A definição de Epicuro a respeito de felicidade é que esta, ganha consistência nas sensações mais simples. Não é que às vezes a ” quantidade ” não possa ser uma forma que também venha defina o sentido de felicidade. Mas, é que nós, podemos ser felizes [ ainda] que dentro do significado de simplicidade. Epicuro afirma ” Feliz é aquele que não depende do muito para descobrir que pode receber tanta sensação boa ( ser feliz) no pouco”.
Nós, vemos tantas pessoas tentando definir o que é felicidade, e eu pergunto a você: o que é felicidade, como você define essa palavra? Eu compreendo que felicidade é um conjunto de sensações que sentimos. É um estado? É, não deixa de ser. A medida que somos estimulando, vamos aflorando cada sentimento que temos dentro de nós, e conforme os benefícios que temos, podemos medir o grau de importância que isso tem pra nossa vida. Eu posso ser feliz com o muito, assim como, também posso ser feliz com mínimo.
Na visão de muitas pessoas, o significado de felicidade é visto como conforto. Elas estão erradas? Não. E até vão chamar você de hipócrita, o que entendo como uma colocação errônea, porque para justificar isso, elas fazem uma outra pergunta : ‘se você tivesse dinheiro não faria o mesmo?’ Ou seja, não gastaria com o luxo, o conforto que ele pode pagar? É dessa forma que as pessoas justificam. Estou errada? Também não. Agora, eu posso ser feliz sem depender dessas coisas todas.
Se compreendo que felicidade é algo atrelado a qualidade, de fato, não darei importância para o conceito trabalhando logo acima. Quer dizer, eu não dependo de dinheiro para ser feliz. Há quem diga que dinheiro é bom para comércio, para fazer as coisas circularem. Todavia, tem quem entenda que dinheiro é a raiz de muitos problemas. Então, são conceitos e definições diferentes, mas que tem o seu grau de importância dentro desse pensamento, o que define muita coisa em relação a essa questão. Se a pessoa consegue ser feliz com o mínimo, certamente vai ser.
Felicidade é um estado de espírito, ‘oscila com muita frequência’. Não é algo permanente. Que bom se fosse. Mas nesse caso, não haveria esforço para alcancá-la. Talvez, não pela maioria. Uma vez que, muitos conseguissem, iriam ser felizes o resto da vida, o que não seria justo para todas as pessoas. O ideal é cada um lutar para conseguir aquilo que deseja, e de quebra viver essa tal…felicidade.
A criança precisa ser livre, se assim, a permitirem para que esta, tenha uma infância saudável. Ela precisa sentir o gosto das coisas simples, como o da chuva. Ah!, menino conhece a cor, a temperatura, densidade, digo se o volume de água é mais concentrado ou é uma chuva fininha, mas, que se agiganta nos seus ombros. Quem teve uma infância simples, porém, cheia de emoção, sabe que tudo o que falo aqui, é resultado de emoções genuínas, de coisas que fazem parte de nossas descobertas primárias.
Todo pequeno é otimista
Quando criança, temos a impressão que Deus sorri pra nós. Apesar de um ser superior, Ele deixa a capa da diferença de lado e brinca entre todas as crianças. Deus é humilde, cúmplice de nosso sorriso.
Espírito aventureiro
De bizarrices a desculpas esfarrapadas e até ‘uns bons puxões de orelha’, quem nunca levou? Eu por exemplo, lembro-me de uma aventura interessante. Meu primo, veio me visitar na casa de minha avó. Moleque correria pra todos os lugares. O danado inventou de subir num pé de mamão. Havia um galho muito carregado de frutos. Só que nesse mesmo galho, cresceu um segundo, e eu disse que seria arriscado ele subir porque se acontecesse algo, eu não tinha como ajudá-lo. Subiu, simplesmente subiu. Resultado, escorregou e ficou preso entre os dois galhos de modo que não tinha como sair. Eu puxei o menino de tudo quanto foi jeito, ele já chorava e não conseguia sair. Pedia para cortar o outro lado galho para que ele pudesse sair. Eu dizia, não posso, se eu fizer isso, minha vó me bate. E nós começamos a chorar juntos, porque eu não conseguia tirá -lo daquela situação, mas não tinha como, entende? Era preciso cortar, mas se assim eu fizesse, levava uma surra. Até que pedi ajuda para o meu tio, que era irmão de vovó, e ele cortou. Aí ficou tudo bem. Depois, demos boas risadas por conta disso, como estou sorrindo agora, recordando.
Inocência
O bom de ser criança é que nós, conseguimos sentir o gosto da Liberdade entre os dentes […]. Parece que é a melhor fase da vida. Criança não amarela, se joga na aventura, depois olha para o mundo e diz ” vivi”. Corre num desespero de poder ganhar do outro coleguinha. Às vezes tem só o mínimo, mas não reclama da vida, se contenta com o pouco. Se alegra quando ganha um presente, e nem precisa ser de marca não. Ele só tem que marcar o seu coração. O sorriso é uma marca própria das crianças, como são gostosos. De sorrisos escandalosos à empurrões, arranhões, até ‘a pereba de estimação!’, a gente não esquece. Sabe o que é curioso? Observar como o tempo passou. As escolhas são maravilhosas, os banhos de chuvas ‐ e você não tem ‘ estórias ‘ pra conta?
Amadureça, mas guarde o melhor do que viveu, a gente precisa enfrentar a poeira grossa que vem pela frente, mas aquela do passado, enquanto corríamos descalços, essa fica guardada na memória.
” Se o poeta fosse casto em seus costumes, os seus versos também o seriam. A pena é a língua da alma: como forem os conceitos que nela se conceberem, assim, serão os seus escritos “.
Morre lentamente o amor que não é recepcionado. O amor que não reúne o melhor de si, o amor que não capricha na conversa, que não faz uso de seu melhor argumento.
Morre lentamente o amor alimentado nas incompreensões, nas promessas que não passam de palavras.
Morre lentamente, aquele que não enxerga quem realmente somos.
Morre lentamente quem se recusa a ter consciência do quão grande são os nossos sonhos. Aqueles que não sonham conosco, não são dignos de nossa entrega, autenticidade e completude.
Provavelmente você tenha achado interessante tudo isso, não? Sim. Às vezes se acredita que estando apaixonado é a melhor coisa da vida, que ser feliz é fácil, não é? De fato, mas quando o amor que entregamos ao outro é verdadeiramente correspondido.
Uma vida sem amor, é terra árida. É importante ter alguém ao lado que nos ame, fortaleça, nos torne inclusive, uma versão melhor de nós mesmos. Porém, quando percebemos que esse amor é mais fruto da nossa imaginação do que do que um fato real, que esse homem que você coloca num pedestal não tem as qualidades que você o atribuiu, tardeamente compreende que ele não serve pra você. Amor que é amor, não precisa fazer esforço para tê-lo. Quem nos ama, busca nos surpreender de maneira espontânea, acredite: na maioria das vezes, em silêncio. Você vive essa forma de amor? Se a resposta for não, é hora de pensar: será que mereço receber migalhas?
O amor é barulhento, mas na sua forma autêntica é um barulho gostoso, não traz incômodo, não gera desgastes, não vive de ausências. Será que você tem dado amor pra pessoa certa? Se tem que mendigar carinho, tempo e reciprocidade, então isso não é amor.
A pior coisa do mundo é a pessoa colocar em dúvida os nossos sentimentos, porque você entrega as melhores coisas que tem a ela, mas em troca ganha a indiferença, as desculpas, o descuido do dia a dia. O maior benefício do amor é isso? Não, não é. O maior benefício do amor é a certeza de que essa pessoa estar com você, inteira em tudo.
Com o tempo a gente percebe que a segurança é o maior legado do amor. E junto a esse tempo, chega também a maturidade, essa sim, traz ganhos reais.
Com o tempo se aprende: quem fica, soma. Quem não quem, some e não traz certeza alguma. Fique atenta, não queira viver uma relação, onde você nao cabe, ou se cabe, sobrevive de pequenas migalhas.
Valorize-se. Não negocie o seu amor troca de sensações pela metade. O amor não é amor se você não vive os seus deleites. Amor é escolha, e o seu benefício é sempre unico: se sentir amado.
” A vida é feita de escolhas. Às vezes dá um passo a frente é um ato de coragem. Todavia, perde grandes oportunidades, aquele que não sabe identificar preciosidade das coisas”.
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