É difícil passar por um processo de transformação. Nos construir é sempre doloroso. Se costuma optar sempre ou quase sempre, por querer ficar na nossa segura, atrás das nossas portas fechadas. É difícil, sinceramente é difícil. Sacrificar, consiste em primeiro abrir mão de um orgulho, de algo que conquistamos através de muito investimento, esforço mesmo.Continuar lendo “Metamorfose”
Arquivos do autor:VEM comigo!
Carlos Drummond de Andrade
Vamos, não chores… A infância está perdida. A mocidade está perdida. Mas a vida não se perdeu. O primeiro amor passou. O segundo amor passou. O terceiro amor passou. Mas o coração continua. Perdeste o melhor amigo. Não tentaste qualquer viagem. Não possuis casa, navio, terra. Mas tens um cão. Algumas palavras duras, em vozContinuar lendo “Carlos Drummond de Andrade”
Cecília Meireles
” A vida só é possível se reinventada…” Cecília Meireles. Reinvenção. Culturagenial.com Marii Freire Pereira Imagem: pública Santarém, Pá 12 de maio de 2020
Tom Jobim
Entra meu amor Bom você voltar De onde vem você cansado assim Leio tanta dor no seu triste olhar Nesse olhar que outrora se acendia só pra mim Fala meu amor Cala meu amor É melhor você nada dizer Vem aos braços meus Que os braços meus Vão finalmente lhe fazer chorar Tom Jobim, CalaContinuar lendo “Tom Jobim”
Negro forro
” Minha carta de alforria não me deu fazendas, nem dinheiro no banco, nem bigodes retorcidos Minha carta de alforria costurou meus passos aos corredores da noite de minha pele.” Adão Ventura. In: Ítalo Moriconi, org. Cem melhores poemas brasileiros do século. Rio de Janeiro, Objetiva, 2001 Marii Freire Pereira VEM comigo! Santarém, Pá 12Continuar lendo “Negro forro”
Despedidas
A dor, as lágrimas sempre nos fazem companhia numa fase de turbulência. O sentimento de culpa também nos acompanha. Choramos escondido nos fazendo de fortes, às vezes, atravessamos noites pensando, nos recolhendo nos nossos desertos. E quantos desertos, um verdadeiro reino de solidão. […] Falamos sozinhos, agimos e reagimos tentando superar as nossas crises, asContinuar lendo “Despedidas”
Mário de Andrade
A febre tem um rigor suave de tristeza, E os símbolos da tarde comparecem entre nós; Não é preciso nem perdoar nem esquecer os crimes Pra que venha este bem de sossegar na luz pouca luz. É a nossa intimidade. Um fogo arde, esquentando Um rumor de exterior bem brando, muito brando, E dá clarõesContinuar lendo “Mário de Andrade”
Pessoas controladas pelas emoções
Há momentos na vida que temos reações como qualquer mortal. Um pequeno gesto, uma palavra dita de maneira inadequada, e nós, temos o desejo de virar rei, ou seja, mandar a pessoa a ‘fruta que floriu’. O que não é comum, mas isso é uma expressão que retrata muito a nossa força interna, a maneiraContinuar lendo “Pessoas controladas pelas emoções”
Suavidade
Suavidade é pode contemplar os dias com mais delicadeza. Suavidade da brisa, do riso de uma criança, da ousadia de acreditar no medo de si mesmo. Suavidade é antes de mais nada, enxergar a vida com os olhos alma. […] É raro não olhar para vida e deixar de compreender que ela só se constróiContinuar lendo “Suavidade”
Charles Baudelaire
Quando, pesado e baixo, o céu como tampa Sobre a alma solucante, assolada aos açoites, E que deste horizonte, a cercar toda a tampa Despeja- nos um dia triste que as noites; Quando se transformou a Terra em masmorra úmida, Por onde essa esperança, assim como um morcego Vai tangendo paredes ante uma asa túmidaContinuar lendo “Charles Baudelaire”