” O último dia do tempo não é o último dia de tudo. Fica sempre uma franja de vida onde se sentam dois homens. Um homem e seu contrário, uma mulher e seu pé, Um corpo e sua memória, um olho e seu brilho, uma voz e seu eco, e quem sabe até se Deus…”
Carlos Drummond de Andrade. Passagem de ano
ANDRADE, Carlos Drummond de. A Rosa do Povo. Editora: Circulo do Livro. São Paulo, 1945
Em todo relacionamento abusivo, é comum se ouvir a classifica frase: ” Eu Te Amo” , mas você me obriga fazer isso. Vou logo dizendo pra você algo importante: Não é amor, é abuso. “O Eu Te Amo” é uma forma discarada de dizer ao outro, ou a outra, como ele deve agir, e agir conforme as vontades de quem “diz amar”. Definitivamente, esse tipo de situação não tem relação com a palavra amor. A punição neste caso é muito clara” você me obriga fazer…”. Veja, não estou dizendo que ninguém possa errar. Isso todos nós fazemos, por escolha, ou por não ter consciência mesmo. Mas, situações como essa, o castigo é muito claro. A punição é o que gera prazer, a quem aplica o método corretivo.
Em muitas relações é comum vermos atitudes egoístas, onde a pessoa tomada pelo sentimento de posse, começa manipular o outro para ter certeza que tem o controle da relação nas mãos. E não se assuste, tem muita relação tomada por abuso e, que recebe o nome de amor. Torno a dizer ” não é amor”. Cuidado com o que você tolera. Quando mais oportunidades dadas, mas a outra pessoa se sente segura.
O último senso humano, mostra que atitudes centralizadoras, não podem ser compreendidas como a entrega de um sentimento genuíno. Amor é privilégio. É absurda a situação de querer justificar ” abusos, maus tratos e até violência ” nesse sentido. Você acha que não tem pessoas que justificam tapas, socos, tratamento de silêncio como amor? É o que mais tem. Então gente, o alerta que deixo é, procure conhecer o amor verdadeiro e, não se deixem ser “usado” e ” usada” por quem demonstra claramente que não gosta de você. Há muitas pessoas que sofrem por falta de conhecimento. Claro, aceitam qualquer coisa, pagam qualquer preço para ter alguém do lado. E aí, eu pergunto: ” Que tipo de amor aceita tudo?” Nenhum. Nem o amor de mãe que é sagrado, porque ela sabe corrigir o filho na hora certa. Quanto mais, se deixa dominar por abusos, quem machuca você, compreende que, você perdoa. Então, a pessoa repete várias vezes testando o seu limite. Vamos combinar uma coisa? Se valorize, procure se amar mais, porque neste caso sim, você só deixa ficar na sua vida, quem expressa atitudes genuínas com você, quem é sincero e te respeita.
– Desperta!
Se valorize, se ame. Só deixe entrar na sua vida quem agrega.
Agressão física não se resume a tapas, socos e chutes. Além de estrangumento, há ameaças com arma de fogo e arma branca. Existem situações onde objetos são arremessados contra a parede, como forma de impor medo, constrangir e atualizar a vítima, sobre que quem é que manda na situação.
Com o passar os anos, maturidade e uma boa dose de senso ético, nos tornarmos pessoas mais ” seletivas”. Deixamos de lado ” os acúmulos ” e desejamos só o que se mostra pronto, inteiro diante de nossos olhos. Na verdade, já não existe a necessidade de impressionar, ou medo da perda. Existe uma fase da vida, que a gente só conta aquilo que soma, conecta e gera equilíbrio diante da condição que estamos vivendo. A vida é genuína para quem se mostra autêntico diante dela.
Claro que as mulheres fazem diferença no mundo: elas são exemplos de pacificação, compreensão, amor. Na verdade, elas expandem o seu potencial de todas as maneiras. Não são exemplos só de sensibilidade e empatia. Hoje, a mulher também é exemplo de poder. Claro, um poder limitado ainda, mas muitas ocupas cargos de lideranças no mundo todo.
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