José Saramago

” Arranca metade do meu corpo, do meu coração, dos meus sonhos.

Tira um pedaço de mim, qualquer coisa que me desfaça.

Me recria, porque eu não suporto mais pertencer a tudo, mas não caber em lugar algum.”

José Saramago

Publicado por: VEM comigo!

Marii Freire Pereira

Imagem: Lisboa/ via Facebook

Santarém, 26 de março de 2020

Livro do Desassossego (Fernando Pessoa)

” O resto é a vida que nos deixa, a chama que morre no nosso olhar, a púrpura gasta antes de a vestirmos, a lua que revela o nosso abandono, as estrelas que estendem o seu silêncio sobre a nossa hora de desengano. Assídua a mágoa estéril e amiga que aperta o peito com amor“.

Meu destino é decadência ( Fernando Pessoa) – Livro do Desassossego

https://citações. in

VEM comigo!

Marii Freire Pereira

Santarém, Pá 25 de março de 2020

Esperança

Qual é a definição da palavra esperança conforme a sua concepção de vida? Principalmente agora, que temos que despertar a vocação de humanizar-se mais ainda, diante da realidade que estamos vivendo?

Imagino que alguns diante desse momento, que é especial e evidente, dado por essa instabilidade a qual estamos vivenciando, estejam atônitos por sentir tanto desprezo pela falta de compreensão e delicadeza por posicionamentos no mínimo lamentável. É bom que se diga que, de algumas pessoas, esperamos mais flexibilidade perante a sua conduta, postura porque o situação atual pede ponderação. E para que isto aconteça, é preciso identificar quais são as partes frágeis da história. Na minha opinião, eu não gostaria que aprendessemos através dos erros.

O que parece indiscutível nesse momento, é que não se pode criar mais embaraços, ou seja, forçar uma situação de forma desumanizadora, o que seria cruel com uma parcela da população. Levar muitos ao sacrifício para que alguns possam viver bem no conforto de seus lares. Voltar ao trabalho, procurar ter uma vida normal (…), Pode ser prematura a minha observação, mas aqui não cabe a questão de fazer acepção de pessoas, ou seja, expor-las ao risco, soa como no mínimo uma atitude irresponsável. Nesse momento, a consciência é coletiva, portanto cabe procurar sairmos ilesos, aliás, não diria ilesos, porque as sequelas existem, elas estão aí, para mostrar-nos o caminho mais doloroso para alguns que infelizmente, não tiveram a mesma sorte que eu e você tivemos.

Sabemos que o diálogo mais do que nunca se faz necessario nesse momento em nossa sociedade, pois só é através dele que ganhamos significado como homens que caminham rumo ao que é certo, ou seja, visto como ‘correto’. Quanto mais houver compreensão por parte das pessoas, mais ganharemos. E a palavra agora é União, só ganharemos se tivermos unidos. Só, nunca se ganha.

[…]

Ter consciência agora, diante da Pandemia do Coronavirus, faz com que a palavra esperança, ganhe um significado maior. É como se sujeitando-nos a um processo contínuo de cuidado, pudéssemos, pensar melhor, tomar a realidade para a qual precisamos enfrentar. Ingênuo é depositar a nossa percepção em si mesmo e sair fazendo o que pensamos ser o correto. Se assim fosse, arrumaríamos problemas não só para nós mesmos, mas também para os outros.

É preciso lembrar que não somos seres imortais, pelo contrário, vamos morrer, mas de preferência por velhice, não por descuido. Temos uma trilha finita, e o resultado final de tudo, digo, só é possível analisar se vai ser um final bem-sucedido ou não, se formos capazes de respritar algumas regras.

Vamos pensar, lutar e perceber que há um significado maior para a nossa existência, respeitando não só os nossos, mais também o direito dos outros, ou seja, de todos.

Marii Freire Pereira

VEM comigo!

Santarém, Pá 25 de março de 2020

Eu sou Trezentos…

” Eu sou Trezentos, sou Trezentos- e-cinquenta,

As sensações renascem de si mesmas sem repouso

Abraço no meu leito as milhores palavras,

E os suspiros que dou são violinos alheios;

Eu piso na terra como quem descobre a furto

Nas esquinas, nos táxis, nas camarinhas seus próprios beijos!

Eu sou trezentos, eu sou trezentos-e-cinquenta …”

Mário de Andrade

Literatura Comentada, Nova Cultura- 1990, São Paulo.

VEM comigo!

Marii Freire Pereira

Santarém, Pá 25 de março de 2020

Percalços

Há dias em que vemos a vida de um jeito admirável, falamos até com carinho acerca de determinadas situações. Porém, há dias que temos que partir do inverso, assumindo a responsabilidade de fazê-los mais leve, desejável, criando ali, diria até, um ambiente favorável dentro de todo um contexto de mudanças para sejamos capazes de ir adiante, caminhar.

[…]

Esse ” caminhar”, implica saber cooperar com os dias para que, através do conhecimento, já que a (vida é um eterno processo de superação), conseguirmos alcancar o equilíbrio interior, e assim na medida do possível, “conscientes” tirar proveito das situações adversas.

É interessante observar o ser humano nesse processo de superação, nessa maneira de refletir a cerca da vida, principalmente quando tudo muda. Tem pessoas por exemplo, que conseguem superar certas situações muito rápido, outros não. Tem gente que vai adiando, se violentando, ferindo cada vez mais até virar uma coisa séria, ou seja, negam resgatar-se daquele ciclo vicioso. Não assumem o compromisso de tomar a razão e dizer, eu posso mais, posso ir além… ‘vivem presos aos percalços da vida’, muitos se fingindo de coitadinhos para que as pessoas possam ter pena. Não, todos nós temos a capacidade de superação. Basta projetar os nossos pensamentos a aos caminhos que ajuda-nos superar os nossos próprios limites

[…]

É preciso saber compreender que a vida é feita de altos e baixos, e que apesar, dos dissabores, todos nós, precisamos recomeçar. E um bom jeito de fazer as coisas acontecerem é olhar para dentro de nós mesmos, dialogar para só então, conseguir criar condições para seguir em frente.

Se você vive esse momento de superação, acredite mais em você, na sua capacidade, na sua força. Eu sei que é…capaz! Vá!, busque o que precisa para conseguir alcançar o seu bem-estar novamente. Boa sorte!

Marii Freire Pereira

VEM comigo!

Imagem- pública

Santarém, Pá 25 de março de 2020

Produção musical nordestina

” Asa Branca “

Quando oiei a terra ardendo

Qual fogueira de São João

Eu perguntei a Deus do céu, ai

Por que tamanha judiação

Que braseiro, que fornaia

Nem um pé de prantação

Por farta d’água perdi meu gado

Morreu de sede meu alazão.

[…]

Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira

Literatura brasileira: William Cereja e Thereza Cochar, ano: 2013

VEM comigo!

Marii Freire Pereira

Imagem: Pinderest.

Santarém, Pá 24 de março de 2020

Geração de 30/movimentos literários/literatura

Nordeste: palavra, imagem e som

A geração de 30, fez surgir novidades que trouxeram uma contribuição cultural muito grande ao Brasil, tanto no que se refere a prosa, a música e a literatura. O cinema também, trouxe a temática nordestina. Aliás, esse foi um tema bastante explorado. Os autores traziam em seus textos sempre essa temática que falava dos problemas dessa gente sofrida, bem como, as marguras da seca, miséria, dentre outros. A contribuição cultural foi riquíssima para todos, inclusive a você. Quer conferir? Não perca tempo! Tem muita coisa boa esperando por você.

Comentário:

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Marii Freire Pereira

Literatura brasileira: William Cereja e Thereza Cochar, ano: 2013

Imagem: MASP.org.br

Candido Portinari, Menino morto

Enquanto isso em Portugal

A segunda Geração do Modernismo e o Neorrealismo

A Segunda Geração do Modernismo, ou presencismo, teve como ponto de partida a revista “presença “. Essa , lançada em meados de 1927, onde não pretendia ter compromisso com correntes políticas, sociais ou religiosas.

A princípio, foi composta por os escritores que tinha uma publicação marcada por inquietações religiosas, dentre eles, aparece o escritor José Régio e Miguel Torga. Eles cultivaram a poesia e a prosa de ficção e o teatro. Entre as obras desse período, José Régio, destacou-se pelo trabalho chamado Poemas de Deus e do Diabo e romance da cabra-cega , que naquela época, foi considerado um marco da prosa contemporânea. De Miguel Torga, cita-se as obras poéticas Ansiedade e Abismo e na prosa de ficção A criação do mundo e Bichos

No final da década de 1930, quando eclodiu a Segunda Guerra Mundial, surgiu, em Portugal um movimento literário que combatia fascismo e a literatura dita ” descompromissada “- o Neorrealismo, cujos os partidos, ao contrário das gerações anteriores, propunham uma literatura social.

Ferreira de Castro é um dos precursores da nova tendência. O seu romance de nome A selva denuncia a exploração dos seringueiros na Amazônia brasileira.

Guinéus, de Alves Redol, é considerada como a primeira obra portuguesa. Já por volta de 1940, esse movimento literário contou com outros nomes como, Fernando Namora, Oliveira Carlos, Manuel da Fonseca e outros.

Comentário:

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Marii Freire Pereira

Imagem: Varina comendo melancia ( 1949), Júlio Pomar.

Santarém, Pá 24 de março de 2020