A diferença entre aqueles que fazem e os que não fazem, dar-se pela atitude. Quem tem atitude, tem um horizonte à sua frente. Você só chega aonde sua mente é capaz de te levar. Entenda que desejo sem atitude, é só desejo. Portanto, o mérito é a recompensa daqueles que agem, não dos que planejam e não executam.
O mundo precisa de elegância. Sim, foi isso mesmo que você leu. O mundo, a sociedade, a vida de modo geral, precisa de algo mais leve, discreto e sofisticado.
E certo, porém que, tudo anda muito acelerado, que o ritmo frenético de como estamos vivendo nos inclina mais para essa forma escancarada de ser, de se desprender dos moldes anteriores, das amarras que tanto tempo se viveu. Claro, tudo isso é previsível. Eu entendo que por fora, tudo parece revolto, mas e o ar de riso que se tinha discretamente? Não é que não seja gostoso aquela bela risada escancarada, nada disso. Era que o feminino era mais delicado. Não se vivia esse alvoroço de hoje, digo, “a urgência de mostrar mais” e de querer aparecer mais. Sabe essa coisa de que, para que eu consiga ser notada, preciso colocar uma roupa que revela vulgaridade, não a beleza de um corpo bonito, por exemplo? Que olhos e bocas precisam de detalhes extremamente fortes para conseguirem se destacar? Afinal, porém, o que houve com a memória do que somos? A pergunta é: ” No que estamos nos tornando?” Cada vez mais vemos um grau de vulgaridade que avançar dentre os nossos dias, e nos faz rir diante à mesa e, o que pior, recebe aplausos. Veja, não estou questionando “direito esse ou aquele” Todos somos livres e podemos fazer o que quiser. Não estou tolhido absolutamente nada, como disse ” você é livre”. Chamo atenção para situações que nos empobrece e, que cada vez mais, torna a vida mais irônica e pessimista.
Às vezes, só para você ter uma ideia do estou falando, você encosta no sofá, e assiste programas extremamente apelativos, seja verbalmente falando, ou com lindas mulheres sensualizando. A cultura aos poucos, perde o su lugar de importância na vida dos brasileiros. O mundo de modo geral, está comprometido com o supérfluo. Aparentemente, não se tem preocupação de trazer ao expectador situações que despertem valores, ou manifeste a vontade de pensar, de questionar, de compreender o porquê das coisas Não, a briga é por popularizar o tédio da alma e fazer com que no dia seguinte, as pessoas se perguntem sobre “o tamanho da bengala do fulano”, ou “o par de peitos da moça dos cabelos dourados”, e a “bunda” que todo mundo quer ter, ou seja, nada de inédito, apropriado as noites para quem deseja algo mais consistente.
Bem, acredito que diante dessa observação, talvez eu tenha mexido na vaidade de algumas pessoas. Compreendo que, existam aqueles que vão dizer coisas como ” A genialidade da noite volta-se a um delicioso cabaré ” não é isso. Você pode ter a inspiração que quiser. O meu chamar atenção é que estamos cada vez mais decadentes como sociedade. Falta trabalhar situações consistentes e, que faça a vida das pessoas gerar algum tipo de valor. Falta trabalhar o que inspira, o que interroga os olhos e a mente para outras alternativas. É preciso despertar ideias que faça o ser humano ser ” humano “, digo de ter ambição de melhorar como pessoa, de saber se vestir, falar, se comportar, ter algum prazer célebre…diante da imaginação, do que pensa sobre si. Na verdade, que faça com as pessoas possam gerar um juízo de valor que fazem de si e do outro. A vida é mais do que coletar conhecimento de personagens criados. Não, é preciso haver reflexão.
O elegante que falo nesse texto, é sobre a elegância aos olhos. A forma de se comportar. Não falo de seguir um padrão baseado na moral. Mas, no cuidado, no que torna a vida mais serena, na educação das pessoas. Quando falo em elegância, não estou falando em vestimenta somente, ou algo que obedeça um padrão. Claro- a aparência conta nisso tudo, mas toco no diplomático, no que causa prazer, saudade da conversa, no valor do sentimento, no desejo de estar com o outro. Falta essa beleza, esse charme, essa elegância.
Sabe gente gostosa, pessoas que sorriem, cativam com boas conversas, companhias. Gente que mesmo na ausência, a memória procura recompensar não com moldura de descarte, mas boas lembranças? Falta isso. O que temos são muitos personagens que um dia você usa, e no outro pendura na janela. Infelizmente, essa é a realidade.
Ser elegante é um estado de alma, de qualidade heroica no meio desse alvoroço que é a vida. Parece ultrapassado dizer, mas esse detalhe é como “linha e agulha” toda enrolada, ela não agrega em nada, mas se você cose os efeitos da vida prestando atenção nos detalhes, no final tem orgulho do que produz.
Por que escolhi falar e escrever sobre violência contra a mulher?
Eu não poderia, como mulher, ser indiferente ao tema. Eu estudei, trabalhei com situações ainda na faculdade. Muitas sofrem violência e não sabem. As que sabem, tem medo de se manifestar. Por isso, é importante ser uma voz a mais que luta por justiça.
“…ninguém respeita a Constituição” e nesse desenrolar se pergunta ” Que País é esse?” Não se respeita por inúmeros motivos. Desta forma, se perde de vista o contexto das necessidades específicas das pessoas, as experiências de cada grupo social, bem como uma série de situações. Aí temos a questão da exclusão, discriminação, capitalismo, colonialismo, sim! E acredite, do patriarcado também… Então, se torna injusto lançar tantas declarações negativas sobre o direito e até mesmo sobre a Justiça de nosso país. As decisões julgadas, na sua maioria tem o aval de interesses ligados ao particular, não são muito lá “juridicas” vamos dizer assim. O interesse do povo, sempre é um direito controlado. Este, sempre acaba sendo avaliado pelas classes que detém o poder. Na verdade, estas atendem interesses que nem sempre condiz com o direito em questão da população, ou seja, nem sempre atende as necessidades do que pede a atualidade política por exemplo. Por sua vez, a população na sua maioria, não compreende essa questão, e com isso diz que a nossa Justiça ” é falha”. Não é? Nem sempre. Alguns avanços, simplesmente não acontecem, porque os interesses de algumas classes sempre prevaleceram sobre privilégios históricos. A partir disso, os nossos ganhos, na sua maioria são de médio a longo prazo e, com muita luta.
Orides Fontela ( Poesia remida. Rio de Janeiro: 7 letras/ São Paulo: Cosac & Naify, 2006. p. 31)
Orides Fontela. Literatura brasileira em diálogo com outras literaturas e outras linguagens. William Cereja/Tereza Cochar. Editora: Atual.5 ed- reform. São Paulo: 2013
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