” Um homem é rico em proporção às coisas que pode dispensar “
Epicuro.
Marii Freire Pereira
https://Pensamentos.me/VEM comigo!
Imagem: pinterest/ JSB
Santarém, Pá 4 de março de 2022

” Um homem é rico em proporção às coisas que pode dispensar “
Epicuro.
Marii Freire Pereira
https://Pensamentos.me/VEM comigo!
Imagem: pinterest/ JSB
Santarém, Pá 4 de março de 2022

” No que diz respeito às grandes somas, o mais recomendável é não confiar em ninguém.
Agatha Christie
Marii Freire Pereira
https://Pensamentos.me/VEM comigo!
Imagem: pinterest/ Escolha Viajar
Santarém, Pá 4 de fevereiro de 2022

” Porque os outros se comparam e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não…”
Sophia de Mello Breyner Andresen. Porque ( Poema)
Marii Freire Pereira
https://Pensamentos.me/VEM comigo!
Imagem: pinterest/ N cultura
Santarém, Pá 4 de março de 2022

A violência é um suplício na vida da mulher. Um castigo! E é usada como instrumento para punir. Um ato desumano para fazer você se curvar as vontades daquele que tem o poder em um determinado momento, de algum modo. A violência é a demonstração do grau contínuo do quanto eu posso atingir o outro diante da sua falta para comigo. Triste não? Mas é uma espécie de tortura para quem sofre as suas consequências.
A violência contra a mulher é um problema grave, ela vai além do lar; a violência doméstica por exemplo, que é um problema social, nos convida a pensar nisso, digo ” nessa forma de punição ” no domínio exercido pelo poder do marido. As suas consequências são graves. Em geral, há risco à vida. Se a mulher desobedecer esse homem, se ela for capaz mediante de suas atitudes, fazer ele perder o equilíbrio e, o poder sobre ela, em muitos casos ( não em todos), esse homem, puni essa mulher de diversas formas, entre elas, tirando-lhe a própria vida. Sim, esse marido ou companheiro, se torna um ” indivíduo perigoso”.
Dentre as suas muitas ações, ele pode causar sofrimento sutis, humilhar, perseguir, transformar a vida dessa mulher em um suplício. Esse homem pode tudo através de suas violações. E quanto essa mulher, como ela fica? Como refém desse homem, evidentemente. Essa mulher torna-se um objeto que ele usa conforme a sua vontade.
Ora, curiosamente, eu trabalho essa temática que aborda a questão da violência contra a mulher, e vejo o quanto essas mulheres sofrem. Elas, por não terem discernimento acerca do comportamento violento desses homens, se sentem culpadas. É uma tortura sem dúvida tudo aquilo que ouvem. Situações como : ” Você é um lixo” ou ” puta safada” você não ” vale nada” …” Quer ir embora, vai” …mas não leva nada do que é meu”. É uma forma de punição severa para quem sempre esteve ao lado de um homem “sentindo esse sofrimento regulado na pele”. Regulado porque todo dia, ouve essa ofensas – violência psicológica, tendo os filhos como cúmplices.
O homem exibe a força, através da violência que se torna um hábito diário. Um carrasco que esquartejar a mãe diante dos filhos sem nenhuma consideração – um suplício para essa mulher que na maioria das vezes suporta tudo calada. Ora, as famílias ( não todas) mas a maioria tem esse modelo de pai. Na verdade, não é um modelo, é um sofrimento a todos.
Ora, dentro de situações como essa, se observar um sofrimento tão intenso que a mulher não pensa em vingança como esse homem, ela pensa em morrer, como forma de ” minimizar ” o sofrimento diante dos insultos. Eu falo isso, porque leio os seus relatos. Observo principalmente que, essa mulher quer se punir, ao invés de procurar os seus direitos, o que é um erro. Falta consciência, sem dúvida.
” Eu não posso dizer que é o abandono da mulher por ela mesma”
Se eu visse o problema dessa maneira, também estaria sendo injusta comigo. É revoltoso tudo isso. Mas reflete uma educação ineficiente, uma ruptura com o patriarcado que embora, venha perdendo força mediante ao direito, homens (tendo que obedecer as nossas leis), muitos comportamentos machistas são repetidos na nossa sociedade. É esse detalhe que não queremos.
A outra cena comovente que vejo, é o pouco de informação que essas mulheres recebem, principalmente, aquelas que vivem nos rinchoes do Brasil, ou mesmo entre todas as informações que circula, mas a maioria, por não ter o interesse de ir atrás, não sabe usar o direito a seu favor e, sofrem da mesma forma – se tornam agradecidas quando tem alguém que as alertas, que diz o que elas devem conhecer sobre si, e sobre o direito e, como podem usar este, a seu favor. Eu costumo ler muito:
” Obrigada pelos seus esclarecimentos, eu tenho aprendido muito com você ” Os seus esclarecimentos são importantes a todas nós”. Esse detalhe é o que acrescenta na vida dessas mulheres mediante a violência que sofrem […]; o alerta, representa esse despertar da mulher pra si, para o mundo. Vou dizer mais a essa mulheres:
” A violência só oferece duas escolhas…” Olhe o exemplo da Penha. Se você não quer nenhuma delas, lute pela sua vida.
É a mulher que tem que prestar atenção ao risco que corre ao permanecer convivendo com um homem violento. Não é o silêncio que salva”. É impossível negociar com a violência. Todas as vezes que uma mulher tentou fazer isso, ela morreu/ morre. É importante ficar atenta, porque isso pode salvar a sua vida.
Durante séculos a impunidade se faz presente aos crimes cometidos da ” porta pra dentro”. Contra elas, penas severas ( a morte) ; aos parceiros agressivos, a vantagem da impunidade e ” vangloria” O direito é pra todos. E para que esses agressores sejam punidos, é preciso que a mulher tenha consciência coragem para denunciar. É só dessa maneira que se deixa de ouvir murmúrios e a Justiça acontece.
Marii Freire Pereira
https://Pensamentos.me/VEM comigo!
Imagem: pinterest/ CLAUDIA
Santarém, Pá 4 de fevereiro de 2022

Tão pequenina
Que faz os meus olhos sorriem,
Só sorriem.
A flor dócil
É capaz de ensinar o caminho da responsabilidade íntima
Dos sonhos
Do prazer
Da paixão
A imagem pura
Revela uma fonte de sensibilidade ligada a:
Comoção
Ingenuidade
Um sonho
Repleto de pensamentos lúcidos
Com um apetite psíquico insaciável
Um coração que pede esmola
Ao universo dos sábios: o silêncio
Para contemplar a beleza que poucos
Veem…
Mas que suspira-se por ela até o último instante
Marii Freire Pereira
https://Pensamentos.me/VEM comigo!
Imagem ( Marii Freire Pereira)
Santarém, Pá 3 de março de 2022

” O tempo tenta sequestrar o meu sorriso, mas resisto como uma criança com medo da mãe ao ralar o joelho. Engulo o choro para não doer mais”
Clarice Lispector
Marii Freire Pereira
https://Pensamentos.me/VEM comigo!
Imagem: pinterest/ cafonice intrínseca
Santarém, Pá 3 de março de 2022

” Não tem aquela história de que em briga de marido e mulher ninguém mete a colher? A Lei Maria da Penha é totalmente contra esse pensamento.”
Maria da Penha. Mulheres Incríveis.
É impressionante como muitas mulheres vivem aprisionadas em relacionamentos doentios. A sensação vivida por muitas é a de impotência. Como descreve a própria Maria da Penha quando ainda estava casada com o seu agressor. Segundo palavras dela mesma ” Não podia fazer nada para conter as agressões do marido às filhas ou a si mesma”. Às vezes, a mulher se sente sozinha e desesperada! Essa que é a realidade. Eu vejo isso nas palavras de muitas mulheres hoje. É comum, que parte destas “entregue a situação a Deus” sim – apesar da lei, parte dessas vítimas não conhecem os seus direitos. Quer dizer, essas mulheres passam por todos os tipos de violência, e pasmem – para sobreviver, elas saem de seus relacionamentos “com a roupa do corpo”. As que saem e sobrevivem, contam situações inacreditáveis. É impressionante como muitas não tem orientação acerca de seus próprios direitos. Isso mostra que há uma falha enorme sobre essa questão. A verdade é que falta mais campanhas de esclarecimento, políticas públicas de qualidade. A mulher, não todas, mas a maioria, vive aprisionada a própria ignorância. A pergunta é ” à quem essa mulher vai recorrer?” Por que muitos agressores estão impunes.
A família leva tempo para tomar ciência, e ao se tornar conhecedora das situações de agressões ” aconselhar o agressor, dizendo que ele deva melhorar, já em relação a vítima diz para ela ” rezar” para que Deus mude a natureza má daquele homem. Difícil! Porém, ainda é o que acontece em diversas situações. A mulher não encontra amparo em nada, porque espera que a família faça algo para atenuar aquela situação de sofrimento. Mas o que ela não entende é que só ela mesma pode interromper a sua dor e é claro – lutar pela própria segurança. A Lei n° 11.340/2006 é uma lei que previne a violência doméstica. Mas cabe a vítima fazer a denúncia. Essa é a luta de toda mulher que vive esse processo de horror.
Nessa briga, a família, assim como também todos devem meter a colher. O único recurso que pode diluir o resultado dessa violência é a denuncia juntamente com a punição desse agressor. Não há outro meio. Existe consciência sobre o problema, e formas para se trabalhar essa violência.
Todos nós devemos meter a colher.
#bastadeviolenciacontraamulher
Marii Freire Pereira
https://Pensamentos.me/VEM comigo!/ Via Facebook
Santarém, Pá 2 de março de 2022
Não cantarei amores que não tenho,
e, quando tive, nunca celebrei.
Não cantarei o riso que não rira
e que, se risse, ofertaria a pobres.
Minha matéria é o nada.
Jamais ousei cantar algo de vida:
Se o canto sai da boca ensimesmada,
é porque a brisa o trouxe, e o leva a brisa,
nem sabe a planta o vento que a visita.
Ou sabes?Algo de nós acaso se transmite,
mas tão disperso, e vago, tão estranho,
que, se regressa a mim que o apascentava,
o ouro suposto é nele cobre e estanho, estanho e cobre,
e o que não é maleável deixa de ser nobre,
nem era amor aquilo que se amava.
Nem era dor aquilo que doía;
ou dói, agora, quando já se foi?
Que dor se sabe dor, e não se extingue?
( Não cantarei o mar: que ele se vingue
de meu silêncio, nesta concha. )
Que sentimento vive, e já prospera
cavando em nós a terra necessária
para se sepultar à moda austera
de quem vive sua morte?
Não cantarei o morto: é o próprio canto.
E já não sei do espanto,
da úmida assombração que vem do norte
e vai do sul, e, quatro, aos quatros ventos,
ajusta em mim seu terno de lamentos.
Não canto, pois não sei, e toda sílaba acaso resumida
a sua irmã, em serpes irritadas vejo as duas.
Amador de serpentes, minha vida
passarei sobre a relva debruçado,
a ver a linha curva que se estende,
ou se cantrai e atrai, além da pobre
área de luz de nossa geometria.
Estanho, estanho e cobre,
tais meus pecados, quando mais visando
aos alvos imortais.
Ó descobrimento retrato
pela força de ver.
Ó encontro de mim, no meu silêncio,
configurado, repleto, numa casta
expressão de temor que se despede.
O golfo mais dourado me circunda
com apenas cerrar-se uma janela.
E já brinco a luz. E dou notícia
estrita do que dorme,
sob placa de estanho, sonho informe,
um lembrar de raízes, ainda menos
um calar de serenos
desidratados, sublimes ossuários sem ossos;
a morte sem os mortos; a perfeita
anulação do tempo em tempos vários,
essa nudez, enfim, além dos corpos,
a modelar campinas no vazio
da alma, que é apenas alma, e se dissolve.
Carlos Drummond de Andrade. Nudez
Carlos Drummond de Andrade. Literatura Comentada. Textos publicados sob licença de Pedro Augusto Graña Drummond. Editora: Nova Cultural. São Paulo, 1990
Marii Freire Pereira
https://Pensamentos.me/VEM comigo!
Imagem ( arquivo pessoal)
Santarém, Pá 2 de março de 2022

” Eu acho que a mulher do fim do mundo é aquela que busca,
É aquela que grita, que reivindica, que sempre fica de pé.
No fim, eu sou essa mulher. “
Elza Soares. Mulheres Incríveis
Mulheres Incríveis. Kate Schatz e Jules de Faria. Mulheres Incríveis: artistas e atletas, piratas e punks, militantes e outras revolucionárias que moldaram a história do mundo. Ilustrações de Miriam Klein Stahl; tradução de Regina Winarski- Bauru, SP: Altral Cultura, 2017.
Marii Freire Pereira
https://Pensamentos.me/VEM comigo!
Imagem (arquivo pessoal)
Santarém, Pá 1 de março de 2022

” Pare de romantizar a dor.
Pare de romantizar o que machuca.
Aproveiteo Carnaval para se desfazer de algumas fantasias.
Marii Freire Pereira
https://Pensamentos.me/VEM comigo!
Imagem & Criação: Marii Freire Pereira/ Pensamentos.me/VEM comigo/Tik Tok
Santarém, Pá 1 de fevereiro de 2022

Você precisa fazer login para comentar.