” Foi este modo de vida que me inutilizou miúdo, lacunas no cérebro, nervos diferentes dos nervos dos outros homens. E um nariz enorme, uma boca enormes.
Se Madalena me via assim, com certeza me achava extraordináriamente feio.
Fecho os olhos, agito a cabeça para repelir a visão que me exibe essas deformidades monstruosas.”
Graciliano Ramos. Para amar Graciliano. Como descobrir é apreciar os aspectos mais inovadores de sua obra/ Ivan Marques. 1ed. Barueri,, SP: Faro Editorial, 2017
“Faça o que for preciso para alcançar a si mesmo, dentro de si”. Eu sei que pode ser estranho o que estou falando, mas isso faz despertar a consciência de quem somos ou do que gostaríamos de nos tornar. Faz também olhar para as outras pessoas, projetos, situações, ou seja, tudo que transmite a ideia de valor, benefícios, dentre eles, a paz que o maior bem desejo.
O ser humano deseja ter um bom resultado em tudo. Ele fala muito de si, e oculta muito de si também. Costuma fingir-se de forte para construir a própria fortaleza. Viver é saber suportar as coisas de modo que, se possa crescer em meios aos desafios, e no final de tudo ter paz, sossego e um pouco de felicidade.
Situações promissoras podem contribuir para o meu bem-estar pessoal.Ter atitudes que reforça a nossa autoestima, o nosso progresso pessoal, diria que até a autoconfiança é imprescindível. O maior benefício próprio que eu posso ter, é o meu silêncio diante do mundo, diante do que faz barulho lá fora (…), das voltas do mundo a nosso redor. O êxito é um prêmio pessoal, pelo qual tenho que lutar. De repente, eu posso agir de forma errônea, e ter claro na mente que não fui leal ao que gostaria, quer dizer, não alcancei o resultado que poderia ter conseguido, se tivesse agido de forma decente. Bem, esse é o problema da maioria das pessoas. Resta consertar o que é possível, jogar os excessos fora e se comprometer consigo mesmo em ter atitudes leais, genuínas que sejam capazes de fazer qual pessoa progredir. Eis aí, uma bela atitude que qualquer ser humano pode fazer: ter atitudesgenuínas. Eu quero algo? Então devo construir caminhos para que isso possa acontecer. A responsabilidade é minha, sou eu que devo permitir naquilo que quero.
Cada pessoa é capaz de fazer o melhor por si. Cabe a ela, melhorar as suas intenções, não se esconder ou usar limitações para isso. Eu e você, somos responsáveis pelo o que fazemos. A finalidade maior de cada um de nós aqui enquanto vivermos, é acrescentar valor a própria existência. Então façamos da paz um desejo capaz a ser alcançado.
[…] a possibilidade constante de um crime que eu nunca tinha cometido. A possibilidade de eu pecar, o que, no disfarçado dos meus olhos, já era pecado. Então pequei logo para ser logo culpado. E este crime substitui o crime maior que eu não teria coragem de cometer.
Clarice Lispector. O crime do professor de matemática.
Para amar Clarice Lispector: como descobrir e apreciar os aspectos mais inovadores de sua obra/ Emília Amaral. 1 ed. Barueri, SP: Faro Editorial, 2017
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