Lembranças de morrer

VEM comigo!

Quando em meu peito rebentar-se a fibra,

Que o espírito e aça à dor vivente,

Não derramam por nem uma lágrima

Em pálpebra demente.

E nem desfolhem na matéria impurra

A flor do vale que adormece ao vento:

Não quero que uma nota de alegria

Se cale por meu triste passamento.

Eu deixo a vida como deixa o tédio

Do deserto, o poente caminheiro

– Como as horas de um longo pesadelo

Que se desfaz ao dobre de um sineiro;

Como o desterro de minh’alma errante,

Onde o fogo insensato a consumia:

Só levo uma saudade – é desses tempos

Que amorosa ilusão embelecia.

Só levo uma saudade – e dessas sombras

Que eu sentia valer nas noites minhas…

De ti, ó minha mãe! Pobre coitada

Que por minha tristeza te definha!

Que meu pai…de meus únicos amigos,

Poucos – bem poucos – e que não zombavam

Quando, em noites…

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Publicado por VEM comigo!

Bacharel em direito, cursando Pós-graduação em Direito Penal e Processo Penal.

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