Saberás que não te amo e que te amo. Porquanto de dois modos é a vida, A palavra é uma asa do silêncio, O fogo tem sua metade fria. Eu te amo para começar a te amar, Para recomeçar o infinito e para não deixar de te amar nunca: por isso mesmo é que aindaContinuar lendo “Neruda”
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Devagar a vida se refazendo
Devagar tudo vai ganhando formas O abraço vira abrigo A saudade vem na medida certa De repente, a vida começa a fazer sentido de novo. Os olhares se cruzam Ganham vida A gente começa a se importar de maneira saudável Acorda de manhã dando ‘bom dia!’ É a alma se recompondo gradativamente O silêncio fazContinuar lendo “Devagar a vida se refazendo”
Quando o passado não passa
Cultivar uma saudade é sempre bom, aliás, toda saudade é benéfica , pois significa que existe um carinho incompleto. Lembrar de acontecimentos ou mesmo pessoas que amamos, mas que por algum motivo tiveram que cumprir o seu destino longe de nós, é uma tarefa, dolorida, porém aceitável. O maior desconforto talvez não esteja na falta,Continuar lendo “Quando o passado não passa”
Não é aparência, é a essência que torna alguém atraente.
O que torna alguém especial não é a aparência, é a essência. É aquilo que consegue conquistar o lado social e intelectual. O que conquista o nosso olhar sobre o outro, é forma como ele aceita a boa conversa. A maneira como ele se solidariza-se com as questões difíceis, como apoia, como constrói conceitos acercaContinuar lendo “Não é aparência, é a essência que torna alguém atraente.”
Paixão por bibliotecas
As bibliotecas em si, todas são muito atraentes. Quem é amante da boa leitura nao resiste a esses espaços. Primeiro, você tem o silêncio que precisa e, segundo porque são lugares esplendorosos, capazes de fazer o mundo renascer de diversas formas, metaforicamente faltando. Mas não só, as expectativas com bibliotecas são sempre muito boas. ÉContinuar lendo “Paixão por bibliotecas”
Bocage, in ‘ A Rosa’.
Tu, flor de Vénus Corada Rosa Leda, flagrante, Pura, mimosa..”. https://w.w.w. tudoepoema.com.br Marii Freire .
A Segunda Fase do Modernismo.
A Segunda Fase do Modernismo, surge nas décadas de 1930 e 1940, onde a poesia passava pela a sua melhor fase, vamos dizer assim, uma vez que havia a necessidade de mostrar através dos meios culturais toda a inquietação filosófica, social e amora referentes aquele período. Era uma fase de amadurecimento que a poesia brasileiraContinuar lendo “A Segunda Fase do Modernismo.”
Sopros de vida
De repente, num milagre tímido e sutil A vida começa a se recompor Você se abre aos desejos A busca pelos antigos sonhos. Tudo se faz doce… De repente, aquelas ondas agitadas viram calmaria As tardes, como uma criança, desejam ser embaladas… Sopros de vida… Dos dos olhos nascem o encanto, Da canção, a sinfoniaContinuar lendo “Sopros de vida”
Os desconfortos da vida
Você observou como a natureza é sabia? Observe nesses pequenos galhos. Estão sem folhas, o que significa que tiveram que passar pelos desconfortos causados pelo tempo. Claro, respeitando toda as limitações da natureza. Mas, ao mesmo tempo, você observou algo tão precioso neles? A confirmação de que [apesar ], da necessidade de ter que seContinuar lendo “Os desconfortos da vida”
Agosto de 1964
Entre lojas de flores e de sapatos, bares, mercados e butiques, viajo num ônibus Estrada de Ferro- Leblon Volto do trabalho, a noite em meio, fatigado de mentiras. O ônibus sacoleja. Adeus, Rimbuaud, relógio de lilases, concretismo, neoconcretismo, ficções da juventude, adeus, que a vida Eu a compro à vista aos donos do mundo. AoContinuar lendo “Agosto de 1964”