Aprenda a lutar por seus direitos. Aprenda a se posicionar, falar, dizer o que lhe parece certo e errado. Veja, não estou dizendo pra você se intitular de ” o dono da verdade” até porque a verdade não existe. Está é no máximo uma busca infindável. A única verdade concreta que temos é a científica, e olha lá! A cada dez, quinze anos ela pode ser modificada. É ou não é? Evidentemente que é. O que estou dizendo pra você aqui é o seguinte: aprenda a lutar pelo os seus direitos, a questionar e não esperar respostas prontas. Seja uma pessoa critica. Eu entendo que grande parte da decadência humana, os fracassos em si, vêm justamente dessa impotência de lidar com aquilo que é real, ou seja, os problemas. Se você notar, muitas pessoas se apegam aquilo que os outros lançam sobre elas ( a política), é um exemplo do que falo. As muitas profecias, ou as ditas ” fórmulas mágicas” para resolver os nossos muitos problemas, não constroem nada além do nosso imaginário. Acreditemos neles, claro – é importante. Porém, não nos demos por satisfeitos, porque se assim fizermos, a corrupção é uma maternidade de portas abertas, se é que me entendem… Questione…sempre. Uma pessoa lúcida, ela nunca estará satisfeita diante da estupidez.
” É preciso deixar claro que qualquer pessoa tem ambições e isso e bastante normal. O problema é quando ela extrapola qualquer barreira, incluindo pessoas, e se tornando gananciosa. Ainda que tenha muita coisa, sempre vai querer mais e mais, passando por cima de tudo e de todos.”
Toda mudança é boa quando vista pela lado que nos permite corrigir os erros, as rotas, posicionamentos exagerados, decepções. Tudo isso é bom, porque chama atenção para algo que nos incomoda e que convida a mudança.
Há pessoas que têm sempre muita facilidade em corrigir as suas próprias mazelas, as suas agitações psíquicas, mudar um estilo de vida e tudo mais. É preciso mudar, eu acho que é sempre preciso. A mudança, ela nos permite amadurecer opiniões, as nossas verdades. A gente não aprende na bonanza, se aprende mediante os conflitos que é onde se trabalha as dificuldades.
Engradado, às vezes a vida só se torna tranquila se mudarmos por completo, você já percebeu isso? E tudo começa por uma revolução interna. Todo desejo de mudança, ele que começa sempre por pequenos incômodos, e um dia você percebe que essas coisas pequenas se tornaram gigantes. Os erros viciam as pessoas. Quantas gente não vemos ‘patinando em situações que não tem conserto?’ Inúmeras. O prelúdio da vida é tentar buscar sempre novas oportunidades para poder celebrar as coisas boas. Você vê que nenhuma mudança é drástica, ela começa devagar.
Um dia você parte […] e vai. Sai deixando saudades para uns, alívio para outros. Pega a estrada – que leva a um novo modo de vida e simplesmentesegue. Como explicar isso? Acredito que faz parte dos nossos processos. Um ser humano que carrega consigo esse desejo de mudar, independente da situação, ele muda. Muda porque a mudança em si, é algo que faz parte de nossos processos. É íntimo, cabe primeiro um decisão madura.
Em toda mudança é preciso reconhecer as nossas debilidades, medos, o que machuca e tudo mais. Faz parte do existencial humano expor o que não agrada para buscar soluções aos seus próprios conflitos. Há um ditado popular que diz:
” Só recebe ajuda aquele que se permite”.
É impossível mudar sem reconhecer que precisamos. Se existe o desejo, mas não o esforço, de fato, esse detalhe não se concretiza. O importante é saber decifrar as necessidades do mundo interior, digo o que nos ‘incomoda’ para que dessa forma, possamos reorganizar os pensamentos. Esse é o diferencial na vida de uma pessoa inteligente. Saber estreitar as diferenças que alargam os nossos conflitos é essencial. Só assim a gente consegue organizar tudo de maneira coerente. Sabendo enxergar o mínimo que é as necessidades do nosso mundo interno, se passa a priorizar o que realmente é necessário no mundo externo.
O medo às nos bloqueia, prende a determinadas situações, mas nascemos para correr riscos. E quando falo ” correr riscos” estou dizendo que os sonhos por vezes esfacela o nosso egocentrismo, mas ao mesmo tempo, nos une a nos mesmos. É preciso ter coragem para saber o que existe depois da curva. A curva que me refiro aqui é a imagem que acompanha o texto. Acredito que tudo isso é importante, e depois que somos expulsos do útero materno, vamos fazer parte do útero social e aí a vida é sempre uma ordem: “vá!”. E assim, digo nesse ato de ter que partir, vamos completando a nossa jornada aqui. Em relação a dor? Ah, certamente, essa nos humaniza, nos faz apreciar mais vagarosamente o sabor das vitórias e derrotas de um jeito que a consciência tem a necessidade de amadurecer, você estando pronto ou não. Ora, mudamos de opinião com mais facilidade e menos culpa. Você compreende o que quero dizer? O destino humano é sempre inevitável, ele tem que ser cumprido. É próprio de cada ser, cada indivíduo correr riscos, ousar e vê que tem um sol depois da curva […]. Ninguém gosta do caos. Mas se estivermos diante dele, se usado da maneira correta, ele pode ser uma oportunidade. Quando disse que ” a vida melhora depois que tomamos uma posição”, na verdade, estou chamando atenção para esse detalhe. “As estrelas também nascem do caos ” ou não? Tudo pode ser visto pelo lado positivo, digo ‘através de uma ideia acolhedora’. O que quero dizer é que, mesmo diante dos conflitos é possível produzir coisas boas.
Mude. Mude sempre que achar necessário. A vida é sempre composta de mudança. E ainda que dolorosa, misérias e êxitos dependem dela.
Quanto mais somos ” cordeirinhos” na forma de ser e de pensar, mais fascinantes nos tornamos para um mundo que nos limita. Conhecimento é importante: quem liga o botão da imaginação fica fascinado por aquilo que considera, ou seja, as suas descobertas. Pense, questione – Resmungo é bom e acaba com aquilo que não nos satisfaz.
Escrever é um ato prazeroso, mas quando você não tem reconhecimento, nem aquilo que se costuma chamar de ‘público alvo’, é muito complicado, as pessoas imaginam que você está falando a respeito da sua vida pessoal. É como se nós, não tivéssemos a capacidade de escrever, de fazer uma crítica a um acontecimento, narrar um fato que chama atenção da sociedade como um todo. É uma sensação de fracasso, confesso. Nada mais desmotivador do que a falta de comprometimento e interesse do leitor. Eu comparo essa situação com aquelas, onde as pessoas que tem dinheiro, usam roupas de grifes famosas. E quando você é pobre, se contenta com qualquer coisa […]. Inteligência você tem, mas reconhecimento, é o grande obstáculo.
Como é escrever num país onde poucas pessoas leem?
É prazeroso de um lado e desmotivador do outro. Quando escreve algo ou tentar aproximar ao máximo do que um determina autor com anos de experiência no mercado escreve, as pessoas dizem ” que bacana” em relação ao seu trabalho, e enfatiza em seguida “eu tenho um livro desse autor… ” que você citou. Ou se você interpretar o trabalho de um outro escritor, as pessoas não conseguem buscar nenhuma referência entre o que ele escreveu e você trabalha. Elas pensam que você trabalha característica próprias, ou seja, esta faltando a respeito da suas experiências pessoais. Em outras palavras, fala do que você sente e pensa na hora, por exemplo, se é um texto melancólico, você tenta trazer o máximo do que o autor quis mostrar através daquele trabalho. O leigo olha e afirma ” você estava tão triste naquela cena”. Ele não tem a capacidade de dizer coisas como ” você foi muito bem” num Lispector. Você entende? Falta consciência.
” Todo autor, escritor,ou dramaturgo deseja que o leitor seja capaz de interpretar o que ele escreve “.
Ora, se um Africano deseja falar a respeito de seu país, dos hábitos de seu povo pode, ele vai tentar trazer o máximo que puder de característica que lhes são peculiares. Se eu “Marii” vou falar a respeito de literatura, tenho que fazer uma análise de nossos autores, de seus melhores trabalhos, etc. Para conseguir trazer clareza a respeito do que estou falando. Agora se parto para outro tema, e vou trabalhar a questão da violência, relacionamento abusivo, eu tenho que fazer o que? Trazer situações fáticas. É esse detalhe que as pessoas têm que aprender a desvendar.
O reconhecimentodo público leva tempo.
Obviamente. O reconhecimento do público vem com o tempo. Mas, a medida que você cria, você consegue gerar engajamento com o seu público em um determinado espaço tempo. É natural que as pessoas olhem pra você e ligue a situação a pessoa. É como uma marca que você associa. Sabe aqueles comerciais de perfumes de empresas gigantes do mundo de cosméticos, onde tem belas atrizes fazendo propaganda de marcas de perfumes? É exatamente essa associação que você faz ‘pessoa x perfume ‘.
Conteúdo e informação
Os grandes blogs, sites e outras plataformas são muito importantes para que qualquer pessoa fique bem informada. Mas, tem um detalhe interessante: a pessoa tem que acessar. É necessário um bom conteúdo, sim. Quem escreve tem sempre que vender um bom tema para o seu público. Talvez, um dos grandes problemas é que a pessoa discorre sobre um bom tema, mas não tem uma resposta positiva.
O Brasil tem excelentes escritores, mas poucos leitores
Sem dúvida, temos uma gama de autores fantásticos. De Carlos Drummond de Andrade à Darcy Ribeiro, não falta conteúdo bom pra ninguém. Mas, o povo tem uma dificuldade enorme de gostar de literatura. Eu por exemplo, trabalho com propostas diferentes, mas os poucos que leem o meu trabalho têm dificuldade para interpretar o digo ou escrevo. Confesso que isso assusta e é desmotivador, porque não gera resultado, ainda que você produza conteúdos com assuntos atuais.
A ideia de escrever num blog e postar em outras plataformas é divulgar o seu trabalho. A aposta é sempre no novo. Produzir um conteúdo bom, lançar isso ao público, mas sem generalizar. No início é difícil porque o público não tem clareza, ou seja, não sabe di que se trata. Até o cesso no início é pouco. Mais dois anos, eu imagino que é um tempo bom para interagir. A dificuldade é que as pessoas não leem mesmo, e aí não adianta tentar atrair a atenção do leitor. O ideal é quando o seu trabalho é bem recepcionado. Neste casos alguns curtem, outros trocam algumas informações, questiona, concorda, ou discorda. Mas, o bom é que esse detalhe ajuda. Porém, tem aqueles não conhece mesmo o seu trabalho por opção. Quanto a estes, nada se pode fazer.
De nada adianta esforço, sem o mínimo -que é a resposta do outro lado, ou seja, o interesse do leitor. Eu entendo que quem escreve precisa cativar as pessoas. Quanto mais se consegue aguçar o imaginário, mais conseguimos deixa a nossa marca. Todavia, insisto em dizer: “essa resposta é uma via de mão dupla”, quem não ler fica para trás porque sem comunicação não há o reconhecimento de nenhum lado. Agora se for bem recepcionado, a resposta é boa para ambas as partes.
Do mesmo modo, se as pessoas não valorizarem o nosso trabalho, perdemos todos. “Uma população ignorante não chega a lugar algum. Marii Freire.
Valorizara leitura e o trabalho de quem escreve é reflexo de uma boa educação.
(Vinicius de Moraes. Livro de sonetos. São Paulo: Cia das Letras. Editora Schwarcz LTda, 1991. P. 27. Autorizado pela VM Empreendimentos Artísticos e Culturais LTda). Literatura brasileira em linguagem com outras literaturas e outras linguagens. William Cereja e Tereza Cochar. Atual editora, 2013
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