Consideradas como a bússola das civilizações, falo em ( em termos de conhecimento), as bibliotecas são um norte a humanidade.
Ah, não há nada de mais poético, clássico e encantador do as bibliotecas. Elas são lindas e nos prendem como um carcere, onde o crime maior pelo qual se responde é se tornar menos ignorante. É um passeio gramatical que você faz entre diversas línguas, autores, temas, épocas diferentes da história. À moda antiga, ou atual, com cheirinho de ‘livro antigo’ pode representar sempre um bom convite para você alongar o passeio entre prateleiras diversas. Você gosta de livros? Prazer, ganhou uma amiga!
Quanto mais sábia é uma pessoa, mais atraente ela se torna, você não acha? Gente culta, carrega grande beleza. Pena que a sabedoria instiga, mas também há séculos passados, levou muita gente para a fogueira. Só pra você ter uma ideia, às vezes, um sábio tinha que engolir a própria ciência. A inteligência levou muita gente na Idade Média, principalmente,a sofrer de forma cruel. Como diria Monteiro Lobato:” os sabios tem sofrido séculos a fora…”. Um preço que se paga até os dias atuais por se atrever a tirar muitos de suas ignorâncias. Mas, voltando a nossa história, não queremos ninguém ” queimado vivo”, certo? Queremos pessoas que enxerguem além da beleza, o bom gosto de apreciar esses lugares que são de grande importância para a humanidade!
Celebremos a vida. Um brunde aos livros e aos sábios!
A violência contra a mulher é um problema antigo, e que faz parte de um sistema sociohistórico que sempre teve suas raízes profundas na intolerância, no ódio e discriminação. A violência de gênero é um assunto que tem discussão recente, e a sua interpretação faz-se necessário para encontrar caminhos que tentem minimizar esse problema social grave.
Quando se fala em violência contra as mulheres, sabemos que a misoginia , o machismo, assim como o ódio encontra-se submerso no modelo patriarcal. Portanto, não há novidade para um assunto velho. Hoje, a novidade é tentar buscar respostas para questões pretéritas, as quais sempre nos colocou hierarquicamente, numa posição inferior.
Quantas vezes, já não colocamos esse assunto em discussão? Inúmeras. É preciso trazer essa mulher de dentro de um quatro escuro, ou seja, do ‘ostracismo’, e dizer a ela o quanto é capaz. É necessário fazê-la acreditar na sua força e capacidade.
Quando você fala sobre violência, nasce de dentro de nós , um sentimento de injustiça. Injustiça maior por nos ter impedido de mostrar a nossa força e de assumir o nosso papel.
As desigualdades sociais e de gênero, ainda fazem parte do nosso universo, seja na família, na diferença salarial, no sistema de dominação cultural e símbolica. Na verdade, a diferença continua muito visível basicamenteem todas as situações.
O sistema patriarcal, teima em se manifestar em diversas esferas, vou dizer assim, apesar de termos muito avançado nas relações igualitárias por exemplo, ainda há muito para se buscar.
O papel de homens e mulheres continuam bastante definidos. A mulher ainda sofre muito com a questão do que lhe foi imposto, ou seja, em casa ou no trabalho, ela continua sofrendo condições de desvantagens.
Apesar de estarmos vivendo em nova década do século XXI, Muitos homens veem a mulher como um ser inferior. Eles continuam dominando as suas emoções e dizendo o que a mulher deve fazer. O homem por exemplo, continua controlando os passos dessa mulher. Ele controla com quem ela fala, assim como, a mantém sob constante vigilância. O homem cerca todos os seus passos ( controle) de modo que muitas vezes, a mulher não percebe.
Preste aatenção para você analisar uma realidade que mostra esse controle. Na Pandemia por exemplo, a mulher tem sofrido muito mais o desconforto da violência e insegurança na presença desse homem, ou apenas, estando ela, na presença constante dele, a mesma se sente muito mais intimidada a fazer uma denúncia quando passa por uma situação de violência. Isso ocorre bastante, os números de feminicídios no países revela essa lacuna, quase que diariamente. Por que a mulher tem denunciado menos? Por inúmeros motivos: apelo emocional, as ameaças, vigilância constante, o que a impede de ter acesso a Internet ( computadores e celulares), faz com que ela passe menos tempo com um aparelho de celular na mão. Como disse, existem inúmeras questões nesse momento. É uma fase complicada , admito. É algo novo, uma situação que se diferencia de outrora. A mulher pós-moderna, ela continua tendo as duas rotas determinadas pelo homem. Como se não vivesse tanta pressão, ela se sente desmotivada a enfrentar a situação de violência justamente pelos ditames de seu comportamento que continua sendo determinado pelo homem
” A mulher pós-moderna, ela ainda não se sente feliz e nem realizada”.
O propósito, o que desejo nesse texto é fazer com que a mulher seja capaz de identificar e avaliar a sua posição social e real que a faz um ser autônomo e ao mesmo tempo, alguém que corre atrás de sua plenitude. Como classificar a mulher atual? Esforços e desistências, nos faz olhar para o presente, bem como, para o futuro como um ser que, além dos princípios, buscar reconhecer o próprio valor. Não basta elucidar as desigualdades que ainda persistem, é preciso não só buscar pelos nossos direitos , mas como também garantir a efetuação destes.
A Pandemia veio revelar o quanto ainda não estamos inseguras, melhor, diria ” frágeis” diante desta situação. A violência é uma questão que integra não só o panorama do Brasil, mas no mundo todo. É preciso que muito seja feito para mudar essa realidade.
Um último esforço de concentração morre no meu peito de homem enforcado.
Tenho no meu quarto manequins corcundas onde me reproduzo
e me contemplo em silêncio.
João Cabral de Melo Neto. Os manequins. Literatura brasileira em diálogo com outras literaturas e outras linguagens. William Cereja/ Thereza Cochar. 5.ed reform. São Paulo: Atual, 2013
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