Curiosamente, eu acho importante discutir esse assunto. Hoje, acredito que a mulher já começa a discutir a sua própria história de uma maneira consciente. Mas é precoce dizer que ela pode ser autora da sua vida, de sua história sem interpretar corretamente, os séculos de opressão e negação de direitos de todas as espécies. Não possível consertar um erro gigante como esse. É possível melhorar dentro de nossas garantias. Todavia, sem esquecer do passado. Este, é sempre uma referência negativa para todas nós.
É sábido que a mulher não era unicamente preciosa pelo papel que desenvolvia na família, ela tinha outra outra importância que talvez, as que dizem que a mulher pode ser autora de sua história hoje, não estejam levando em consideração que é o fato, de não pensar. A sociedade tinha interesse, claro. Mas, não temos como por nos olhos uma venda para não enxergar toda uma história de negação de direitos. Veja, não era curioso que biologicamente, as mulheres eram inferiores aos homens? Augusto Comte, dizia que “a inclinação das mulheres de seu tempo para questões públicas era fruto da educação que recebiam”. O que inclusive, poderia ser mudado [ se quisessem]. Sim, muita coisa vem sendo ” mudado”. Não é um progresso que nos levou diretamente ao topo . Mas, nos projeta a lugares de destaques na sociedade hoje. Coisas que por direito, já deveríamos ter avançado bastante.
“Nós, ainda não somos autoras de nossas histórias “
Embora, muito se tenha avançado, hoje estamos em fase de discussão acerca daquilo que nos potencializa como mulher nessa jornada. Ora, em relação a violência por exemplo, nós mulheres, estamos discutindo esse assunto de forma ainda tímida. Como ainda tímida? A mulher pós- moderna, tem diariamente conseguido se expressar. A mulher fala, não têm mais aquela imagem apagada. Não, ela sabe dizer o que dói, o que machuca e de um jeito diferente do passado. A mulher que sofre violência, ela já consegue ir a uma delegacia e denunciar o seu agressor. É um progresso? Sem dúvida. Mas, as muitas dificuldades não param por aqui, existem muitas outras. Existe por exemplo, a falta de Leis que nos ofereça maior proteção. Em números de violência e assassinatos, a mulher é quem de fato, tem ocupado esses números negativos. Neste caso, não têm porque se vangloriar. Esse movimento em torno de conter a violência é algo muito bom, mas precisa melhorar.
A questão ligada aos avanços e retrocessos aos direito feminos, vai muito além de uma expectativa. Lá atrás, você vê que dentre muitos direitos que nos foram tirados, o voto era um deles. E hoje, eu te pergunto: ” quais são os que continuam sendo negados”. Essa é para você pensar. A condição por igualdade de direitos- é uma luta diária. Eu não consigo fechar os olhos para os nossos ganhos. Mas, também não acredito que sejamos capazes de finalizar todo um processo como esse, e escrever a nossa própria história. Eu vejo todo esse conjunto sendo construído, organizado dia após dia. A mulher [ ainda], luta para desempenhar boas funções. Mas, também não só isso, os próprios ideais… por querer se aperfeiçoar, ser capaz de exercer algo que tire o título daquilo que ela foi no passado que no caso, era “boa mãe”, boa …dona do lar. Então, como se diz ” ainda tem muito chão pela frente. Eu ainda não estou convencida de que algumas questões do passado, de fato, nos deixaram, pelo contrário, muitas nos acompanham. Entenda, eu não estou dizendo para você continuar se sentindo vítima. A questão é saber se posicionar dentro de uma sociedade que dita aonde é o papel dessa mulher.
Eu, Marii Freire creio que o crescimento que muitas contemplam, ainda deva demorar um pouco. Da missão de educar os filhos e zelar por lar, conseguimos desempenhar essa tarefa com sucesso. Todavia, a nossa missão é conseguir ir além. Para sermos autoras de nossa história, é preciso viver uma situação, onde podemos competir igualmente, do contrário, é utópico.
Todas podemos sonhar. Ninguém precisa se sentir vítima, porém, essa marca nunca poderemos apagar. É com base nela que devemos procurar o nosso norte.
Nós não precisamos nos sentir vítimas, nem pensar que chegamos ao topo. Acredito que a mulher hoje, ela pode dizer que é mais confiante. Todavia, essa confiança, volta-se a conquista pelo novo. A pretensão é sobre o novo. Não nos esqueçamos de situações mínimas vivida por todas nós. Olhemos para a forma de atuar do governo, as nossas reivindicações, as discussões que precisam ser validadas entre os avanços e retrocessos. Pense por exemplo, como seria uma sociedade, onde a mulher pudesse ser mais ativa.
” Toda a poesia – e a canção é uma poesia ajudada – reflete o que a alma não tem. Por isso a canção dos povostristes é alegre e a canção dos povos alegres é triste.”
Até que ponto um relacionamento pode ser considerado saudável? E quais os indícios que mostram que esse relacionamento adquiriu um perfil doentio, onde a sua relação com outro, caminha para uma dependência emocional, Você saberia dizer?
Bem, toda e qualquer relação para ser considerada saudável, ela precisa ter equilíbrio. É preciso haver amor, carinho, respeito e reciprocidade. Na verdade, fala-se em troca de interesses. É preciso haver uma troca mútua para existir o equilíbrio que se deseja. Um detalhe importante é observar o comportamento do seu parceiro (a) e descobrir quais as respostas você consegue conviver de maneira harmônica.
A pessoa que escolhemos para namorar ou mesmo viver uma relação sólida, um casamento por exemplo, deve ser aquela que vem para somar, ou seja, agragar valor a tudo aquilo que você deposita em relação a ela. Só que a questão é saber se você escolheu a pessoa certa. Uma pessoa muito ciumenta, certamente vai exigir uma conduta mais séria de sua parte, porque a insegurança dela, pode levar a relação a ruína. Aliás, o casal em si, deve desenvolver técnicas para trabalhar junto toda as dificuldades. O maior erro da relação, é um dos parceiros amar mais do que o outro. Um se dedicar mais do que aquele parceiro que deveria contabilizar os 50% da relação. Quando isso acontece, logo se percebe o desequilíbrio.
Nas relações, o que leva a dependência?
A dependência, ela tem o lado bom e lado ruim. Em geral, o que se entende por ruim, dar-se pela exigência de algo. Quer dizer, falta um detalhe na relação que vem sendo negligenciado. Isso faz com que surjam as exigências. Pode ser falta de atenção, de responsabilidade afetiva, amor, respeito e uma série de coisas que precisam ser trabalhadas. Mas, basicamente é a cobrança por algo. Quando uma pessoa sente que se doa sozinha, ela passa a exigir ou querer controlar o que a outra pessoa faz ou deixa de fazer. Neste caso, a situação se mostra como na imagem. A pessoa quer ter o domínio sobre o outro. É como se ele ou ela, se sentisse proprietário, dono dos desejos e das vontades do parceiro. Aí, tem um outro ponto interessante, porque começa os joguinhos emocionais para tentar chamar a atenção da pessoa que tem se mostrado ausente na relação que é chantagens emocionais, a manipulação com o intuito de controlar a outra pessoa.
Qual é a desvantagem da dependência emocional.
Primeiro, vamos deixar claro o seguinte: Qualquer relação sendo boa ou não, ela sempre vai ter um pouquinho de dependência emocional. Isso é natural. As pessoas procuram construir histórias sólidas baseadas no amor, coisas como, carinho, afeto e respeito como foi dito. Agora, a desvantagem é que quem é dependente emocionalmente de um amor, essa pessoa perde o rumo da própria vida. Ela deixa se enxergar as coisas corretas para buscar justificativas em exageros. A maior parte das justificativas não tem consistência, porque todas são baseadas na emoção. A pessoa pode exagerar por ciúmes com medo de perder o outro. Ou as vezes, nem é ciúmes, mas algo que faz jus a toda uma situação de sofrimento. É bom deixar claro que, amor não deve doer. Se dói, você tem que avaliar direito de onde vem esse incômodo. Caso seja possível, manter essa relação, que você tem maturidade o suficiente para levá-la a diante, do contrário, não se esforce tanto.
A dependência emocional tem um lado positivo?
Sem dúvida. A pessoa que é capaz de mostrar empatia, de se colocar no lugar do outro, sempre vai ser alguém com uma qualidade superior. A dependência emocional, como disse, ela não é tão ruim. Assim como, em qualquer situação, há um lado bom. A pessoa que tem dependência emocional, ainda que ela fique numa situação de desvantagem dentro do relacionamento, certamente, vai saber se comportar quando houver um momento de estresse, digo ” depois ” que o vendaval passar. Uma coisa é certa, ela não vai deixar de gostar de você. Diferente da pessoa que é totalmente independente. Os psicopatas agem dessa forma. Eles nunca irão demonstrar qualquer sofrimento por sua dor. É por isso que a dependência emocional também tem o seu lado bom, porque ainda que ‘a coisa toda’ venha desandar, a pessoa em algum momento vai refletir sobre aquele comportamento, sobre aquele gesto que gerou uma situação desagradável.
A eficiência, o sucesso dos relacionamentos exigem uma condução enxuta, genuína por parte das pessoa que compromete conforme suas promessas. Como sempre escrevo: ” relacionamento é a dois”. De nada adianta juras de amor e carinho, se os gestos se alongam desse movimento de dizer: ” ah, meu amor…eu te amo”, e na maior parte do tempo você sempre se como se não tivesse ninguém. Atitudes encantadoras dizem muito sobre nós, sobre a nossa preocupação e mais, a segurança que se deseja passar ao outro. O equilíbrio persite na resposta. Se dou amor, recebo amor. Coisa pouca, sempre causa uma dependência. Quanto mais duas pessoas conseguirem interagir de maneira saudável, mais chances a relação terá de ser recíproca , verdadeira. Sentiu que a coisa não não caminha do jeito que você quer, uma conversa séria pode ajudar. Não transfira a sua vida, as suas expectativas, as respostas dos seus sonhos pra ninguém. Na verdade, não dependa do outro pra nada. Entenda uma coisa: quem chega na nossa vida, vem para agregar, nunca para confundir. Os relacionamentos devem ser sempre produtivos e felizes.
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