” Nossa liberdade hoje não é nada mais que a livre escolha de lutar para nos tornarmos livres. E o aspecto paradoxal desta fórmula exprime simplesmente o paradoxo de nossa condição histórica. Não se trata de enjaular meus contemporâneos: eles já estão na jaula.”
É comum em muitos relacionamentos a mulher dizer a seguinte frase ” Ele vai mudar”. Ela afirma isso com convicção ao ponto de acreditar. Claro – é natural que acredite mesmo, porque a paixão tem uma estreita ligação com a idealização do parceiro ideal. A mulher sempre espera encontrar a ideia do príncipe vendido nos contos de fadas. É uma idealização romântica que ela tem em relação ao parceiro que deseja encontrar para a vida toda.
Quando você ama uma pessoa você, espera que os seus desejos mais íntimos possam ser realizados através dos gestos que a pessoa amada possa oferecer; oferecer no sentido de realizar. Quem ama quer se sentir amado, protegido, seguro. Você quando vai buscar alguém para a sua vida, certamente, já tem uma ‘lista emocional’ do que imagina que o outro parceiro seja capaz de fazer para preencher digamos ali “todos os requisitos que você almeja”. Claro – você não vai buscar isso com qualquer pessoa. Vai conhecer aos poucos alguém que tem os mesmos valores que os seus, ou tenha uma compatibilidade igual ou superior com tudo o que se procura numa pessoa especial.
Se ao se relacionar com alguém, logo de cara, você percebe que a outra pessoa consegue passar nao só a ideia de segurança, respeito, carinho e o amor que é o principal, diante de tudo isso, é como se a mulher pudesse viver o seu sonho de princesa, ou seja, aquilo que ensinaram a vida inteira para ela. Essa mulher, simplesmente idealiza o parceiro. Desde criança, a menina acaba absorvendo uma enxurrada de informações acerca do homem, ou do parceiro ideal. Então, a medida que cresce, ela vai tecendo em sua mente, a imagem do homem que corresponda aos valores que lhe foi ensinado. Isso é uma questão cultural, não é nada inventado. Ao contrário, é ensinado a ela .
O grande problema, é quando na prática, não mais na idealização, essa mulher tem que lidar com um homem que mesmo amando, ele não preenche os requisitos de suas exigências. Às vezes ela se apaixona por ou homem que a princípio, pode mostrar algumas qualidades, mas com o passar do tempo, ela percebe que esse homem não tem muito de príncipe ( homem idealização). É um obstáculo que se cria dentro daquela relação, porque mesmo amando, lá no seu íntimo, ela irá nutrir a esperança de que esse homem ( idealizado) mude. De repente, ela imagina que ele possa ser mais generoso, amigo, compreensivo, que a respeite e não a troque por outras. Essa é a condição e o lugar que ela deseja se fazer aceita na vida desse homem. Mas o que não sabe é que ele pensa totalmente o contrário. Esse homem não vai agir de acordo com o que essa mulher projeta na mente, mas conforme aquilo que acredita ser o melhor para ele, ou seja, não leva em consideração as necessidades da esposa, companheira ou namorada.
Ora, como o agir desse homem é diferente do que a mulher imagina, vai se estabelecer dentro da relação um lugar não para o amor, mas para uma batalha entre o casal. Sim! Não haverá trégua dentro dessa relação, porque na tentativa de provar quem tem razão, a relação vira, palco de disputa. Entenda, disputa para quem vai precisar ceder para ter o outro. A situação irá ficar tão insuportável por conta de cobranças que, um dia, um, ou mesmo, os dois, entre brigas, irão dizer que é impossível levar a relação adiante. Não há condição que negociar com quem não sabe ceder. Às vezes, a mulher, para ter a companhia do homem que ama, passa muito tempo, abdicando de tudo para ter a certeza de que esse homem sempre estará a seu lado, dormindo,ou estando simplesmente como mera companhia.
Grande parte das relações entre casais que se amam, baseia-se em situações que, por amor, a mulher vai “cedendo, cedendo ” na verdade, ” acreditado ” na mudança desse homem. Até um dia, não suportando mais os maus tratos, porque ela sabe que eles estão ali, só finge que não incomoda, mas sabe que eles existem, ela simplesmente ” compreende ” que não vale a pena lutar por aquele amor. Então, é o momento que aquela idealização de homem e do amor nutrido por alguém se desfaz.
Por amor, ou idealização deste, uma mulher é capaz de lutar por um homem. Mas também é pela falta dele, bem como uma série de requisitos, que ela ” desiste” de amar. Há uma choque emocional muito grande. Às vezes tão comprometedor que, a mulher deixa de acreditar no amor, por receio de viver novamente uma experiência dolorosa, ela raramente se deixa viver os encantos da paixão novamente.
” Solidão é independência, com ela eu sempre sonhara e obtivera afinal após tantos anos. Era fria, oh Sim, Mas também era silenciosa e grande como o frio espaço silente em que giram as estrelas”
A obra ‘O labrador de café’ é do artista plástico brasileiro, Candido Portinari. O labrador de café é de 1939. A imagem foi registrada em 28 de novembro de 2017 por Marii Freire Pereira, no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand. ( MASP).
O conceito de plágio, dar-se como a cópia parcial de uma obra, ou no caso, a obra inteira, sem a preocupação de acrescentar os devidos créditos.
A Lei de n° 9.610, de fevereiro de 1998 ela explícita a questão dos direitos autorais tanto no que se refere a trabalhos acadêmicos quanto artísticos.
Uma situação bastante comum que se consegue identificar em trabalhos na Internet é a violação do direito de autor, conforme o artigo 184 do Decreto Lei n° 2. 848 de dezembro de 1940. Há casos onde se percebe muito a questão da reprodução parcial. É uma situação desagradável, tanto para o dono da obra, que na maioria dos casos, nem é mais vivo, mas que talvez, por uma questão de desconhecimento ou má-fé, a pessoa usa de meios ilegais para se favorecer.
Situações bastantes comuns que se costuma encontrar são com relação a poemas de autores brasileiros ou estrangeiros, músicas, brasileiras ou internacionais, e uma série de situaçõesreferentes a isso. Há pessoas que, simplesmente, pega o trabalho que está rolando na Internet, e fala um texto como se fosse ela que tivesse criado. Às vezes, usa até expressões, conotações e tudo mais a respeito de uma determinada pessoa. Se é um vídeo, a que usa de má-fé, repete idêntico, acrescenta duas palavras dela, e emenda o resto do texto naturalmente. Isso é plágio, é crime.
O plágio é muito usado. Basicamente, ele é uma cópia do rabalho original, ou seja, algo que quem usa esse recurso, não tem cuido nenhum em modificar nada. A pessoa pega, acha que ” pode” tomar para si, e publicar como dela. A gente sabe que criar, é preciso estudar, ter a capacidade de produzir, nutrir algo com as próprias palavras. Só que para isso se torne possível, é preciso dedicação, conhecimento de campo mesmo. Criar é algo seu, ou você nasce com esse dom, ou o desenvolve depois de horas de dedicação diária de muita leitura.
Dica importante:
Quando você for associar o trabalho de um autor ao seu trabalho, ou levar parte deste, é preciso citar o nome. Afinal, não é justo, você levar os créditos por quem dedicou parte do seu tempo a produzir um conteúdo útil. Lembre-se: a boa-fé fica bem em todas as ocasiões.
Sim, começo esse texto fazendo uma pergunta a você, caro leitor:
” Quais os critérios que você observar como importantes, para que uma mulher não deva ser estuprada?” Dei- me pelo menos, duas razões.
O estupro é um tema recorrente em nossa sociedade, embora não seja comum falar sobre o tema com tanta frequência, é sabido que ele aconteça; e na maioria dos casos, conta com o silêncio de suas vítimas.
Falar sobre estupro é importante porque conscientiza a mulher a não aceitá-lo, a não ter medo da ridicularização, e do julgamento de outras mulheres, por ser mulher e, por sofrer um crime que abala o seu psicológico.
Toda mulher que passa por um estupro, ela fica visivelmente abalada, porque dentre outras coisas, lembra das cenas de brutalidade que sofreu através daquele ato. Razão maior que faz com que, por exemplo, muitas mulheres procurem uma unidade de saúde, mas não vá até uma delegacia denunciar quem cometeu o crime. Para a vítima, é muito mais cômodo “se resguardar” do ter que passar por toda ” tortura psicológica ” novamente, ao ser questionada como se deu o fato. A mulher sabe que além de rirem de sua história, ela vai ser apontada como alguém que ” facilitou” a situação.
Falar sobre estupro vem ganhando notoriedade, tanto com o caso da Mariana Ferrer, bem como o da Universitária Franciane Andrade de 23 anos em Jaguariúna ( São Paulo). O segundo caso, deu-se quando a mesma, havia saído beber em companhia de ” amigos”. Segundo a versão da vítima, ela teria sido dopada enquanto bebia com os amigos. Franciane não lembra do que ocorreu, mas através de exames, houve a comprovação do crime de estupro, e ela desafabou em suas redes sociais como uma forma de alerta outras mulheres que viveram situações como a dela. Quantas mulheres ‘sem rosto’ não vivem experiência dolorosas como essa?
A história da Mariana, como a da Franciane são situações bastante comuns, assim como tantas outras histórias que ficam no anonimato. A verdade é que, ainda que a mulher venha sendo encorajada a falar, ela tem medo da repressão. Porém, é importante reforça a ideia de que essa mulher precisa contar o wue houve, porque dentre outras coisas, isso facilita a sociedade conhecer quem são esses homens.
O estupro ele está enraizado culturalmente em nosso meio. Não há novidade em dizer que as mulheres têm pânico de sofrer uma violência como essa. Mas, como é um crime que perdura há séculos, ele não precisa ser contido como no passado. Mas, exposto para conscientizar a todos, e chamar a atenção da sociedade para o que ela precisa despertar.
O estupro tem uma estreita ligação com os modelos de comportamento do passado. Antigamente, para controlar a mulher, se impunha medo. Se dizia coisas como: ” Uma mulher que queira ser respeitada, ela não deve andar tarde da noite sozinha na rua, porque pode sofrer um estupro ” ou ” mulher para ser decente deve andar ” bem vestida”. Existia diversas condições dentro de uma regra comportamental, onde se obedecia o que era dito. Aliás, tudo o que se dizia, tinha peso de lei, como se isso valesse ( as nossas normas escritas hoje). Era comum respeitar essas regras, quem não respeitasse, sofria ” punições ” principalmente moral.
A mulher era muito reprimida por conta de sua ações. Ela vivia para ser exemplo as outras, assim como para os seus maridos. Simplesmente, se cultivou isso de maneira tão profunda que, se uma mulher se rebelasse e, por algum motivo quebrasse uma regra imposta, e pior, sofresse um estupro por exemplo, era porque deu causa, porque mereceu, tava com uma roupa curta. Havia toda uma carga negativa, a questão moral era levada a sério, tanto que mesmo hoje, se costuma julgar a mulher por trás do que descortinar essa trama. Evidente que, é um julgar mais leve, mas o peso cultural ainda se faz presente nessas situações.
Todavia, social e culturalmente, a sociedade vem mudando, assim como ” quebrando” determinados padrões. A mulher hoje, é julgada com menos peso do que antigamente, mas ela ainda sofre muita discriminação por conta de seu comportamento. Uma mulher que sai para beber, ou que usa roupa curta, ela ao agir dessa forma, não está pedindo para ser estuprada. Ela está querendo equidade, quer ter uma vida social como qualquer outra pessoa. O fato dela sair para beber ou praticar exercícios físicos ao ar livre, não significa que, porque estar com roupa curta ou justa ao corpo, que ela esteja dizendo a um homem que ” não deva ser respeitada”. Ao contrário, ela quer respeito. Ela quer ter o seu “direito de ir e vir” assegurado.
A questão primordial que vem sendo levada a discussão hoje, em relação ao estupro é, por que apesar da lei, o homem continua estuprando essa mulher? Independente, dela vestir o modelo do passado ou não, a mulher sofreu e sofre estupros. Claro, mesmo as mulheres do passado, que andavam com suas saias no tornozelo, elas sofriam estupro por parte de seus maridos. Então, quais são os critérios que uma mulher deve ter para que ela não possa vir sofrer um estupro? A mulher, seja dentro de casa ou fora dela, sempre sofreu com a falta de respeito, consideração e [consciência] do homem que sempre a tratou como um objeto sexual. Mais do que nunca, esse é o momento de falar. É preciso que esses homens respondam por seus crimes. Não basta cobrar da Justiça, a sociedade precisa revelar quem são esses homens, é não procurar ” justificar ” o wue não tem justificativa.
” A vontade geral é a única que obriga os particulares e nunca se pode estar seguro que a vontade particular está de acordo com o a vontade geral, senão após tê-la submetido ao livre sufrágio do povo”
Jean-Jackson Rousseau. O legislador
Jean-Jackson Rousseau. O contrato social: tradução Ciro Mioranza. São Paulo:Lafonte 2018
Você precisa fazer login para comentar.