Virginia Woolf

” Que a mim pois seja dado saborear o momento, antes que ele se propague pelo restante do mundo!

Wirginia Woolf.

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Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 3 de novembro de 2020

Para encontrar a paz interior é preciso que haja a desconexão com o mundo lá fora

Muitas vezes estamos tão estressados, sem ânimo, com dor musculares, com pressa de chegar a algum lugar que na verdade, nem sabemos se teremos tempo para isso. Não é? Às vezes nessa tentativa louca, não diria louca, não é bem essa a palavra que define o que quero dizer, mas na pressa de chegar ao ponto desejado, de querer “alcançar o pico mais alto com as pontas do dedos”, é que nós, nos perdemos de nós mesmos.

Estando mal preparados, exigimos muito do corpo, e aí, este fica cansado, os músculos começam a travar. A saúde espiritual também fica dando pequenos sinais de alerta sobre o fato de você não está bem. E o que acontece? Você vai ficando debilitado na arte de sorrir, de apreciar as boas companhias, as paisagens, de fazer a escolha certa para preencher aquele momento da sua vida, não digo o posterior que era o que você se dedicava diariamente. Mas o momento de hoje, o agora. Você já reparou como o ser humano é assim? Ele tem muita pressa pra tudo. Mas se torna negligente com o principal: administrar a si mesmo, administrar o momento sagrado que é o presente, o momento que lhe define, isso nem todos conseguem.

Quantos de nós já não se viu centrado ( ativo demais) preparando projetos, pensando no resultado destes, às vezes, sem perceber que o irá receber será o vazio? Sim, porque a sorte, o que para muitos é visto como competência, é algo que você se dedica diariamente. Levanta cedo, investe, tem aquela disciplina religiosamente diária, mas o resultado não vem. Vem o inevitável que é o sofrimento, o desgate físico e mental. E isso, geralmente te causa duas coisa:

  1. Melancolia – você tenta sentir algum prazer em cima de tudo o que fez, mas, pelo fato daquilo só ter lembranças negativas, o sentimento verdadeiro do resultado daquela ação é a tristeza.
  2. Rancor – você ‘lambe as feridas ‘, porque a mente tem uma imagem deformada daquilo tudo que muitas vezes, foi até planejado minuciosamente, mas que não deu certo. E você fica à flor da pele e diz coisas duras para si mesmo, algo como: ” Eu fiz, me dediquei e o resultado não veio como planejado “. Quer um conselho? Pare um pouco, der um tempo pra você. Às vezes para continuar é preciso parar.

Você precisa parar! Precisa tentar diminuir o impacto das coisas negativa em sua vida. Precisa respirar para canalizar energia de qualidade. Corpo e mente, exigem isso.

Viver exige muita atenção, só que quase sempre, estamos tão apressados para enxergar os resultados que quando estes, vêm, eles nem sempre nos agrada. Viver é mostrar que gostamos mais de nós mesmos em primeiro lugar, mais do que de coisas materiais. Por isso, quando tudo está dando errado, isso também é um motivo para você observar aonde as falhas existem para poder consertar. Às vezes é preciso deixar passar as horas, os dias para que você possa se reestabelecer novamente tudo aquilo que precisa para ter o controle da situação.

Eu entendo que conversar ‘conviver com pessoas variadas’, gente reclamando o tempo inteiro, exigindo, se queixando, é você no meio daquilo tudo, tentando fazer o melhor é estressante. Há momentos na vida em que o ser humano vai a falência, não tem como negar. É preciso parar, descansar a mente, tomar fôlego para conseguir prosseguir a vida. É procurar se alinhar, estabelecer metas para que você consiga ser novamente quem era. E uma das atitudes saudáveis é sair do meio daquele ambiente que te prejudica.

Se você tem observado muito isso ao seu redor, no seu ambiente de trabalho, em casa, nas discussões com amigos, procure se afastar. Procure descansar, opte pela sua saúde, depois pela a dos outros. Deixe um pouco de lado, esse ambiente hostil. Vá respirar ar puro, porque aí sim, num momento posterior, você tem condições seguir adiante.

Procure ficar em silêncio, observe a vida acontecer devagar, sem muitos atritos consigo mesmo, veja o que há além da paisagem (…). Observe os detalhes de como a vida é construída…” é de degrau em degrau que se alcança passadas maiores, ou seja, níveis mais alto. Queira viver a vida de dentro para fora, é não o contrário. O pouco conquistado também significa muito.

Invista em idéias novas, mas, agora em coisas que façam você despertar para o interior, coisas que ajudem a fazer escolhas menos dolorosas, porque isso sim, vai fazer com que você saiba lidar melhor com o sofrimento e os desgastes por esse “pedaço de pão ” que se luta todos os dias.

Um grande beijo!

Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 3 de novembro de 2020

Clarice Lispector

Perdi alguma coisa que me era essencial, e que já não me é mais.

Não me é necessária, assim como se eu tivesse perdido uma terceira perna que até então me impossibilitava de andar mas que fazia de mim um tripé estável. Essa terceira perna eu perdi. E voltei a ter o que nunca tive: apenas duas pernas. Sei que somente com duas pernas é que posso caminhar. Mas, a ausência inútil de terceira me faz falta e me assusta, era ela que fazia de mim uma pessoa encontrável por mim mesma, e sem sequer precisar me procurar.

Estou desorganizada porque perdi o que não precisava? Nesta minha nova covardia, a covardia é o que de mais novo me aconteceu, é a minha maior aventura, essa minha covardia é um campo tão grande que só a grande coragem me leva a aceitá-la, na minha nova covardia, que é como acordar de manhã na casa de um estrangeiro, não sei se terei coragem de simplesmente ir.¹

Clarice Lispector. A Arte de Tocar O Inexpressivo. Como descobrir e apreciar os aspectos mais inovadores de sua obra/ Emilia Amaral. 1 ed. Faro Editorial. Barueri, 2017

Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 2 de novembro de 2020

Mario Quintana

” Eu moro em mim mesmo. Não faz mal que o quarto seja pequeno. É bom, assim tenho menos lugares para perder as minhas coisas.”

Mario Quintana.

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Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 2 de novembro de 2020

Saudade daqueles que se foram

Hoje é uma data especial! Especial porque guardamos em silêncio, no mais absoluto silêncio – uma espécie de sofrimento e ao mesmo tempo uma saudade gostosa, dolorida pela busca do olhar de quem procuramos e já não temos mais por perto. E aí, tudo o que a consciência nos diz é para que guardemos as certezas das coisas boas que quando fechamos os olhos sentimos saudades!…
É como se pudéssemos abrir uma janela, olhar até aonde os olhos podem alcançar e guardar ali por alguns segundos um tempo que permanece vivo (…). Às vezes dias, meses, anos, ou uma vida inteira. Não é engraçado? Mas eu entendo que saudade é uma ” busca pelo inicial”, um sentimento inspirado pelas lembranças que nos fazem editar esses momentos, na verdade, fragmentos daquilo que fomos ou tivemos de alguma forma
(…)
Do abraço na pele macia, porém enrugada, da mão no cabelo, da expressão ” vá tomar banho!”, do olhar de reprovação, da comida gostosa, do sorriso, das conversas intermináveis!…do que, ou de quem você sente saudade hoje? Do abraço de mãe que é confortável que nem cheiro de roupa lavada? Do pai que foi um exemplo de homem pra você? De um irmão, amigo?…quanta gente!
Se “a gente soubesse” a data que iria ficar sem eles, talvez…pudessemos aproveitar alguns segundos que agora nos incomoda, e faz com que, nos apeguemos as ‘cascas das lembranças’ para agradecer claro!…por essas pessoas de alguma forma, conseguir ter sido tão especial nessa pressa com que a vida é feita.
E hoje, não pela pela perda da morte, mas que nesse esforço maior de revelar beleza, acredito que por em primeiro lugar ter também conseguido ser pessoas generosas e nos mostrar o significado de grandeza.
[…]

Marii Freire.

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Santarém, Pá 2 de novembro de 2020

VEM comigo!

” A dor nos torna mais humanos.”

Marii Freire Pereira

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Imagem & criação: Marii Freire

Santarém, Pá 1 de novembro de 2020

Mário de Andrade

” Por muitos anos procurei-me a mim mesmo. Achei. Agora não me digam que ando à procura da originalidade, porque já descobri onde ela estava, pertence-me, é minha.”

Mário de Andrade. Literatura Comentada. Editora: Nova Cultural. Textos publicados sob licença de Carlos Augusto de Andrade Camargo. São Paulo, 1990

Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 1 de novembro de 2020

Violência contra a mulher

Se todo homem que batesse em mulher fosse preso, não teria cadeia nesse país capaz de comportar tantos agressores.
Não sou a favor de quem bate, agride ou mata uma mulher. Todavia, não basta trabalhar o problema da ” metade para o fim”. Mas, é interessante “observar a base”. É no início que se pode ensinar a criança a respeitar as meninas, colegas e irmãs. Pois é só a partir desse entendimento que ao crescer, esse jovem, e depois um homem, consequentemente, ele vai saber interpretar direito o que pode e o que não. Se ele crescer dentro de um ambiente, onde tudo lhe é permitido, certamente a falta de respeito não será só em relação às mulheres, mas em relação a todos. Agora, bateu ” vamos prender”. Bem, nesse caso, o problema caminha em outra direção.
Penso que não é por aí, viu!? Não defendo esse tipo de atitude, mas é bom que se tenha um certo esclarecimento sobre essa questão. O número de agressões registradas por mulheres, nem de longe chega perto das que sofrem caladas.
A agressão ocorre na maioria das vezes, “da porta pra dentro…”. Não basta prender, tem que ensinar o seu filho a não bater.

Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 1 de novembro de 2020

VEM comigo!

Tem beleza que importa por fora […] Que importa porque dependendo do que se queira mostrar, se atraí…

Materialismo, atraí inveja. Se você tem muita necessidade de mostrar bens como, carros, propriedades e outros, irá chamar atenção de um monte de gente que só vai querer ficar perto de você, pelo o que tem.

Se você quer chamar atenção para o sagrado, ensinará o valor silencioso da persistência, do entusiasmo, perseverança, do andar pelos caminhos internos […] pelo o que religiosamente abriga um sorriso daquela que pouco sabem gritar.

Se optar pelo silêncio, ensinará o caminho do conforto. Mas, também o da renúncia. É uma vida com poucos fundamentos, transformação.

Quer ver uma coisa bonita?

Ensine os caminhos da sabedoria. Esse tem uma beleza que não desbota […], nem ilude ninguém. É um caminho que nunca esgota qualquer crédito, busca ou necessidade.

As grandes companhias, digo, as extraordinárias, são aquelas que as pessoas olham para você e desejam ter o milagre da memória que você tem. Essa nunca nos provoca a necessidade de anulação de absolutamente nada.

O melhor legado que podemos deixar, é aquele que as pessoas podem enxergar e constatar que os nossos esforços serviram para a transformação daqueles vêm após nós (…). Que ao olhar para o que foi concebido, seja capaz de construir experiências extraordinárias, diferente da visão de muita gente iludida. Afinal, qual beleza você quer que as pessoas vejam refletida em você?

Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá. 1 de novembro de 2020

Adélia Prado

” Dor não tem nada a ver com amargura. Acho que tudo que acontece é feito pra gente aprender cada vez mais, e pra ensinar a gente a viver. Dobrável. Cada dia mais rica de humanidade. “

Adélia Prado

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Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 1 de novembro de 2020