A homossexualidade não pode ficar na obscuridade

Durante muito tempo a homossexualidade foi tratada como doença, o que cegou muitas pessoas que agiram com apetites de violência, e o resultado foi o sofrimento, perseguição e morte de muita gente.

Homossexualidade na História

O termo homossexualidade passou ter efeitos positivos quando este, rompeu a linha do medo e do preconceito, que foi alimentado pela ignorância durante séculos de sofrimento. Foi a partir disso que profissionais psiquiátricos, médicos e outros profissionais ligados à saúde, perceberam que era preciso argumentar em favor dessas pessoas. A ‘racionalidade era um fator que tornara a realidade vivida por essas pessoas um chão seguro’. Então, esses profissionais trouxeram a baila, a reflexão acerca da importância de tentar diminuir o sofrimento, bem como, as injustiças, e a violência sofrida por elas. Foram os traumas, os erros, as rejeições de todas as espécies, mortes muitas inclusive, com requinte de crueldade que fizeram com que esses profissionais pudessem emitir a sua opinião, bem como participar a sociedade a importância de rever determinados posicionamentos para que fosse possível corrigir os erros cultivados a séculos.

Uma experiência difícil, pois todos os debates foram polêmicos, porque a sociedade não aceitava, digamos que ‘não estava preparada’, para lidar com a situação. Todavia, se fazia necessário não construir mais argumentos, onde estes, pudessem ter resultados desastrosos. E assim, através da força do diálogo, consegui-se, ser mais coerente diante de idéias que apelavam para ouso da violência.

Por volta do século XIX, o homossexualismo era visto tanto pela igreja como pela ciência como uma anomalia. Então, a tentativa de corrigir esse problema era bater, violentar, castrar e matar muitas dessas pessoas. Além do repúdio, elas viviam inúmeras outras experiência difíceis. Se você notar ao longo de toda história, o que não faltam são exemplos de horror exaltados contra aqueles que não eram visto de maneira coerente pela sociedade. Havia uma tesão crítica, um exagero exacerbado da própria sociedade que queria corrigir o incorrigível. A homossexualidade nunca foi doença.

A história da homossexualidade é muito vasta, e ao tentar fazer um resgate histórico, tem-se inúmeras exemplos de perseguição a homens e mulheres que sofreram por conta da ignorância de uma sociedade com mente arcaica. Veja que há um relato de dor e sofrimento, ou seja, um descompasso, uma experiência dolorosa, inútil porque o número de pessoas que foram violentadas, mortas e desprezadas por não se encaixar dentro de padrão estabelecido como modelo a seguir, ou como a sociedade mesma pregava como o ‘certo’, colaborou para séculos de sofrimento. Havia muita perseguição. Talvez, a mais notória de todas, seja dada pela a Igreja Católica que só via o sexo como um ato de procriação. A idéia central pregada por ela era de um homem e uma mulher. Esses dois tinham que procriar. Mas não podia haver desvio desse pensamento, qualquer coisa que fosse contrário a isso, era entendido como pecado. Na verdade, a igreja tinha uma série de escritos que regulava a vida das pessoas ( comportamento). Mas, por compreender tamanho sofrimento, ela começou ali, cendendo em algumas situações. Entretanto, a via moral, sempre foi algo muito severo. A construção da igreja em relação a isto, era muito seguro. Não abria mão de sua visão crítica deforma alguma.

Vale destacar que dentro dos inúmeros exemplos na história da sexualidade, o homossexualismo sempre existiu. Seja em qualquer data , você verá como ele ocorreu em cada período. No Período Renascentista,por exemplo, ele teve nomes que ganharam destaque como o de Leonardo Da Vinci, Michelangelo, Shakespeare e outros.

No ano de 1993, a OMS ( Organização Mundial da Saúde, deixou de classificar o homossexualismo como doença. Porém, houve muita polêmica entorno da situação. Muitas pessoas viam como um desrespeito as famílias, ter que tolerar por exemplo, publicamente um casal formado por duas pessoas do mesmo sexo.

A sociedade não conseguiam recepcionar a idéia de que duas pessoas, dois homens, duas mulheres fossem vistos como um casal normal. Também pudera, porque passaram anos ouvindo todo tipo de construção carregada de colocações pejorativas. Mas, o problema não era só esse, a própria família dessas pessoas também não aceitavam. Quantos pais, quantas mães não expulsaram seus filhos de casa por não aceitá-los? Inúmeras, principalmente, pelo fato de serem influenciadas por tomar decisões morais ruins.

No ano de 1996, a Justiça do Rio Grande do Sul, deu um passo significativo em relação ao homossexualismo. As Varas Cíveis, passaram julgar ações decorrentes de uniões homoafetivas. Pode-se dizer que com isso, elas puderam ter o status de famílias.

Ainda falando do Sul, em 7 de agosto de 2002, a Maria Berenice Dias, passou trabalhar essa questão como uma relação baseada no afeto. Ela passou a dosar consciência e valor ao articular idéias baseadas nessa conduta, fido nesse comportamento que envolve a união entre duas pessoas do mesmo sexo.

Em 2006, conforme estabelece a Lei Maria da Penha, em seu artigo 2°, ela afirma que todos os direitos são resguardados independente da orientação sexual, etnia ou religião, e que além da mulher, eles se estendem também a travestis e transexuais.

No ano de 2011, o STF, de acordo com a ADI 4277 e ADPF 132 conforme decisão histórica foi dado a essas pessoas o direito de casar. Sem dúvida, um passo bastante significativo para uma vitória sobre séculos de luta e preconceito.

E em decisão recente a igreja católica representa pela pessoa de Francisco, implicou o óbvio, que nenhuma decisão moral acontece do vazio. Foi o que Francisco fez, ele considerou algumas necessidades ou “entraves” que durante anos a igreja criou que foi a perseguição severa a quem resolvia assumir publicamente um relacionamento com alguém do mesmo sexo. Hoje, podem além de viver juntas, constituir uma família. Aqui, necessariamente, não se trata de uma segunda decisão histórica, mas de um reparo a dor e o sofrimento de todas elas. Afinal, são pessoas dignas de respeito como qualquer outra pessoa.

Marii Freire Pereira

https://pensamentos.me/ VEM comigo!

Imagem: Pinterest. Cindy Lottes Photography.

Fonte: http://www.jurisway.org.br

Santarém, Pá 22 de outubro de 2020

Publicado por VEM comigo!

Bacharel em direito, cursando Pós-graduação em Direito Penal e Processo Penal.

4 comentários em “A homossexualidade não pode ficar na obscuridade

  1. Parabéns pela necessária matéria para a comunidade LGBT… É preciso mais destas para um maior apoio ao respeito às diferenças! Matéria rica em embasamentos e com uma essência respeitosa à comunidade.

    Estou acompanhando a reação do povo em relação a fala dele em favor da união homoafetiva, e é lamentável tanta gente que ainda nos coloca na fogueira, nos tendo como vermes. Mas também há muita gente que apoia e defende por realmente respeitar e entender que temos – todos nós seres humanos – o direito de viver as nossas escolhas

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    1. Muito bem, Cristiane gostei da sua contribuição. Parabéns. A sociedade precisa autoanalizar o que é verdadeiro e justo. O passado deixa uma resposta negativa em relação a esse assunto. Todavia, com a própria questão das mudanças culturais e sociais, aos poucos tem-se notado passos bastantes significativos nesse sentido.

      Curtido por 1 pessoa

    1. Não sabe o quanto me deixas feliz com o teor de suas palavras. Sim, para essas pessoas que foram e ainda são, perseguidas, tratadas na maioria das vezes sem nenhum valor, esse é um passo importante. E o bom é isso. É haver aos poucos, o amadurecimento da sociedade. Acredito que tudo começa pelo diálogo, pelo debate. Graças a esses profissionais preocupados com a situação, bem como a questão de todo sofrimento que essas pessoas viveram e vivem na sua maioria ao longo da história, é que eles lançaram essa questão para a sociedade refletir e disseram: ” olha, essa sua maneira de tratar fulano, não garante o direito que qualquer indivíduo tem…pense, reflita, veja se está agindo corretamente “. Com base nesse apelo todo é tudo caminhou para o desfecho que temos até aqui.

      Grata pela sua manifestação !

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