” Maior amor nem mais estranho existe que o meu amor – que não sossega a coisa amada e quando a sente alegre, fica triste, E se a vê descontente, dá risada”. Vinicius de Moraes ( Soneto do amor maior”. In: Nova antologia poética. Seleção e organização: Antonio Cícero e Eucanaã Ferraz, 2008. Marii FreireContinuar lendo “Vinicius de Moraes”
Arquivos da categoria: Sem categoria
Leitura
A leitura de modo geral, ela provoca inquietações, principalmente quando é generosa, quando nos permite ver a vida sob nova expectativa. A leitura é capaz de transformar a vida. Há quem escreva para passar o tempo, assim como há quem use esse artifício para resolver os seus conflitos internos. Claro, a leitura é resposta (Continuar lendo “Leitura”
Maria Bethânia
” Como esta noite findará E o Sol então rebrilhará Estou pensando em você Será que vela como eu? Será que pergunta por mim?” Maria Bethânia – Onde estará o meu amor? Compositores: Francisco Cesar Gonçalves Letra de Onde estará o meu amor? Warner Chappell Music, Inc VEM comigo! Marii Freire Pereira Santarém, Pá 31Continuar lendo “Maria Bethânia”
Passado
Acho curioso o jeito de como algumas pessoas diante de determinadas provações reagem, e acabam respondendo de uma forma que denuncia os seus conflitos internos. Digamos que elas recebem uma cargade estímulos de modo, tão profundo que psicologicamente, dizem que está bem, mas é um ‘ bem ‘ que denuncia algo que não foi bemContinuar lendo “Passado”
Carlos Drummond de Andrade
Ardiloso sorriso alonga- se em silêncio Para contemporâneos e pósteros ansiosos, em vão, por decifrá-lo. Não há decifração. Há o sorriso. Carlos Drummond de Andrade ( Em: Farewell. Rio de Janeiro: Record, 1996 Imagem: Mona Lisa, ou “Gioconda ” ( Da Vinci) Wikipédia VEM comigo! Marii Freire Pereira Santarém, Pá 31 de março de 2020
Fernando Pessoa
” Eu amo tudo o que foi Tudo o que já não é A dor que já me não dói A antiga e errônea fé O ontem que a dor deixou, O que deixou alegria Só porque foi, e voou “. Fernando Pessoa. Literatura brasileira, atual editora.com.br VEM comigo! Marii Freire Pereira Santarém, Pá 31Continuar lendo “Fernando Pessoa”
Desencanto
Há dias em que a tristeza chega sem avisar. E você nota que ela vai se transformando em dor de silêncio. De repente, se começa a mergulhar no profundo de si. A alma começa ‘arder’, mas não é o arder em brasas, algo comparado a fogo que consome, é uma dor que vai tornando-se protagonistaContinuar lendo “Desencanto”
Chico Buarque
” Amou daquela vez como se fosse a última Beijou sua mulher como se fosse a última E cada filho seu como se fosse o único E atravessou a rua com seu passo tímido Subiu a construção como se fosse máquina Ergueu no patamar no patamar de quatro paredes sólidas Tijolo com tijolo num desenhoContinuar lendo “Chico Buarque”
Bertolot Brecht
” Pelo o que esperam? Que os surdos se deixem convencer E que os insaciáveis Lhes devolva algo? Os lobos os alimentarão, em vez de devorá-los! Por amizade Os tigres convidarão A lhes arrancaram os dentes! É por isso que esperam!“ Bertolot Brecht (1913- 1956)- Os esperançosos. VEM comigo! Marii Freire Pereira Santarém, Pá 30Continuar lendo “Bertolot Brecht”
Ilusão da realidade
A ilusão da liberdade é o que estamos vivendo, melhor ‘vivenciando’, e essa liberdade se confunde com a manutenção do status quo. O que estamos vivendo não são desvaneios, ou mesmo a leitura de algo superficial, onde se possa tomar um café da manhã, lendo um livro de nossa preferência. Não, estamos diante de umaContinuar lendo “Ilusão da realidade”