Soneto

” Já da morte o polor me cobre o rosto,

Nos lábios meus o alento desfalece,

Surda agonia o coração fenece,

E devora meu ser mortal desgosto!

Do leito embalde no macio encosto

Tento o sono reter!..já esmorece

O corpo exausto que o repouso esquece…

Eis o estado em que a mágoa me tem posto!

Dá-me a esperança com que o ser mantive

Olhos por quem viveu quem já não vive”

( AZEVEDO, A. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2000)

Literatura brasileira: William Cereja e Thereza Cochar. São Paulo, 2013

VEM comigo!

Marii Freire Pereira

Imagem: Pinterest. tenderfem

Santarém, Pá 30 de junho de 2020

Publicado por VEM comigo!

Bacharel em direito, cursando Pós-graduação em Direito Penal e Processo Penal.

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