Cecília Meireles. Pequena canção da onda. ( Obra poética. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1987. p. 145) – Literatura brasileira: William Cereja e Thereza Cochar. São Paulo, 2013
Gosto de admirar o mínimo escondido no final do dia. Minha alma feminina se deixa seduzir pelo ministério daquilo que vence a crueldade, a morte, e a luta contra o nosso próprio destino.
De todas as reflexões do ser humano, nada é pior do que aquilo que não lhe permite dialogar conslogo mesmo. Ser indiferente a realidade rói o indivíduo por dentro. Melhor é saber contemplar os desfaces da maldade, mas ter nos olhos, a válvula de escape para a angústia e o tédio.
Definitivamente – isso não é viver iludido. É se manter de pé diante do que se precisa encarar. É não ceder ao sofrimento. Ser lúcido diante do mundo que mais nos distância do profundo, do que nos aproxima dele.
[…]
O homem só se interessa pelo aquilo que o transforma. E teimo em dizer ” o tempo é generoso”, para quem tem olhos de contemplação. Para quem percebe a riqueza nas coisas miúdas, e nas significativas reflexões que se faz a seu respeito.
Gosto dessa força presente nos traços da curiosidade, são linhas construídas numa desordem que serve exatamente para nos perdermos nelas. É a distração da vida, tão necessária quanto o ar que respiramos.
[…], você se retira do espetáculo? Eu me aposento diante dele!
” Não expressar tudo que se pensa; ouvir a todos mas falar com poucos; ser amistoso mas nunca ser vulgar, valorizar amigos testados mas não oferecer amizade a cada um que aparecer na sua frente; evitar qualquer briga, mas se for obrigado a entrar numa que os seus inimigos o temam; usar roupas de acordo com a sua renda sem nunca ser extravagante; não emprestar dinheiro a amigos; e por fim ser fiel a ti mesmo e jamais serás falso com ninguém. “
( Paulo Herique Brito. In: Italo Moriconi, org. Os cem melhores poemas brasileiros do século. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. P. 281) Literatura brasileira: William Cereja e Thereza Cochar. São Paulo, 2013
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