“As leis não são propriamente senão as condições da associação civil. O povo, submetido às leis, deve ser o autor. Compete unicamente aos que se associam regularmente às condições da sociedade. Como, porém, as regulamentarão? Será por meio de um acordo comum, por uma inspiração súbita? O corpo político possui um órgão para enunciar suas vontades? Quem lhe dará previsão necessária para formar essa publicar os atos antecipadamente? Ou como irá pronunciá-los no momento de sua necessidade? De que maneira uma multidão cega que em geral não sabe o que quer porque raramente conhece o que lhe convém, executará por si mesma um empreendimento tão grande, tão difícil como um sistema de legislação? Por si mesmo, o povo sempre deseja o bem, mas por si mesmo nem sempre o vê. A vontade geral é sempre reta, mas o julgamento que a guia nem sempre é esclarecido. É necessário fazer-lhes ver os objetos tais como são, às vezes tais como devem parecer-lhe, mostrar-lhe o bom caminho que procura, protegê-la da sedução das vontades particulares…”
Rousseau, Jean-Jacques. O Contrato Social: ( princípios do direito político). Tradução Ciro Mioranza. São Paulo: Lafonte, 2018.
(Gregório de Matos. In: Poemas escolhidos, cit.p 253). Literatura brasileira em diálogo com outras literaturas e outras linguagens/ William Roberto Cereja, Tereza Cochar. 5 ed reforma. São Paulo: Atual, 2013
“Ainda que por um curto período de tempo, fiquemos presos aos nossos problemas, e por mais que essas experiências nos deixe um gosto melancólico sobre a vida. Não nos apeguemos nos porquês […] Mas, como aproveitar o tempo que nos é dado.”
Marii Freire Pereira https://pensamentos.me/ VEM comigo! Imagem: pinterest/ Nice to meet you.
” Enquanto, por efeito de leis e costumes, houver proscrição social, forçando a existência, em plena civilização, de verdadeiros infernos, de desvirtuado, por humana fatalidade, um destino por natureza divino; enquanto os três problemas do século-a degradação do homem pelo proletariado, a prostituição da mulher pela fome, e a atrofia da criança pela ignorância- não forem resolvidos; enquanto houver lugares onde seja possível a asfixia social; em outras palavras, e de um ponto de vista mais amplo ainda, enquanto sobre a terra houver ignorância e miséria, livros como este não serão inúteis.
” Não faz muito tempo – e pela primeira vez, como nessa ocasião admiti espantando para mim mesmo-mencionei o assunto a um bom amigo, só de passagem, bem de leve, através de algumas palavras, rebaixando o significado de tudo- pois no fundo a questão para mim é pequena vista de fora-a um nível um pouco inferior à verdade.”
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