Luís de Camões

Busque Amor novas artes, novo engenho,

Para matar-me, e novas esquivanças;

Que não pode tirar- me as esperanças,

Que mal me tirará o que nos tenho.

Olhai de que esperanças me mantenho!

Vede que perigosas seguras!

Que não temos contrastes nem mudanças,

Andando em bravo mar, perdido o lenho.

Mas, conquanto não pode haver desgosto

Onde esperança falta, lá me esconde

Amor um mal, que me mata e não se vê;

Que dias há que na alma me tem posto

Um não sei quê, que nasce não sei onde,

Vem não sei como, e dói não sei por quê.

Luís de Camões ( Soneto lírico- amoroso, cit. p 112)

Literatura brasileira: William Cereja e Thereza Cochar. São Paulo, 2013

VEM comigo!

Marii Freire Pereira

Imagem: arquivo pessoal/ Torre de Belém,em Lisboa, de onde partiam as caravelas.

Santarém, 31 de Julho de 2020

Publicado por VEM comigo!

Bacharel em direito, cursando Pós-graduação em Direito Penal e Processo Penal.

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