Carlos Drummond de Andrade em

” Ouro Preto, a se desprender

da sua história e circunstância,

é agora de ser de beleza,

completo em si, de teto imune

ao que inflinja o ser humano. “

Carlos Drummond de Andrade. Ouro Preto livre do tempo. ( Rio de Janeiro: Record, 1984) – Literatura brasileira: William Cereja e Thereza Cochar. São Paulo, 2013

Marii Freire Pereira

https://pensamentos.me/ VEM comigo!

Imagem: PPath Rus

Santarém, Pá 5 de outubro de 2020

Phil Collins

When I’m feeling blue

All I have to do

Is take a look at you

Then I’m not só blue

When you’re close to me

I can feel you heart beat

I can Heart you breathinhg

In my ear

Wouldn’t you agree?

Baby, you and me got a groovy King of love

Any time you want to

You can turn me on to

Anything you want to

Any time at all

When I kiss your lips

Ooh, I start to shiver

Can’t control the quivering inside

Wouldn’t you agree?

Baby, you and me got a groovy King of love

Ooh

When I’m feeling blue

All I have to do

Is take a look at you

Then I’m not só blue

When in your arms

Nothing seems to matter

My whole world can shatter

I don’t care

Wouldn’t you agree?

Baby, you and me got a groovy King of love

We got a groovy King of love

We got a groovy King of love

Ooh, ooh

We got a groovy King of love

Phil Collins. A Groovy Kind of Love.

Composição:Carole Bayer Sager/ Toni Wine

m.letras.mus.br

Marii Freire Pereira

https://pensamentos.me/ VEM comigo!

Imagem: pt.m.Wikipédia.org

Santarém, Pá 4 de outubro de 2020

VEM comigo!

A vida é muito dura.

Para respirar,

Precisamos de um bocado de ilusão .

Doçura talvez,

Para garantir a anestesia

Que a alma precisa .

Somos passos numa longa travessia.

A maior volta que damos é por dentro. São os caminhos afetivos que nos interessa. Afinal, somos constituídos de carne, suor e sonhos. Estes, entranhados de dor!…

Atravessamos muros de dor, às vezes sem um único grito.

Dor seca,

Com passos de miséria

Suportamos o estupor

A alma fadigada,

As feridas,

A ignorância

O peso imenso

Daquilo que aos poucos, nos mata todos os dias.

É a vida cansando de nos ensinar

Aquilo que já deveríamos nascer sabendo.

No fundo, acho que sabemos.

Não fugimos,

Ainda que por vezes, a vida mostre o quão pesada é a realidade,

Cabe a nós, conciliar razão e emoção

Como “resposta para o equilíbrio que precisamos.”

Nada é doce, a não ser o gozo do por do sol.

Tímido e sutil.

Mas, com a temperatura ideal para transformar esse espaço num paraíso.

Marii Freire Pereira

https://pensamentos.me/ VEM comigo!

Imagem: Pinterest. Flickr. More lavender

Santarém, Pá 4 de outubro de 2020

Tom Jobim

” É preciso sobreviver para atingir a idade da realização, para ser feliz. Não vale sair antes do jogo terminar.”

Tom Jobim.

http://www.pensador.com

Marii Freire Pereira

https://pensamentos.me/ VEM comigo!

Imagem: Pinterest. ajanelaalaranjada.com

Santarém, Pá 4 de outubro de 2020

Djavan

” Valei-me, Deus é o fim do nosso amor

Perdoa, por favor

Eu sei que o erro aconteceu

Mas não sei o que fez

Tudo mudar de vez

Onde foi que eu errei?

Eu só sei que amei, que amei, que amei, que amei

Será talvez

Que minha ilusão

Foi dar meu coração

Com toda força pra essa moça

Me fazer feliz

E o destino não quis

Me ver como raiz

De uma flor de lis

E foi assim que eu vi

Nosso amor na poeira, na poeira

Morto na beleza fria de Maria

E o meu jardim da vida

Ressecou, morreu

Do pé que brotou Maria

Nem margarida nasceu…”

Djavan. Flor de Lis. Por – João Castilho.

Fonte: LyricFind

Compositores: Djavan Caetano Viana.

Marii Freire Pereira

https://pensamentos.me/ VEM comigo!

Imagem: google. G1.Globo.com

Santarém, Pá 4 outro de outubro de 2020

Pablo Neruda

Tem como falar de Amor e não tocar no nome de Ricardo Neftalí Reys Basoalto ou simplesmente: Pablo Neruda? Certamente, não. Esse escritor Chileno é maravilhoso. Sorte nossa, porque temos uma gama de grandes autores brasileiros, e a graça de ter nomes importantes de outras literaturas que agrega valor ao nosso conhecimento. Falar de sentimento é uma coisa incrível, e o amor é uma universal. Assim como nos sugere a nossa literatura, as outras literaturas tem grandes nomes que contribuíram com textos belíssimos. No caso de Neruda, existem poemas publicados em periódicos literários desde 1920. Veja que interessante, aos 13 anos, Neruda já contribuía como poeta jovem.

O pseudônimo de ” Pablo Neruda “, surgiu em homenagem ao poeta tchecoslovaco Jan Neruda. Dentro de suas atividades no Chile, ele estudou francês e pedagogia. Foi diplomata para o governo chileno. Em 1930 casou -se com Maria Hagenaar, mas separou-se anos mais tarde. Neruda publicou vários trabalhos, participou de manifestações politicas, teve alguns problemas por conta disso e, acabou vivendo clandestinamente em seu próprio país. Após esse episódio, ele publicou o livro Canto geral. Em 1945, conheceu Matilde. O escritor teve inúmeras publicações ao longo de sua carreira, inclusive poemas dedicados a Matilde.

Em 1971, Neruda recebeu “honraria máxima para um escritor, o Prêmio Nobel de Literatura “, devido a sua poesia.

Neruda morreu no Chile em 1973. Porém, o seu legado permanece agraciando o coração de todos nós.

Quero saber se você vem comigo

a não andar e não falar,

quero saber se ao fim alcançaremos

a incomunicação; por fim

ir com alguém a ver o ar puro,

a luz listrada do mar de cada dia

ou um objeto terrestre

e não ter nada que trocar

por fim, não introduzir mercadorias

como o faziam os colonizadores

trocando baralhinhos por silêncio.

Pago eu aqui por teu silêncio.

De acordo, eu te dou o meu

com um condição: não nos compreender. “

Pablo Neruda. [Quero Saber…], Últimos Poemas. Edição bilíngue. L& PMclassicosmodernos. Tradução: Luiz de Miranda. Portanto Alegre, 2018

Marii Freire Pereira

https:// pensamentos.me/ VEM comigo!

Imagem: autoral

Santarém, Pá 4 de outubro de 2020

Manuel Bandeira

Morrer

Morrer de corpo e de alma.

Completamente.

Morrer sem deixar o triste despejo da carne,

A exangue máscara de cera,

Cercada de flores,

Que apodrecerão – felizes!- num dia,

Banhada de lágrimas

Nascidas menos da saudade do que do espanto da morte.

Morrer sem deixar porventura uma alma errante…

A caminho do céu?

Mas que céu pode satisfazer teu sonho de céu?

Morrer sem deixar um sulco, um risco, uma sombra,

A lembrança de uma sombra

Em nenhum coração, em nenhum pensamento,

Em nenhuma epiderme.

Morrer tão completamente

Que um dia ao lerem o teu nome num papel

Perguntarem: ” Quem foi?…

Morrer maus completamente ainda,

Sem deixar sequer esse nome.

Manuel Bandeira. A Morte Absoluta.

escritas.org

Marii Freire Pereira

https:// pensamentos.me/ VEM comigo!

Imagem: Pinterest. Revista Prosa Verso é Arte.

Santarém, Pá 4 de outubro de 2020

Chico Buarque

” O meu amor tem um jeito manso que é só seu

E que me deixa louca quando me beija a boca

A minha pele toda fica arrepiada

E me beija com calma e fundo

Até minha’alma se sentir beijada

O meu amor tem um jeito manso que é só seu

Que rouba os meus sentidos, viola os meus ouvidos

Com tantos segredos lindos e indecentes

Depous brinca comigo, ri do meu umbigo

E me crava os dentes

Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz

Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz…”

Chico Buarque. O Meu Amor

m.letras.mus.br

Marii Freire Pereira

https://pensamentos.me/ VEM comigo!

Imagem: Pinterest. Last.fm

Santarém, Pá 4 de outubro de 2020

Gregório de Matos

[…]

Se basta a voz irar tanto pecado,

A abrandar-vos sobeja um só gemido

Que a mesma culpa que vos há ofendido,

Vos tem para o perdão lisonjeado

Se uma ovelha perdida é já cobrada

Glória tal e prazer tão repentino

Vos deu, como afirmais na sacra história”

Eu sou Senhor a ovelha desgarrada

Recobrai-a , e não quereis, pastor divino

Perder na vossa ovelha a vossa glória “

Gregório de Matos. Soneto a Nosso Senhor

http://www.soleitura.com.br

Marii Freire Pereira

https://pensamentos.me/ VEM comigo!

Imagem: Pinterest. Estão. Aleijadinho

Santarém, Pá 4 de outubro de 2020

José de Alencar

” Era uma expressão fria, pausada, inflexível, que jaspeava sua beleza, dando-lhe quase a gelidez da estátua. Mas, no lampejo de seus grandes olhos pardos brilhavam as irradiadiações da inteligência.”

José de Alencar. Senhora.

Literatura brasileira. William Cereja e Thereza Cochar. Atual editora. São Paulo, 2013

Marii Freire Pereira

https://pensamentos.me/ VEM comigo!

Imagem: Pinterest. Paulus Editora

Santarém, Pá 3 de outubro de 2020