” Os livros são a nossa maior herança cultural”.
Ler é prazeroso!”.
Marii Freire Pereira
https://pensamentos.me/ VEM comigo!
Imagem: Pinterest. Flickr/ Books & Spirals
Criação/ frase: Marii Freire Pereira
Santarém, Pá 10 de janeiro de 2021
” Os livros são a nossa maior herança cultural”.
Ler é prazeroso!”.
Marii Freire Pereira
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Criação/ frase: Marii Freire Pereira
Santarém, Pá 10 de janeiro de 2021

“Sempre que olho para as cousas e penso no que os [ homens pensam delas,
Rio como um regato que soa fresco numa pedra.
Porque o único sentido oculto das coisas cousas
É elas não terem sentido oculto nenhum. “
( Op. cit, p. 223)
Fernando Pessoa. Literatura brasileira. William Cereja e Thereza Cochar. 5 ed.reform. Atual. São Paulo, 2013
Marii Freire Pereira
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Imagem: Instagram/ Portugal- Passion.
Santarém, Pá 10 de janeiro de 2021

Meu cantinho predileto. Aqui é o lugar, onde se encontra beleza e harmonia, não com o mundo, mas com nós mesmos. Acredito que o maior interesse de quem se preocupa com a leitura não é encontrar a perfeição em nada, nem tão pouco procurar esse detalhe na figura humana, ou explorar outras formas para obter para si, as respostas que precisa para esclarecer suas dúvidas. Porém, tem um detalhe importante diante disso tudo que falei, que no caso, é exatamente, conseguir ter equilíbrio entre essas coisas que de alguma, não temos o domínio.
Eu acredito que a leitura é um vício bom. Parece estranho, pois quando se fala de vício, nenhum é visto como algo saudável. O que se sabe sobre eles é que, na sua maioria são prejudiciais ao ser humano. Mas, o que tenho a dizer sobre esse fato, é o seguinte: é necessário ter equilíbrio em tudo na vida, esse sem dúvida, é o ponto principal que nos faz ter condições de harmonizar as partes, digo as coisas que faltam claridade diante de nos ( dúvidas). Não sei o seu caso, mas talvez, seja uma situação relacionada as imperfeições humanas ou mesmo aquelas referentes a natureza, as quais não existe forma para entender . A verdade, é que o ser humano precisa desse ponto, onde ele não vá nem para um lado, nem para o outro, ou seja, não peque por excessos.
Acredito que o necessário para pausar um pouco tudo isso, é a reflexão. Quando lemos, vamos melhorando a forma de analisar as coisas, digo ‘aceitando-as’ com mais facilidade. Quanto mais elemento você consegue reunir, na verdade, agregar a seu favor, mais você amplia o conhecimento.
Ler é prazeroso, e aqui sim, eu consigo recorrer aos meus poemas prediletos, romances, atualidade. Combinar literatura com o que quiser, na verdade, integrar uma coisa a outra e, conseguir tirar os benefícios que preciso.
Você também pode fazer o mesmo, leia!..
Marii Freire Pereira
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Imagem ( Autoral)
Santarém, Pá 10 de janeiro de 2021

” Cuidado alcançar assim
O bem tão mal ordenado,
Fui mau, mas fui castigado.
Assim que, só para mim
Anda o mundo concertado.”
Luís de Camões. Ao desconcerto do mundo. ( Lírica, cit. p.90). Literatura brasileira. William Cereja e Thereza Cochar. 5 ed.reform. Atual. São Paulo, 2013
Marii Freire Pereira
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Imagem: Instagram/ moraemportugalof/ Lisboa.
Santarém, Pá 10 de janeiro de 2021

[…]
Recebe com simplicidade este presente do acaso.
Mereceste viver mais um ano.
Desejarias viver sempre e esgotar a borra dos séculos. “
Carlos Drummond de Andrade. Passagem de ano. A Rosa do Povo. Circulo do Livro. São Paulo, 1945
Marii Freire Pereira
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Imagem (Arquivo pessoal)
Santarém, Pá 10 de janeiro de 2021

” Eu queria pintar como o pássaro canta”.
Claude Monet.
Pensador.com
Marii Freire Pereira
Imagem & criação: Marii Freire Pereira
Santarém, Pá 9 de janeiro de 2021

Amigos, estava pensando aqui…
Que coisa triste é a realidade que estamos vivendo. Acho que estamos precisando ressignificar tudo aquilo que é fato hoje. Ora, que coisa triste, grande parte das pessoas vivem sem horizontes, sem consciência do que o país passa. Muitas não lêem, e parecem viver de acordo com as suas próprias virtudes, suas próprias verdades em comum.
Você escreve a respeito de literatura, parte não acolhe isso para si. Eu pergunto por que? Porque não são capazes de identificar o que aquilo quer dizer. Não sabem interpretar, logo não sabem ler, dialogar como que está aberto, ou seja, escrito.
A pós-modernidade, ela privilegia a imagem. Eu consigo fazer a leitura daquela imagem, então ” beleza”, nos comunicamos assim. É um diálogo rápido, mas que não sossega as nossas inquietações
Cultura gente, cultura é diálogo, se nos falta, como sobrevivemos ? Como vamos participar de debates? Como as pessoas irão participar de discussão que precisam estarem preparadas? Ninguém faz isso sem ler.
Cadê o Brasil diferente que nós queremos? Cadê aqueles que pintam de verde e amarelo as suas caras? É isso, digo ” a imagem ” que faz de nós brasileiros como grandes filósofos, psicólogos, e até os grandes ‘ Florestan Fernandes ” da vida? Será que melhoramos o país só reproduzindo o que os outros ” mastigam ” pra nós?
Não vamos ler o novo, a história que queremos contar, ela não se tornará real nem no imaginário, nem nos livros. Que juventude é essa que não se cerca de conhecimento, mas que vai as ruas gritar pedir por transformações, porém, que não têm capacidade de transformar seus gestos em ações? Se não mudarmos, não chegaremos a lugar nenhum. O conhecimento, a sabedoria, é a base de tudo. E, infelizmente, nos falta justamente ele para o Brasil, vencer tanta pequenez!…
O Brasil se transformou num país sem vocabulos. Ah, com licença, temos: ” queremos andar armados “. De preferência ” bem armados”. Só para você ter uma idéia, foram registradas em 2020, 180 mil armas. Vacinas? Contabiliza aí, para você encontrar um número exato.
A educação e a saúde, pergunto novamente, saímos ganhando ou perdendo? Depois do pau-Brasil, nos levaram tudo. Pátria de tantas raízes que quando se fala de progresso, a palavra soa como antiquado. Mas, o apetite dos vorazes tragam tudo o que vêem pela frente. O povo vive numa esculhambação doida”, como diria a senhora minha avó. Triste, observar tanta falta de ‘boa vontade’ daqueles que se [ quisessem], poderiam fazer mais por esse país.
Poucos livros, textos curtos, e a ignorância resplandece o nosso semblante.
” Gado”, índio e o homem que aceita a meio termo … tudo aquilo que compreende como conquista, como vantagem.
Marii Freire Pereira
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Santarém, Pá 9 de janeiro de 2021
” Pra fazer samba com beleza
É preciso um bocado de tristeza “.
Vinicius de Moraes. Samba de benção.
Composição: Vinícius de Moraes/ Baden Powell. Literatura brasileira. William Cereja e Thereza Cochar. 5 ed.reform. São Paulo, 2013
Marii Freire Pereira
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Imagem: pt.m.Wikipedia.org
Santarém, Pá 9 de janeiro de 2021

A literatura sempre fazendo esse papel de facilitadora, na verdade, nos ajudando a ter consciência de tudo, através dessa coisa transformadora que é a palavra, a arte e nesse caso, o cinema.
Aqui, a frase da peça Orfeu, onde o Cacá Diegues estava desenvolvo um belíssimo trabalhocom o Vinicius de Moraes, era uma nova adaptação voltada ao cinema. Mas, devido a morte de Vinicius interrompeu-se esse trabalho. É só em 1999, finalmente, foi que o cineasta conseguiu fazer o filme, e numa dessas, ele falou de ” Romeu e Julieta”. A história de amor que vence todas as barreiras e torna-se, na verdade, uma referência de paixão, inclusive torna-se capaz de alcançar até a imortalidade no imaginário humano.
Marii Freire Pereira: Literatura brasileira: Descendo ao inferno, por amor. William Cereja e Thereza Cochar. 5 ed.reform. São Paulo, 2013.
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Imagem: Pinterest. Lecturas MrDavidmore.
Criação: Marii Freire Pereira
Santarém, Pá 9 de janeiro de 2021

O Ariano Suassuna foi uma pessoa incrível. Acho que nas cousas que contava, ele acabava tendo um comportamento jovial, digamos que Ariano tinha uma conduta tipicamente de adolescente. Sabe aquela pessoa cujo o comportamento resulta em alegria, ligado a leveza da alma? Muito bem, é isso que estou tentando vos fazer compreender.
Todavia, vamos a pergunta novamente : por que que os ditos ” bons” morrem? Ora, alguns de vocês me diria assim, rapidamente ” os não bons” também […]. Sem dúvida! Vamos entrar na terra, onde Sancho é rei […]. Simplificar a vida não é uma das tarefas mais fáceis que temos, muita gente não consegue. Mas vê-la esvaindo-se é uma coisa que faz com que nos deparamos com o medo, com a sublimação da morte, algo que não aprendemos ainda decifrar.
Os mortos se aproximam, bebam, riem juntos, brigam, pode ser que sim, pode ser que não, ninguém foi até o outro lado e voltou para contar história! Ou foi? Os céticos, certamente não acreditam nessas tolices. Mas, e quanto a nós? digo: “eu e você?” Temos valores diferentes, crenças diferentes. Cada pessoa acredita no que quer. E apesar dessas diferenças, temos muita coisa em comum, temos medo da inutilidade. Sim ou não? Talvez!… até mais do que a morte. Queremos envenenar, mas donos de si, porque se dependentes dos outros, vamos ficar ali, esquecidos num canto qualquer, não é verdade?
Há quem veja a vida meio insossa, igual comida de hospital, sabe? Outros não, eles gostam da cor, da dor, do eco! Pois bem, é esse eco de vida que pergunto a vocês ” tem válido a pena, passar alguns dias por aqui?” Sim, porque amanhã ou depois, a gente se dissipa. Mas, como essa coisa do ” bom” funciona como um verdadeira medalha, ganha aquele que sobressai ao sofrimento. O que não se torna decadente, que faz das suas inquietações, o maior, ou o único motivo que lhe fez suportar a dor diante da vida.
O Ariano foi escolhido para falar exatamente sobre isso, sobre ” sobreviver “.
Eu adoro o discurso dele na posse da Academia Brasileira de letras, diz o seguinte:
” Posso dizer que, como escritor, eu sou, de certa forma, aquele mesmo menino que, perdendo pai assassinado no dia 9 de outubro de 1930, passou o resto da vida tentando protestar contra a sua morte através do que faço e do que escrevo, oferecendo-lhe esta precária compensação, e ao mesmo tempo, buscando recuperar sua imagem, através da lembrança, dos depoimentos dos outros, das palavras que pai deixou”.
Ariano Suassuna. 9 de agosto de 1990.

Bárbaro! Pode demorar para alguns entender, mas saber interpretar essas palavras é o que nos faz, dentre as muitas coisas admirá-lo. Um gigante da nossa literatura.
Ariano nos arrasta para dentro de nós! é quase um convite para explorar a nossa própria condição para chegar as nossas verdades de fato.
Os ” bons” Ariano, estes não morrem, eles têm permanecia concreta em suas obras, pois são capazes de atravessar o tempo e permanecer vivos em cada capítulo. Quanto a nós, vivemos nas boas lembranças daqueles que por um determinado período nos guardam em memória.
” A vida é um fragmento que vai se dissipando lentamente ” até ganhar forma em outros sonhos, em outras atitudes generosas. Portanto, é através desse gesto que sobrevivemos ao próprio fim.
Marii Freire Pereira
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Imagem: Pinterest: Ariano Suassuna/ TODA MATÉRIA.
Santarém, Pá 9 de janeiro de 2021
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