Mulher exigente fica sozinha? Convenhamos, desde quando, ter ao lado, alguém que a maltrate, é ter a certeza que ela tem alguém com quem possa contar? É uma soma justa pra vida?
“É fundamental falar acerca de violência”. Essa questão vai além de muros altos ( resistência), coisa comum, seja pelos que ignoram tal realidade, ou aqueles que enfeitam a fala e dizem que “mulher gosta de apanhar”. Isso, é fácil de lidar. São comportamentos repetitivos, chamam atenção, evidente. Mas ao se olhar para o problema, nota-se que o incomoda na verdade, não é as arestas, mas a forma de como a história nos molda. Inseguras dentro ou fora de casa, seguimos vivendo nessa superfície frágil como de costume. E sabe o que é realmente triste? É infelizmente, se carregar esse peso, sem a promessa de um futuro com mais segurança para todas nós.
Quanto mais a mulher avança em relação a seus direitos, mais se observa também que, há uma resistência maior do homem em aceitá-los. Por que faço essa afirmação? Porque percebemos como os índices em relação a violência cresce. Claro, embora a Lei Maria da Penha seja um ganho significativo a todas nós mulheres, a gente sabe que muitas ainda mantém o silêncio. Já aquelas que denunciam, sentem o peso de suas ações. Mas, é preciso denunciar, porque quebrando o silêncio, se coopera para um número menor de Feminicidio no país, por exemplo. Apesar de muitas campanhas e todo um trabalho em conjunto, feito no sentido de esclarecer e combater a violência doméstica e familiar, infelizmente, tem-se números bastantes expressivos nesse sentido.
” É de se supor que, por esse caminho, a população brasileira se homogeneirá cada vez mais, fazendo com que, no futuro, se torne ainda mais coparticipado por todos um patrimônio genético multirracial comum. Ninguém estranha, no Brasil, os matizes de cor dos filhos dos mesmos pais, que vão, frequentemente, do moreno ao amulatado, em um deles, ao branco mais claro, no outro; ou combinam cabelos lisos e negros de índio ou duros e encaracolados de negro, ou sedosos de branco, de todos os modos possíveis; com diferentes aberturas de olhos, formas de boca, conformações nasais ou proporções das mãos e pés. “
Darcy Ribeiro. Assimilação ou segregação / Raça e cor
RIBEIRO, Darcy. O Povo Brasileiro e a formação e o sentido do Brasil. 3 ed. Editora: Global. São Paulo, 2015
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