro fator importante que no caso, é o abandono. O abandono é uma situação tratada de forma sutil, mas de denuncia a falta de identificação de um lar composto por pai e mãe. Há um lar constituído por uma mãe e um filho, ou seja, o pai transforma-se numa figura ausente, forçando a mulher a assumir tal conduta, o que inclusive é comum hoje essa forma de entidade familiar.

Pela riqueza retratada no filme, vê-se os contrastes a ser considerados. Há muitas outras realidades que provocam a continuidade do que vivemos, como por exemplo- as desigualdades. O ambiente social, a questão da religiosidade, que sabemos que é uma forma dessa gente se sentir fortalecida. O empobrecimento moral e material. Muita coisa que nos une nesse imenso cordão umbilical, mas que de certa forma nos sustenta e mantém unidos conforme as nossas necessidades. Acredito O limite dar-se em relação a dispensa de coisas que não agrega valor a nossa vida. Todavia, o filme é muito bom. Caso não tenha assistido, aproveite para ler um pouco do Brasil nas telonas.

Acredito que o filme é um apelo decorrente de nossas ações.

Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 1 de setembro de 2020

João Cabral de Melo Neto

Como aceitar ir

No meu destino de mar,

Preferi essa estrada,

Para lá chegar

que dizem da ribeira

e a costa vai dar,

que deste mar cinza,

vai aumentar mar de mar

Preferi essa estrada

de muito dobrar,

Estrada segura

que não tem de errar

Pois é a que toda a gente

costuma tomar

( Na gente que regressa

sente-se cheiro de mar)).

João Cabral de Melo Neto

Pensador.com/ autor

Marii Freire Pereira

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Imagem:Pinterest. Dossiê João Cabral de Melo Neto. Revista 7 faces.

Santarém, Pá 1 de setembro de 2020

Gonzaguinha

Eu apenas queria que você soubesse

Que aquela alegria ainda está comigo

E que a minha ternura não ficou na estrada

Não ficou no tempo, presa na poeira

Eu apenas queria que você soubesse

Que está menina hoje é uma mulher

E que esta mulher é uma menina

Que colheu seu fruto, flor do seu caminho

Eu apenas queria dizer

A todo mundo que me gosta

Que, hoje, eu me gosto muito mais

Porque me entendo muito mais também

E que a atitude de recomeçar

é todo dia, toda hora

é se respeitar na sua força e fé

é se olhar bem fundo até o dedão do pé

Eu apenas queria que você soubesse

Que essa criança brinca nesta roda

E não teme o corte das novas feridas

Pois tem a saúde que aprendeu com a vida

Gonzaguinha. Eu Apenas Queria que Voe Soubesse.

Fonte: LyricFind

Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 31 de agosto de 2020