Caetano Veloso

Alguma coisa acontece no meu coração

Que só quando cruza a Ipiranga e a Avenida São João É quando eu cheguei por aqui

Eu nada entendi

Da dura poesia concreta de tuas esquinas

Da deselegância discreta de tuas meninas

Ainda não havia para mim Rita Lee

A tua mais completa tradução

Alguma coisa acontece no meu coração

Que só quando cruza a Ipiranga e a Avenida São João

Quando eu te encarei frente a frente

Não vi o meu rosto

Chamei de mal gosto

O que vi de mal gosto, mau gosto

E que narciso acha feio o que não é espelho

E a mente apavora que ainda não é mesmo velho

Nada do que não era antes

Quando não somos mutantes

E foste um difícil começo

Afasto o que não conheço

E que vem de outro sonho feliz de cidade

Aprende depressa a chamar-lhe te de realidade

Por que é o avesso do avesso

Do avesso do avesso.

Do povo oprimido nas filas

Nas vilas, favelas

E destrói coisa belas

De feia fumaça que sobe

Apagando as estrelas

Eu vejo surgir teus poetas

De campos, espaços

Tuas oficinas de florestas

Teus deuses da chuva Pan Américas

De Áfricas Utópicas

Do mundo do samba

Mais possível novo Quilombo de Zumbi

Que os novos baianos passeiam

Na tua garoa Que novos baianos te podem curtir

Numa boa.

Caetano Veloso. Sampa.

Compositores: Caetano Veloso, Elvira Perpinya Bull

Fonte: LiricFind.

Marii Freire Pereira

VEM comigo!

Imagem: Screamyell.com.br

Santarém, Pá 16 de junho de 2020

Cervantes: Dom Quixote e Sancho pança

” […] não posso outra coisa, tenho que seguir com ele: somos do mesmo lugar, comi do seu pão, lhe quero bem, é agradecido, me deu os seus jericos, e por cima de tudo eu sou fiel, e por isso é impossível que nos possa separar outra coisa que não seja pá da terra. E se vossa altanaria não quiser que se me dê o prometido governo, de menos me fez Deus, e pode ser que o não receber redunde em prol de minha consciência, pois apesar de tolo bem entendo aquele ditado que diz ” por seu mal nasceram asas à formiga”, e até pode ser que mais asinha chegue ao céu o Sancho escudeiro que o Sancho governador. ( DQ, 2, XXXIII, 2007, 411)

Maria Augusta da Costa: Cervantes: Dom Quixote e Sancho pança- Fragmentos de uma Aprendizagem Deletiva

Universidade de São Paulo ( USP)

VEM comigo!

Marii Freire Pereira

Imagem: Atrelista

Santarém, Pá 16 de junho de 2020

Vejo-te entre sedas

“Vejo-te entre sedas, frágil, trêmula. Minha gota de orvalho”.

Marii Freire Pereira.

Que interessante seria se a história da mulher em nossa sociedade fosse vista como lemos nessas expressões poéticas, afetuosas que você nota que tem uma certa profundidade. Mas, na prática, vemos que elas se arrastam entre risos e lágrimas.

Em todo tempo, a história da mulher em nossa sociedade, nunca foi dessa forma. Materialmente, nunca houve essa profundidade que lemos nos textos. Isso é uma criação que surgiu, mais como uma postura intelectual. Algo que trabalha a imagem dessa mulher no sentido de comparar, a condição que a define . É uma situação criada que se aproxima da contemplação masculina sob o aspecto do desejo. Acredito que isso, vá além de fantasia. Suspeito que, como em qualquer pretensão masculina, a mulher para viver ao lado do homem, precisava passar a imagem de fragilidade, de ser sublime, onde esse homem, dependendo da necessidade, ele ” endeusa” , essa mulher, mas também a submete a seus vícios.

[…]

Podemos dizer que isso é um crime. Crime porque a mola da necessidade humano é voltada para os interesses. Mas, o amor verdadeiro não se dobra a interesses. Ou ele existe na forma pura, dando-se como um sentimento voluntário, ou é só uma experiência estreita. É o que vemos muitos por aí, são essas experiências que se desfazem com muita facilidade.

Sabemos que a ” a mulher amada”, é sempre vista como sinônimo de beleza. Mas, a pergunta é: ” porque quando acaba esse amor, ela vira um saco de pancadas?”

Dostoiévski tem uma colocação que acho bastante interessante, ele disse uma vez que ” a mulher que ama , ela encobre até os crimes do homem amado”. Tem lá ele a sua razão. Se isso for visto com uma certa profundidade, justifica por exemplo, toda essa negativa masculina sobre a figura feminina. Claro, não podemos esquecer que a mulher foi ensinada a suportar muita na sociedade. Às vezes, ela é capaz de dizer sorrindo que é feliz numa relação, mesmo que no banheiro chore sozinha. É o peso da submissão que as mulheres sempre viveram. Isso as levou a solidão. A solidão de um casamento que muitas vezes, você é casada, mas parece que não tem ninguém. A morte, muitas mulheres morreram por conta de não denunciar os maus-tratos do marido. Então, você recepciona essa carga negativa, que são reflexão de uma sociedade nunca olhou para a mulher com o devido cuidado, o devido respeito que todas elas merecem.

Amor, não é amor se na hora da raiva […], pela necessidade de prazer pessoal, castiga. Que espécie de amor é esse que sente prazer na dor do outro? Aonde fica a importância dessa pessoa na vida de alguém que a usa? Amor não é paralelo, por que submeter as minhas vontades? se a minha vem primeiro, qual é o grau de respeito pela outra? Essas coisas é que devem ser analisadas com cuidado. Se somos capazes de ” negociar “, através do diálogo, por que, não dizer: ” venha aqui, precisamos conversar!”. Isso sim, cria uma relação harmônica, inclusive ” pautada no respeito “. Mostra um comportamento íntegro, o que alivia inclusive, o peso de nossas ações. Agora, se me a longo de tudo isso, estou construindo que tipo de imagem? Certamente, uma imagem e conduta inadequada. Para a mulher, uma das coisas que faz com que ela vá ‘adoencendo’, dentro de uma relação pautada na imposição do homem, é justamente essa maneira de feri-la, não só fisicamente, mas psicologicamente. ‘ Maculou’ a imagem, essa mulher vai deixando de ter carinho e o cuidado de antes.

O amor entre um homem e uma mulher, está acima de interesses. De nada adianta ele a ‘endeusar’, criar essa imagem delicada, se na prática, se no dia a dia, não consegue ser íntegro. Claro, que nesse casa, irá surgir uma enxurrada de justificativa, não discuto. Acredito que cada uma cabe dentro de sua condição. Me atento, ao que me dediquei a escrever. A história feminina em nossa sociedade, ela algo que vai além dos contos literários, Machado de Assis, por exemplo. A idéia de romantismo criada a respeito da mulher. “Flores, sedas, perfumes, voz suave, vestes adequadas”. Não é isso que define a nossa condição. Se fala em respeito, mas é o respeito ao valor que nos acompanha. Quando digo que a história da mulher vai além, porque essas flores que ela ganha em vida, também pode ganhar na morte. O caráter forte desse texto é esse. É provocar mesmo…

Mulher é sinônimo de perfeição. Perfeito. Mas, o homem também é. O homem quando ele sabe ser e age como homem, ele encanta. Todavia, quando sai dos trilhos, é que se percebe as marcas […] do sofrimento que deixa.

Essa história que comporta muitas situações, e que fala da mulher, dentro da nossa sociedade, ela tem inúmeras justificativas. Na verdade, é um longo caminho, uma trajetória composta de obstáculos que não se resume a um simples texto. Todavia, serve para trazer a reflexão situações que merecem ser vistas com carinho. A verdade é que, ainda temos muito a amadurecer. Acredito que hoje, ainda temos por hábito ‘vestir as vestes de nossas mães’. Se elas foram felizes? Não se sabe ao certo. Mas, já passamos da fase de acender fogão. Hoje, lutamos por igualdade e liberdade. É uma marca de nossos pulsos.

Marii Freire Pereira

Imagem: Pinterest. Tere Artbo

Santarém, Pá 16 de junho de 2020

Murilo Mendes

“Eu me sinto um fragmento de Deus

Como sou um resto de raiz

Um pouco de água dos mares

O braço desgarrado de uma constelação.

A matéria pensador Deus,

Transforma-se e evolui por ordem de Deus.

A matéria variada e bela

É uma das formas visíveis do invisível.

Cristo, dos filhos do homem és o perfeito…”

Murilo Mendes. ( In: Laís C.de Araújo, op. cit, p. 128- 9)

Literatura brasileira: William Cereja e Thereza Cochar. Atual, 2013

VEM comigo!

Marii Freire Pereira

Imagem: Arcanjo, de Ismael Nery. Coleção Ricardo Simões- SP.

Imagem:Arquivo pessoal.

Santarém, Pá 16 de junho de 2020

Carlos Drummond de Andrade

“Não, meu coração não é maior que o mundo.

É muito menor.

Nele não cabe nem as minhas dores.

Por isso gosto tanto de me contar.

Por isso me dispo,

por isso me grito,

por isso frequento os jornais, me exponho cruamente nas livrarias:

preciso de todos.

Sim, meu coração é muito pequeno.

Só agora vejo que nele não cabem os homens.

Mas também a rua não cabe todos os homens.

A rua é menor que o mundo.

O mundo é grande.

Tu sabes como é grande o mundo

Conheces os navios que levam petróleo e livros, carne e algodão.

Viste as diferentes cores dos homens,

As diferentes dores dos homens,

sabes como é fácil sofrer tudo isso, amontoar tudo isso

num só peito de homem…sem que ele está lá.

Fecha os olhos e esquece.

Escuta a água nos navios,

tão calma. Não anuncia nada

Entretanto escorre nas mãos,

tão calma! Vai inundando tudo…

Renascerão as cidades submersas?

Os homens submersos- voltarão?

Meu coração não sabe.

Estúpido, ridículo é frágil é meu coração.

Só agora descubro

como é triste ignorar certas coisas.

( Na solidão de indivíduo

desaprendi a linguagem

com que homens se comunicam.)”

Carlos Drummond de Andrade. Mundo Grande. (Texto Selecionados), Nova Cultural. São Paulo, 1990

VEM comigo!

Marii Freire Pereira

Imagem: via Facebook

Santarém, Pá 15 de junho de 2020

Flávio Venturini

” Ouvi dizer que são milagres

Noites com sol

Mas hoje eu sei que não são miragens

Noites com sol

Posso entender o que diz a Rosa

Ao rouxinol

Peço um amor que me conceda

Noites com sol

Onde só tem o breu

Vem me trazer o sol

Vem me me trazer amor

Pode abrir a janela

Noites com sol e neblina

Deixa rolar nas retinas

Deixa entrar o sol…”

Flávio Venturini. Noites com sol

Compositores: Flávio Venturini e Ronaldo Bastos.

https://m.letras.mus.br

Marii Freire Pereira

VEM comigo!

Imagem: Pinterest. Plus.google.com

Santarém, Pá 15 de junho de 2020

Um gesto de humanidade

As boas ações permitem que sejamos mais humanos. Todas às vezes que, num gesto de compreender o outro, eu sou capaz de saber interpretar o que ele sente, digo quando “me ponho no lugar dele”, ali estou demonstrando que dentro de minhas imperfeições, estou tendo um gesto de respeito, cuidado e consideração pelo o outro. Isso é visto como um gesto de humanidade, porque dentre outras coisas, existe amor.

Se através de minha consciência, sou capaz de compreender que aquele que é diferente de mim, dos meus gestos, gostos e da minha forma de contemplar a vida, é possuidor de elementos que considero importante, então, significa que estou me aprimorando enquanto ser humano, ou seja, eu não o desprezo. Esse é um dos detalhes que nos distingue das outras espécies, é a consciência. Ela é quem nos permite agir em meio do descontrole. Fazer o que certo, reparar os nossos erros. O que existe dentro de toda imperfeição humana, não é exatamente querer melhorar? Se o meu agir caminha para corrigir essas falhas, estou agindo conscientemente e fazendo o que certo. O que nem todo mundo faz, por exemplo. Muitos buscam agir de dura.

[…]

As pessoas mais inflexíveis, são aquelas geralmente sofrem por não querer admitir que cometem erros. Quase sempre são tomadas por orgulho, não demonstram qualquer gesto de empatia, não refletem o gesto de suas ações. São cruéis, agem voltas mais para o lado inumano. Muitas, creditam que ser bom, é ser idiota, quando na prática, se percebe que não. É justamente o contrário, fazendo o bem é que somos capazes de construir coisas de valores.

Todas vezes que assumimos esse compromisso conosco, estamos demonstrando que somos capazes de construir pontes que nos permitem ser vitoriosos ao invés de criar situação tumultuadas. Às vezes, maus – entendidos nascem justamente desse não saber lidar com pessoas ou situações em que se deve usar os sentimentos de forma correta. Se posso respeitar, por que não me permito ? O bonito da vida é isso. É esse saber lidar com o que nos desafia e também, aquilo que nos conquista. Imperfeitos todos somos, mas procurar cuidar melhor de si e do outro, é uma atitude que fala por si só, porque reflete de forma positiva a respeito de nosso comportamento.

Quer coisa mais importante do que isso? O que nos define, o que nos ajuda a crescer são atitudes ricas. São elas que nos permitem ter essa dinâmica bacana com as outras pessoas. Fazer o bem, nunca nos tornou mais pobre,pelo contrário nos enriquece. Pense nisso!..

Marii Freire Pereira

Imagem: Pinterest. Colossal

Santarém, Pá 15 de junho de 2020

Luis Armstrong

Eu vejo as árvores verdes rosas e vermelhas também

Eu as vejo florescer para mim e para você

E penso comigo, que mundo maravilhoso.

Eu vejo os céus tão tão azuis e as nuvens tão brancas

O brilho abençoado do dia, e a escuridão sagrada da noite

E eu penso comigo, que mundo maravilhoso.

As cores do arco-íris, tão bonitas no céu

Estão também nos rostos das pessoas que passam

Vejo amigos apertando as mãos dizendo: Como vai você?

Eles realmente estão dizendo: Eu te amo!

Eu ouço bebês chorando, eu os vejo crescer

Eles vão aprender muito mais que eu jamais vou saber

E eu penso comigo, que mundo maravilhoso

Sim, eu penso comigo, que mundo maravilhoso.

Luis Armstrong. What a Wonderful Word ( Que Mundo Maravilhoso)

Compositores: Bob Thiele, George Weiss e George Douglas.

https://m.letras.mus.br

VEM comigo!

Marii Freire Pereira

Imagem: Pinterest. thinglink.com

Santarém, Pá 15 de junho de 2020

A pluralidade de concepções acerca do covid-19: ficar em casa é um desafio?

O número de brasileiros que fundamentam de forma negativa esse momento de consciência pelo qual passamos, aliás ‘o mundo inteiro tem passado’, abre debate acerca de inúmeras informações a respeito da Covid-19. Informações que sustentam posições que na minha concepção merecem ser olhadas com mais carinho.

É inegável que as pessoas queiram ter a liberdade de antes, de ‘ir e vir’ , sem maiores problemas. Mas, compreendo que o momento é para nos ‘resguardar ‘. O Brasil precisa dessa resposta positiva, digo contar nesse momento de plena compreensão das pessoas para obter sucesso nessa luta pela vida. É exatamente assim que se deve pensar para só então, agir. Essa Pandemia, serviu para mostrar o quão frágil essa população estava. Claro que, temos que observar inúmeras falhas. Mas aqui, todo esse problema transcende qualquer pensamento a respeito de saúde. Os casos concretos de contaminação e resultado: morte, expõe todos os dias como anda a fragilidade de nosso sistema de saúde. A saúde pública sempre foi muito questionada, principalmente no sentido de encontrar soluções a casos que se agravam. Agora, leve em consideração a COVID- 19?! Compromete ainda mais essa questão, não? Esse é o momento de se pensar, e ‘rejeitar a idéia’ de se querer disputar um leito de hospital. Não queira para você uma situação dessa.

Nesse momento o que todos nós devemos fazer é ficar em casa, ao menos, os podem. É uma forma de ‘ amenizar ‘, de ajudar a não levar o problema adiante. Ficar em casa é bom para quem gosta. Tem os filhos que se você notar, a maioria não tem a presença dos pais por perto. Muitos filhos sofrem a ausência dos pais. Além disso, temos uma família, mãe, irmãos, sobrinhos, animais de estimação. Às vezes, você reconhece que moram na mesma casa, mas não há o reconhecimento, o afeto, a forma de interagir, são mecanismos que não funcionam. Em outras palavras, são pessoas estranhas. Vivem juntas, mas não se reconhecem como parentes, não interagem.

A Covid é um problema para discutir? É. Mas, é também uma oportunidade de você ” conhecer a sua família “. O afeto é um projeto humano que permite essa flexibilização de poder oferecer carinho, amor e porque não dizer, valor ao outro? Compreende aonde quero chegar?

No âmbito do lar, é que as relações se fortalecem. Por isso, se você pode desfrutar de mais tempo em casa, saiba vivê-lo de forma que, isso agregue valor a sua família. Quantas pessoas não têm tempo de assistir um filme, juntas? Quantas pessoas levantam cedo para ir trabalhar, e voltam para o aconchego do lar quando já é noite? É essa incompatibilidade entre as agendas das pessoas que fazem com que elas se afastem cada vez mais, uma das outras.

Cabe ressaltar nesse momento que, de forma autêntica “der valer para aqueles que ajudam construir um mundo a sua volta”. São essas pessoas que irão te receber quando a alegria, quando a liberdade da rua não oferecer prazer tanto quanto deveria. São para essas pessoas essas pessoas que se voltam para você

[…] volta-se, e detalhe: às vezes, não se agrega nenhum valor. Mas, elas estão sempre de braços abertos…esperando.

Embora a vontade de sair seja grande, nesse momento, é um privilégio estarmos vivos, enquanto muitos já não podem contemplar a luz do sol (…), não sem uma razão, mas porque foram vítimas do acaso. Sair nesse momento, só com a devida proteção. É sabido que qualquer um pode ser atingido pelo problema. Então, a resposta positiva que se deseja, depende das medidas protetivas, mas também da consciência de cada um. Atenção nesse momento é fundamental para que todos fiquem bem. Precisamos ter esse compromisso de proteção conosco e com o outro. O sucesso de tudo isso, depende de nós, digo de nossas ações, pelo menos com aquilo que podemos contribuir.

Um forte abraço!

Marii Freire Pereira

VEM comigo!

Imagem: Pinterest We Heart it

Santarém, Pá 15 de junho de 2020

Carlos Drummond de Andrade

Gastei uma hora pensando um verso

que a pena não quer escrever.

No entanto ele está cá dentro

Inquieto, vivo.

Ele está cá dentro

É não quer sair.

Mas a poesia desde momento

imunda minha vida inteira.

Carlos Drummond de Andrade. Poesia. ( Alguma poesia. Rio de Janeiro: Record.Graña Drummond- wwww.carlosdrummond.com.br)

Literatura brasileira: William Cereja e Thereza Cochar. São Paulo, 2013

VEM comigo!

Marii Freire Pereira

Imagem: Pinterest. NINO Interactive Inc

Criação: Marii Freire

Santarém, Pá 15 de junho de 2020