“A mulher pós-moderna é uma mulher que aprendeu a falar, melhor: ‘expressar a sua opinião’, denunciar aquilo que vai de encontro aa suas regras pessoais. Então, pode-se dizer que ela é uma mulher empoderada “.
Marii Freire Pereira
Muito se ouve falar em empoderamento feminino, mas você sabe o que é ? O empoderamento tem uma relação estreita com o despertar, ou seja, é quando essa mulher demonstra de modo genuíno, o aumento de sua consciência em relação a uma série de situações, coisas como força, capacidade. Diz se que, o empoderamento tem relação com a confiança que ela tem em si mesma, ou seja é um ser autônoma. Essa mulher conhece os seus sentimentos e consegue exressá-los. Ela não se comporta como a mulher do passado que era um ‘ser sem voz’. Claro, a gente sabe que esse detalhe não sua culpa. Mas, a medida que a mulher vem conseguindo estreitar as diferenças, bem como, a questão dos próprios desafios, ela se tornou certamente, essa pessoa mais confiante.
Hoje a mulher pós-moderna, consegue por exemplo, assumir uma posição de privilégio. Antes, não era isso que acontecia. O que ocorria era que essa mulher carregava consigo uma característica de humildade, de não saber é, ou mesmo ter capacidade para tomar partido sobre certas decisões. E tudo isso acontecia porque dentre muitas coisas, elas tinham um conhecimento ” limitado”, algo que comprometia a sua capacidade é poder para atuar. A mulher para a sociedade era menos reflexiva. A ela não era dada a mesma capacidade de pensar como os homens. Veja, ‘não é pensar como homem’, é não ter a mesma capacidade de pensar é decidir como ele. Quem tinha poder de decidir, quem assumia posição de privilégio era o homem. O poder de decisão era dado a ele. Muitas tinham a sorte fadadas ao fracasso. A questão atrelada a mulher e a sua capacidade sempre foi negativa, fato. Uma coisa que me incomoda bastante é saber se elas mereciam esse descrédito, essa falta de importância toda para serem ignoradas. Ou de repente, se tudo isso foi só uma estratégia masculina para manter o domínio sobre estas. A verdade é que se trabalha sempre a segunda opção, que é domínio, lógico. Durante séculos a educação foi um mecanismo de defesa negado a mulher, porque não se desejava o seu êxito. Como muitos, por exemplo, vêem até com um certo desprezo a questão as lutas femininas. O homem não deseja admitir, não todos, obviamente. Mas existe uma parcela que resiste com muita força a questão da reivindicação por direitos iguais. Isso tem sido uma briga diária.
O empoderamento da mulher, fez com que ela ganhasse lugar de destaque em diferentes situações. A mulher com autoconhecimento, a mulher que tem respeito por si mesma, ela encontra o caminho perdido para os fatos que tem importância em sua vida.
Se a consciência nos torna humanos, eu avalio que existem traços de imperfeições infinitamente incorrigíveis, porque nada [ re]constrói tudo aquilo que nos foi retirados. O empoderamento da mulher, ele tem relação com esse despertar. ‘Malandragem’ é querer justificar com ” essencia”. Claro, nunca vamos perder a essência porque somos mulheres. Mas, o meu foco aqui, não se tratar de ” cativar” novamente essa mulher dentro do modelo de fragilidade é sim mostrar que ela é um ser capaz.
” O nosso maior tesouro é o conhecimento. Só ele nos aponta um norte. Se existe algo que nos torna humanos é a mente. Esta, quando bem trabalhada consegue produzir excelentes resultados. “
Sabedoria é impedir que os outros assassinam as coisas boas que há em nós. Ninguém sonha em vão. Se você sonha, e além desses sonhos, tem capacidade, assim como qualificação, bem como, a vontade de levar adiante, vá atrás […]. Torne verdade tudo aquilo que almeja. O desejo de que se tornem reais, é seu, só a ti pertence. Estes, só morrem, quando você desiste de lutar. A medida em que você luta, ou seja, não se rende em meio as dificuldades, e não os abandona, você é como um livro, faz as outras pessoas sonhar. Faz com que elas acreditem na sua força, na sua capacidade de mudar seu destino. Evidente, consertando os erros, todos conseguem.
A palavra tem o poder de transformar. A gente só deixa de incentivar, construir coisas boas ao outro, a medida que morremos. Por isso, seja o exemplo – para aqueles que busca inspiração em você. E, digo mais “em nenhum momento, duvide de sua capacidade”. Pois, agindo assim, nós conseguimos abrir brechas aos pensamentos daqueles que nos perturbam. Necessariamente, não na mesma proporção da maldade de quem não deseja o nosso insucesso, mas no sentido de vencer a palavra de negativação do outro.
“Pensamentos são como livros, se fechados, nenhum esultado. Mas se abertos… encontram o caminho da solução. “
O olhar de superioridade que o outro tem sobre você, não diz nada. Isso é só um detalhe. Claro, pode causar problemas se deixar essa pessoa “lucrar” com isso. Agora, se por acaso, conseguires te firmar diante de seus esforços, quem dúvida do que disse, certamente é aquele que nunca faria nada por ti. Portanto, acredite em você.
A mulher vive num cenário cada vez mais comprometedor, pois com a chegada da Pandemia, a violência doméstica e familiar tornou-se um flagelo mais evidente nos lares brasileiros. A violência doméstica ganhou atenção muito maior no período de isolamento por seus resultados se tornarem muito mais impactante. É claro que os problemas relacionados à violência vem desde os primórdios, e o seu processo, desde essa época tem dizimado famílias inteiras, uma vez que compromete a saúde de todos.
O problema da violência doméstica tem que ser encarado como saúde pública, pois gera um alto impacto de falecimento e morte na população como um todo. O cenário de uma família que sofre violência domestica é sempre devastador. Apesar de termos conseguido nos organizar em muitas atividades, parece que você é em família para muitas mulheres é uma tarefa desafiadora.
É sabido que discutir a violência é um tema atual, porque ainda que tenhamos conseguido progredir em relação aos direitos femininos, a gente sabe que a mulher ainda, é tentada a se submeter as vontades do homem, e a que o desobedece, na maioria das vezes, essa mulher morre.
O que contribue para o alto índice de violência na Pandemia?
Eu diria que dentre os muitos fatores, o primeiro deles, e que considero como o maior de todos é a educação. Não é que o homem letrado não possa bater. Ele também age dessa maneira, mas um pouco menos, em relação por exemplo, ao quem tem baixa escolaridade ou nenhuma. O fator socioeconômico também é outro problema. As famílias que vivem em periferias, e que estão passando pela questão do desemprego, do álcool, das drogas, são pessoas que se tornam muito mais suscetíveis ao problema. Tanto o marido como namorado, eventualmente, esse homem se tornam mais agressor com a esposa, namorada ou companheira. Quanto maior for o fator de desequilíbrio, como a pobreza, fome, e a criminalidade mais complexa torna-se a situação.
Por que a mulher que é vítima da violência tem denunciado com menos frequência?
A mulher que é vítima de violência tem denunciado com menos frequência porque ela se sente intimidada com a presença desse homem no lar. Ele passando mais tempo dentro de casa, e sendo violento, ela tem menos possibilidade de fazer alguma coisa por medo.
O silêncio é um inimigo ?
Sem dúvida. Embora há quem diga que o silêncio salva. O silêncio ao meu entender, ele corroborar com o alto índice de mortes ( feminicídio). O Brasil ocupa hoje o 5° lugar no ranking mundial de mortes de mulheres. O isolamento social trouxe ainda mais essa preocupação aos lares brasileiros.
Segundo o metropoles.com, desde o início do ano, o Brasil registra, em média, 4 feminicidios por dia. Essa é uma realidade muito triste porque somada a outras situações, essas mulheres se calando ou não, acabam sendo responsabilizadas e criticadas pela violência que sofrem. É lamentável toda essa situação, e a gente não pode responsabilizar somente a mulher por isso. É preciso mudar também a questão da responsabilidade social.
A lei específica para a mortes de mulheres é importante?
Com certeza. Essas leis, na verdade, elas acabam por sistematizar a violência, principalmente a violência gênero. Mas, vale ressaltar que a lei precisa ser severa como um todo. Enquanto o homem puder debochar das brechas que encontrar para se defender, ele dificilmente terá algum respeito. O feminicídio é um qualificador . Matar por outras justificativas, nos faz entender que a morte dar-se por um motivo fútil, como uma briga, por exemplo. Mas, isso não justifica ceifar uma vida.
A violência contra a mulher, a violência doméstica em si, é algo que a sociedade precisa discutir cada vez mais, e reprovar essa prática, porque nada, nada mesmo justifica a morte de uma mulher. Nós precisamos [re]pensar soluções que ajudem diminuir o problema. A sociedade precisa acordar para essa realidade, e não aceitar. Sentar defronte da situação e não encontrar meios para ajudar a mulher a se defender, é também uma forma de ignorar os seus direitos.
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