Negro forro

Minha carta de alforria

não me deu fazendas,

nem dinheiro no banco,

nem bigodes retorcidos

Minha carta de alforria

costurou meus passos

aos corredores da noite

de minha pele.”

Adão Ventura. In: Ítalo Moriconi, org. Cem melhores poemas brasileiros do século. Rio de Janeiro, Objetiva, 2001

Marii Freire Pereira

VEM comigo!

Santarém, Pá 12 de maio de 2020

Publicado por VEM comigo!

Bacharela em direito, Pós- graduada em Direito Penal e Processo Penal.

6 comentários em “Negro forro

Comentários encerrados.

%d blogueiros gostam disto: