” As pessoas ficam procurando o amor como solução para todos os problemas quando, na realidade, o amor é a recompensa por você ter resolvido os seus problemas. ” Norman Mailer, citado por Martha Madeiros em ” Amor e Perseguição “.
Martha acrescentar ainda que “Temos a mania de achar que o amor é algo que se busca.
Buscamos o amor nos bares, buscamos amor na internet, buscamos o amor na parada de ônibus. Como num jogo de esconde-esconde, procuramos pelo amor que está oculto dentro das boates, nas salas de aula, nas platéias dos teatros. Ele certamente está por ali, você quase sentir o seu cheiro, precisa apenas descobrir- lo e agarrá-lo o mais rápido possível, pois, conforme se diz por aí, só o amor constrói, só o amor salva, só o amor traz felicidade.”
Martha Madeiros. O meu melhor: 100 crônicas de sucesso + inéditas. Editora Planeta do Brasil. São Paulo, 2019
A brutalidade da rocha, chama-nos a atenção por transformar em símbolo, aquele é dentre os homens, é considerado como o maior de todos os sentimento: o Amor.
É uma dádiva olhar para a vida e ela te olhar de volta com olhos nus. E você com a serenidade que deslumbra por dentro, receber com um riso o prazer que ela pode lhe dar.
Um segredo do sucesso dos homens, pelos menos, um que considero importante é a sua maneira de ouvir, é a audição. Tem quem saiba ouvir o silêncio e interpretar as suas necessidades. O silêncio nos afirma tanta coisa, às vezes até aquela explicação preciosíssima que gostaríamos de receber com cuidado. Silêncio é crédito que ganhamos sem muito forçar.
Há quem não goste do barulho ensurdecedor que o silêncio. Tem pessoas por exemplo, que fazem de tudo para quebrar a frieza desse momento. Para isso, se vive só, elas ligam a televisão, ou procura ouvir uma música para passar o tempo. Também existem aqueles que gostam desse silêncio profundo, da sensação estática, de querer buscar o que acalma a alma. O silêncio serve para isso, para nos acalmar, desviar olhos, na verdade, a agitação que continua dentro da gente por conta de acontecimentos que só nos dizem respeito. O silêncio é uma sensação suprema que como disse antes, nos faz buscar a serenidade.
A vida vez ou outra nos diz ” Dê cá!…” Você acha que pode fugir disso? Não pode. Ela sorrir pra você, sorrir ao contrário, te chama, pede a sua atenção, você na tentativa de ” enrolar” pode até disfarçar, e ela novamente diz : dê cá…
Vem! ‘Não tente ilude a minha vontade’. Quer afirmação mais direta? Às vezes funciona escapar de um castigo aqui, outro ali, mas no final, a danada vence! Acredite: não tira os olhos de nós. Então na tentativa de sair do alvoroço, nos acalmamos para aprender a sua lição. Éh!, infelizmente, se aprende assim, nessa nossa maneira particular de espiá-la. Sensação esquisita, mas todas as vezes que somos desonestos com ela, temos a impressão de nos tornarmos criança novamente. Você me pergunta por que? Porque do castigo, a gente não escapar. Você questiona até com Deus, mas vai ter que aprender a lição. Interessante isso, não?
De repente, a gente olha para o lado, olha em volta, essa que é a verdade, procurando encontrar com os olhos uma saída para de toda nossa indignação, e nos pegamos relendo esse amontoado de palavras […], e olhando para um mar de imaginação, tentando resgatar quem somos. Impacientes, sorrimos desejamos que tudo seja o contrário, mas como o silêncio é o nosso grande companheiro, a gente se mostra vagaroso, lendo a pessoa que somo, tirando os trunfos e os ressentimentos, ainda somos seres esperançosos de bons acontecimentos.
Cheirinho de café no ar. Diante dos olhos, a sedução que nos faz recordar as sucessões de horas amargas e doces da vida . Que Delícia de lembranças, nos oferece uma xícara de café.
Às vezes é uma sorte grande, ver correr o tempo. Esse é o único momento que não se contabiliza. O resto, não. A vida nos obriga, de certa forma, viver apressados. Isso desgasta- nos, impede de muitas vezes poder contemplar aquilo que sublinha o nosso silêncio. Mas um cafezinho, diminue tal distância.
[…]
aproveite o presente, tome um café e descansa dessa vida longa, as suas preocupações. Tudo neste mundo é um rascunho. Reconcilhia-te com os pequenos prazeres que por ora, lembra a casa paterna.
Olavo Bilac. Tercetos. ( Melhores poemas de Olavo Bilac. Seleção de Marisa Lajolo. 4 ed. São Paulo: Global, 2003. p.87-90). Literatura brasileira em diálogo com outras linguagens. William Cereja e Thereza Cochar. Atual. São Paulo, 2013
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