Despedidas

A dor, as lágrimas sempre nos fazem companhia numa fase de turbulência. O sentimento de culpa também nos acompanha. Choramos escondido nos fazendo de fortes, às vezes, atravessamos noites pensando, nos recolhendo nos nossos desertos. E quantos desertos, um verdadeiro reino de solidão.

[…]

Falamos sozinhos, agimos e reagimos tentando superar as nossas crises, as nossas adversidades. Tentamos simplesmente, nos despedir de experiências dolorosas que muitas vezes, acumulamos sem nos darmos conta ou mesmos em situações reais que construímos, mas que por infelicidade, tudo se desfaz. São coisas que fogem do controle, situaçõe que muitas vezes, na ânsia de salvá-las, somos taxados de loucos, descontrolados. Mas que querendo ou não exigem uma resposta contundente de nós. Aliás, o ser humano é assim, ele quer sempre respostas claras.

Há um ditado que diz que ‘quem adoça a vida diante de uma crise, torna-se generoso’, porque dentre outras coisas, a pessoa é nobre consigo mesmo ( a). É provável que sim, porque no fundo, se age com atitudes nobres. Então, nada mais genuíno do que essa troca.

Todavia, mesmo quando somos generosos conosco, temos que entender que nem sempre vale a pena enfrentar gigantes. Alguns são puramente imagináveis ou seja, fruto da imaginação de cada um. Às vezes, o bom mesmo, é simplesmente, deixar de ser paranóico (a), deixar de reagir e agir sim, mas em nosso favor. Além do mais, é sempre interessante conseguir prepara-se para as despedidas. Muitas coisas chegam e vão embora com uma facilidade incrível.

É difícil? Sempre. Todas as despedidas são dolorosas, principalmente quando prolongadas. Elas nos causa uma espécie de adoecimento psíquico, porque se perde até a própria dimensão do valor que se tem. De repente, ficamos instintivos demais, agressivos, críticos. E por que? Porque tudo isso, surge como se fosse um alerta, onde nos diz ” fique atento ” há adversidades pela frente. É como se o nosso botão de alerta pudesse acender em fração de segundos. Dessa forma, ficamos mais inquietos, menos lúcidos, tentamos chamar a atenção de qualquer maneira, torna-se inclusive, violento contra si mesmo.

Não é simples saber interpretar a nossa própria agitação. Agora também não é bom ficarmos nos boicotando o tempo todo. Aprenda julgar e criticar aquilo que exige a sua renúncia de forma saudável. É isso mesmo, deixe ir. Não se despeça. Deixe ir _ no acaso, tudo se refaz.

Muitas vezes, é no desconforto dos nossos enfrentamentos que conseguimos acumular forças. É no ato de ‘negociar consigo mesmo’ que a vida vai se tornando coerente…

É após o caos que vemos a bonanza. Acredite!

Marii Freire Pereira

Imagem: Google

Santarém, Pá 12 de maio de 2020

Publicado por VEM comigo!

Bacharel em direito, cursando Pós-graduação em Direito Penal e Processo Penal.

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